quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Youtube Motorsport Testing: Os testes da Toyota em Portimão


A Toyota está a aproveitar esta semana para fazer testes no seu TS050 no Autódromo de Portimão, no Algarve. É um teste essencialmente fechado ao público, mas vão andar por trinta horas, que vai acabar esta quarta-feira, pelas 17 horas locais. 

E claro, todos os pilotos estão por lá, incluindo Fernando Alonso. Eis um video dos testes, especialmente a troca de componsntes nas boxes.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A(s) image(ns) do dia






Não foram só os carros que foram apresentados, os pilotos também mostraram os capacetes que vão usar durante a temporada. Nico Hulkenberg e Marcus Ericsson mostraram os seus capacetes, e se o do alemão da Renault é elegante, mas mantendo as linhas dos últimos anos, já o de Ericsson é interessante.

E digo "interessante" porque é de Sean Bull. Ele tem andando pelas redes sociais com a quantidade de desenhos de carros e capacetes, em várias situações. Confesso que pensava antes que ele seria um entusiasta, mas ao ver um piloto a confiar o desenho do seu capacete, é diferente, já passou dessa fase. 

E o capacete de Ericsson é interessante, pois é uma recordação de Ronnie Peterson, precisamente 40 anos após a sua morte. As linhas de baixo do seu capacete são exatamente iguais ao que o "Sueco Voador" usou na sua carreira.

São ambos agressivos, vamos a ver se isso será o suficiente para que melhorem as suas prestações... 

Apresentações 2018: O Renault RS18

Poucas horas depois da apresentação do Sauber-Ferrari, a Renault mostrou o seu RS18, a máquina que pretende chegar ao "top cinco" do campeonato de Construtores e dar uma chance de pódio a Nico Hulkenberg e Carlos Sainz Jr. 

Com cores mais elegantes do que o carro anterior, preto com detalhes em amarelo, os responsáveis esperam que em 2018 a trajetoria continue a ser ascendente.

"O ano passado foi bem sucedido de várias maneiras", começou por dizer Cyril Abiteboul, o diretor de equipa. "Foi o segundo ano da nossa reconstrução e um passo adiante para nossos planos e objetivos a longo prazo. 2016 começou por ser sobre recrutamento, investimento, incorporação de novos patrocinadores, novos talentos e construção de nossa marca. Foi uma progressão quantificada para o que queremos tornar e desafiar as melhores equipas", continuou.

"Nosso objetivo principal [para 2018] é mostrar uma progressão contínua através dos resultados. Queremos ser capazes de mostrar nossa progressão em todos os aspectos, unidade de força, chassis, operações, pilotos. Tudo deve melhorar e devemos continuar a crescer".

"Queremos demonstrar isso de muitas maneiras diferentes, desde as equipes às quais competiremos diretamente, até a lacuna para os líderes, incluindo também nossa base de fãs e o respeito que nossa equipa irá inspirar à nossa maneira, e como nos comportamos fora da pista", concluiu.

O RS18 começará a andar em pista em Barcelona, no final do mês, nos testes coletivos da Formula 1.

Apresentações 2018: O Sauber C37

O Sauber-Alfa Romeo C37 foi apresentado esta manhã ao mundo, com o monegasco Charles Leclerc e o sueco Marcus Ericsson como pilotos. Para a equipa de Hinwill, esta é a esperança de um futuro melhor, depois da parceria que alcançaram com a Ferrari no final do ano passado, onde colocarão a marca de Varese nos seus flancos, marcando um regresso à competição, 33 anos depois de terem estado na Formula 1 pela última vez.

Joerg Zander, o responsável pelo desenho do carro, afirmou que o conceito aerodinâmico da máquina foi completamente revisto e será muito diferente do que existia no chassis anterior: “Estamos confiantes que a nova filosofia nos abrirá mais oportunidades e nos permitirá melhorar muito ao longo do ano”, afirmou.

"O motor Ferrari de 2018 também nos dará um impulso em termos de nosso desempenho. Esperamos que possamos avançar com o C37 e que sejamos mais competitivos em relação a 2017", continuou.

Frederic Vasseur, o chefe de equipa, afirmou que está ansioso para que comece a nova temporada para ver as performances dos seus pilotos e ver até que ponto eles estão em relação à concorrência.

"Estou muito expectante para a temporada de 2018 e para ver Marcus [Ericsson] e Charles [Leclerc] no caminho certo", começou por dizer.

"Nós colocamos muito esforço e trabalho no C37 nos últimos meses, e é fantástico lançar o novo carro hoje. Estou convencido de que Marcus e Charles formam a dupla de pilotos perfeita, com um sendo um piloto experiente e [outro] um novato promissor." 

"O regresso da Alfa Romeo à Fórmula 1 é outro marco na história da equipa, e estou orgulhoso de que essa marca histórica nos tenha escolhido para o seu regresso ao automobilismo", concluiu.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A(s) image(ns) do dia









Discretamente, a Red Bull apresentou o seu RB14, na sua sede em Milton Keynes, e mostrou também fotos do "shakedown" que andou a fazer neste fim de semana, com Daniel Ricciardo ao volante. A coisa interessante no meio disto tudo é que a pintura... é provisória. E até ficou engraçada, pois sabemos que em Barcelona, vai aparecer a pintura definitiva.

O que é pena: acho que esta fica melhor do que a habitual. Talvez mantenham os padrões.

Parece que há algumas inspirações de outros carros, como o Mercedes W08 ou o Ferrari SF-70 H, mas não interessando de onde é que vem a inspiração, desde que funcione é o que interessa. E com o motor Renault que têm ali montado, a aerodinâmica têm de funcionar, se quiserem apanhar Mercedes e a Scuderia, não é?

Veremos os outros, como serão. É esta semana que veremos o resto do pelotão.

Daqui a onze anos...

Como sabem, no passado dia 12, este canto comemorou mais um aniversário. Neste caso, o 11º. Custa-me a crer que uma coisa destas, feita para combinar a minha paixão pelo automobilismo pela minha prática da escrita jornalistica, fosse tão longe e durasse tanto tempo. E com vontade de prolongar.

Contudo, hoje dei por mim a pensar sobre o que poderá ser o mundo em 2029, e acho que o que irei escrever por aqui poderá ser aquilo que não consegui escrever naquele dia porque a minha mente não permitiu isso, por bloqueamento ou algo mais, não sei.

Então aqui vai: dentro de onze anos...

- metade da energia captada virá de fontes renováveis, sejam elas solares, eólicas ou em menos grau, energia das ondas. E custarão muito menos do que uma central nuclear e captarão muito mais energia do que todas essas centrais. E terão baterias que acumularão energia durante o dia e a disponibilizarão na grelha quando quiserem, sem a sobrecarregar.

- os carros serão autónomos, oitenta por cento deles serão elétricos. Existirão dois tipos de carros: os que terão baterias de lítio, que serão usadas para carros mais acessíveis, com autonomia de 400 a 500 quilómetros, enquanto que os modelos de luxo terão baterias sólidas, essencialmente supercapacitadores de grafeno, que terão entre o dobro e duas vezes mais a autonomia - cerca de 1200 a 1500 quilómetros. E por causa dos automatismos, os acidentes na estrada reduzir-se-iam em 80 por cento.

- a condução partilhada entre pessoas faria com que existissem cada vez menos carros na estrada. Há quem diga que dentro de vinte anos poderia haver menos 80 por cento de automóveis que existe em 2018, logo, os engarrafamentos poderão estar à beira da extinção. 

- certas coisas que temos como garantidos hoje passarão a ser do passado: noventa por cento das oficinas mecânicas iriam ser encerradas, e as que se mantinham abertas iriam especializar-se em coisas especificas, como reparação de clássicos. E a profissão de mecânico quase seria algo em extinção, a não ser que se especializasse nos clássicos. 

- os seguros automóveis seriam menores e mais baratos que são agora.

E eu só falo de coisas específicas dos automóveis. Não falo de outras coisas que andam a ser discutidas, como por exemplo, a legalização das drogas leves como a cannabis - legal em dez estados americanos neste momento - do rendimento básico incondicional ou da robotização do trabalho, cada vez mais robôs a fazer muitos dos trabalhos indesejáveis e repetitivos, especialmente na industria. A ideia de ter uma fábrica na vossa vizinhança como garantia de criação de centenas - ou milhares - de empregos poderá ter os dias contados, porque boa parte desses empregos podem ser substituídos por robôs que fazem tudo melhor, mais rápido... e sem reclamar.

E nem falo que provavelmente em 2029 estaremos em Marte, e que viagens até ao Espaço serão tão baratas que a elite, a troco de alguns milhares de euros, poderá passar alguns minutos no Espaço a ver que a terra é redonda, para cólera da "Sociedade da Terra Plana"...

Sei perfeitamente que algumas destas coisas podem não acontecer, mas quis ser o mais realista possível nestas previsões. Não falei sobre Formula 1, IndyCar, Formula E, Ralis, ou outra categoria em particular, porque não sei o que vai acontecer nessas categorias. E claro, sei do "backlash" que as pessoas estão a ter sobre as coisas que estão a ser implementadas nessas categorias, como o "Halo" e outros.

Aprendi algumas coisas com o tempo: uma delas é que a grande maioria das pessoas não pensa mais além do que o que vai comer ao jantar, e tirando uma ou duas coisas, não faz ideia do que o futuro o reservará. E pior: quando sabe, tem um medo horrível. Daí se agarrar ao passado, na ilusão de que "era bom", e daquelas coisas "de raíz", em contraste com os "de Nutella". Não ficaria nada admirado se em 2029, essas "Nutelices" serão elevadas a "raíz" pela nova geração. Seria uma ironia risível...

Mas, como sabem, essa gente não olhará para trás, porque nessa altura, não se lembrarão destes dias de hoje. Já disse isto na altura da polémica das "grid girls": daqui a seis meses, a discussão termina e tudo aquilo que eles lamentaram e se zangaram se manterão. Não é o "admirável mundo novo" de Aldous Huxley, mas o mundo muda a uma velocidade incrível. E apenas temos de nos adaptar, quer queiramos, quer não.

E quem se lembra o que discutíamos em 2007? Alguém poderia imaginar carros elétricos a entrarem no "mainstream"? Nessa altura, muitos falavam desses carros como uma piada, porque ficaram com uma ideia que demora a sair das suas mentes, de serem lentos e terem uma escassa autonomia. Só que esqueceram que as baterias eram de ácido, como temos nos carros a gasolina. Agora, as baterias são outras, e outras aparecerão. E todos os dias, num "drag strip" de arrancada, um Tesla Model S sem bancos come "muscle cars" ao pequeno almoço, dando calendários de avanço em mãos mais capazes...

O mundo muda, cada geração faz a sua revolução. E alguns dos nossos sonhos "impossíveis" tornam-se "possíveis". Tememos ou abracemos esse mundo, depende de nós.

Youtube Rally Video: O Rali Serras de Fafe

O Rali Serras de Fafe já acabou, com a vitória do açoriano Ricardo Moura, que levou a melhor sobre Miguel Barbosa e José Pedro Fontes. Foi essencialmente um duelo entre Moura e Barbosa, que deram "calendários" à concorrência, já que o terceiro classificado ficou a mais de um minuto e vinte segundos do vencedor.

Aqui coloca-se um video dos melhores momentos deste rali a contar para o campeonato nacional, que colocou vinte carros da categoria R5... e apenas dois eram estrangeiros! 

domingo, 18 de fevereiro de 2018

A imagem do dia


Enzo Ferrari, algures nos anos 60, ao lado do chassis 1512 que deu o título mundial de 1964 a John Surtees


Confesso que ao longo deste tempo nunca dei a devida atenção ao Commendatore, apesar da sua enorme importância no mundo do automobilismo. Foi piloto nos anos 20, diretor de equipa nos anos 30, construtor nos anos 40 e o único que está na Formula 1 desde 1950, a primeira temporada da competição. De "Il Drake" pode-se dizer tudo: intimidava pilotos e engenheiros para construir os melhores carros, puxava-os ao limite, muitas vezes com resultados desastrosos, não se importava de cortar com o passado e abraçar o futuro, se isso significasse triunfo para a "casa di Maranello".

Sobre os pilotos, é interessante - e recomendo bastante que leiam "Piloti, che gente", a sua biografia sobre os muitos pilotos que se cruzaram, quer na sua equipa, quer no pelotão da Formula 1, sempre atualizado até 1987, o ano anterior à sua morte, aos 90 anos.

É interessante ver que este ano, as comemorações vão ser redondas: os 120 anos do seu nascimento, que recordamos hoje, e os 30 do seu desaparecimento, que lembraremos a 15 de agosto. E como uma personagem, ora enigmática, ora intimidadora, ora reclusiva, ora apaixonada, criou um fascínio enorme para todo e qualquer "petrolhread" que se preze.

WRC 2018: Rali da Suécia (Final)

Thierry Neuville conseguiu levar a melhor sobe a concorrência no último dia do Rali da Suécia e deu à Hyundai a sua primeira vitória do ano, na frente de Craig Breen e de Andreas Mikkelsen. Foi uma vitória merecida, mas puxada, e que aproveitando a classificação modesta de Sebastien Ogier, acabou por o colocar agora na frente do campeonato, passadas que estão duas provas deste Mundial.

Com apenas três especiais para cumprir neste último dia, apenas um acidente é que iria mudar a classificação de forma dramática, apesar dos três primeiros rodarem relativamente próximos um do outro. Tanak venceu a primeira especial do dia, a primeira passagem por Likenas, 1,3 segundos na frente de Esapekka Lappi, enquanto que Thierry Neuville, mais descansado, era apenas 11º, a 16,2 segundos, apesar de ter perdido oito segundos para Breen, quarto na especial.

Na segunda passagem pela mesma classificativa, Lappi foi de novo o melhor, mas Neuville foi o segundo, a 1,9 segundos, praticamente garantindo a vitória, já que Breen foi o terceiro, a 3,3 segundos. Agora só faltava ver quanto recolhia no Power Stage.

Ali, Lappi voltou a ser melhor e recolheu cinco pontos extra pela vitória. Sebastoien Ogier foi o segundo, a 1,3 segundos, na frente de Andreas Mikkelsen, a 1,9 segundos, e Thierry Neuville, a 4,2.

No final, Neuville venceu sobre Breen por 19,8 segundos. Para o irlandês, foi a sua melhor classificiação de sempre num rali onde ele não era nada "nórdico", na frente de outro mais familiarizado com este tipo de superfície, Andreas Mikkelsen. Esapekka Lappi foi o quarto e o melhor dos Toyota, a 45,5 segundos do vencedor, na frente de Hayden Paddon, a 54,4. Mads Ostberg foi o sexto, e o segundo melhor dos Citroen, a um minuto e 15 segundos.

Jari-Matti Latvala foi o sétimo, a dois minutos e cinco segundos, e o segundo melhor Toyota deste rali, na frente de Teemu Suninen, da Ford, e a fechar o "top ten", o Toyota de Ott Tanak e o Ford de Sebastien Ogier.

No campeonato, Neuville é o novo líder do campeonato, com 41 pontos, dez a mais do que Ogier. O WRC volta à ação em terras mexicanas, entre os dias 8 e 11 de março. 

CNR: Meireles e Barbosa penalizados

O Rali Serras de Fafe terminou hoje, mas os resultados só forma confirmados... na secretaria. É que a organização decidiu hoje que Miguel Barbosa e Pedro Meireles foram penalizados em dez segundos por queimarem a partida no Fafe Street Stage... ontem à noite. Isso fez com que existissem alterações na classificação final, já que Meireles perdeu o terceiro posto a favor de José Pedro Fontes, no seu Citroen.

Assim sendo, a diferença de Ricardo Moura e Miguel Barbosa alargou-se para 11,7 segundos, não se alterando a classificação final entre os dois primeiros.

CNR: Moura foi o vencedor em Fafe

Ricardo Moura foi o grande vencedor em Fafe, na prova de abertura do Nacional de ralis. Sacudindo os azares das últimas duas temporadas, o piloto açoriano conseguiu bater Miguel Barbosa por meros 1,7 segundos. E o duelo foi de tal forma que o terceiro classificado, Pedro Meireles, ficou a mais de um minuto e 42 segundos. 

Porém, o campeão de 2014 ficou na frente de José Pedro Fontes, que no seu regresso aos ralis, depois de meio ano a recuperar do seu acidente no Rali de Portugal, foi o quarto classificado. Armindo Araújo, também de regresso aos ralis após cinco anos de ausência, foi o quinto no seu Hyundai i20 R5.

No final, Moura não escondia a sua satisfação: "Foi um ali muito disputado, sem dúvida. O Miguel está de parabéns, foi uma prova extremamente competitiva, estou muito feliz por dar à nossa equipa, a ARC, esta vitória", começou por dizer em declarações captadas pelo 16 Valvulas. "Foi um rali duríssimo, disputado ao segundo, é ótimo para os Açores estarem aqui representados em primeiro lugar numa prova do Nacional de ralis", concluiu.

Com as restantes seis especiais pela frente, máquinas e pilotos tinham de encarar passagens duplas por Montim, Confurco e Gontim. Na primeira especial do dia, Moura passou ao ataque, tentando recuperar a liderança a Barbosa, e o que conseguiu foi vencer por meros 0,2 segundos, enquanto que Pedro Meireles perdia 5,6 segundos, Armindo Araujo 7,2 segundos e Carlos Vieira 7,3. O piloto do Skoda ficava na frente, mas apenas com uma vantagem de 1,4 segundos.

Moura continuou ao ataque na especial seguinte, no Confurco, ganhando mais três segundos a Carlos Vieira, com Miguel Barbosa a perder 3,5 segundos. Com isso, Moura conseguia passar à liderança, agora com 2,1 segundos sobre o piloto da Skoda. Barbosa reagiu em Gontim, e conseguiu tirar 4,9 segundos a Moura, voltando à liderança com 2,8 segundos de vantagem.

"Estamos os dois ao ataque, está tudo em aberto. Estamos com diferenças mínimas, pensei que tinha furado na segunda especial e decidimos atacar forte para recuperar aquilo que tinamos perdido. Correu bem, agora está tudo em aberto", disse Barbosa à chegada a Fafe.

Na segunda passagem por Montim, Moura atacou e venceu, mas apenas conseguiu recuperar 0,2 segundos a Barbosa, enquanto que Ricardo Teodósio era o terceiro na especial, a 2,7 segundos, na frente de Armindo Araújo, a 5,7 segundos. Atrás, Carlos Vieira foi quarto na especial e aproveitou o facto de João Barros ser apenas oitavo, a 9,9 segundos do primeiro, para ascender ao sexto posto da geral, trocando com Barros.

Moura atacou decisivamente na segunda passagem pelo Confurco, ganhando a especial e conseguindo tirar 4,3 segundos a Miguel Barbosa, que foi apenas quinto na especial, atrás de dos Hyundais de Araújo e Vieira, e o Skoda de Teodósio. Moura passou à frente por 1,7 segundos, e foi aí que ganhou o rali, pois na última especial, ambos fizeram o mesmo tempo!

Com os três primeiros definidos, José Pedro Fontes foi o quarto, a um minuto e 50,6 segundos, enquanto que Armindo Araújo foi o quinto, a dois minutos e 12 segundos, no seu Hyundai. Carlos Vieira ficou a seguir, a doze segundos de Armindo, mas a dois minutos e 24 do vencedor. João Barros foi o sétimo, a dois minutos e 48 segundos, no seu Ford, na frente do espanhol Alexander Villanueva, do Hyundai de Paulo Meireles e do Citroen DS3 R5 do britânico Harry Hunt.

Agora, o Nacional prossegue dentro de um mês, nos Açores, uma prova que também conta para o Europeu de Ralis. 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Youtube Rally: A foto de familia do CNR 2018


São apenas 12 segundos, mas é para verem a quantidade de pilotos e navegadores que alinharam naquele que deve ser o terceiro mais importante rali do panorama nacional, e o mais importante sem pertencer ao campeonato do mundo, como o Rali de Portugal, ou ao Europeu, como é o Rali dos Açores. 

O video é da Autosport portuguesa.

WRC 2018 - Rali da Suécia (Dia 2)

Thierry Neuville lidera o Rali da Suécia, cumprido está o segundo dia da prova. O piloto da Hyundai tem uma vantagem de 22,7 segundos sobre o Citroen de Craig Breen e 32 segundos sobre o outro Hyundai de Andreas Mikkelsen, e parece que vai a caminho da sua primeira vitória nesta temporada, provavelmente ocupar a liderança do campeonato. Quanto a Sebastien Ogier, o segundo dia fez com que se chegasse mais de perto dos da frente, mas é apenas o décimo classificado, a mais de quatro minutos e 24 segundos.

Com os Hyundai a monopolizarem os lugares da frente no final do primeiro dia, o segundo começou com uma espécie de reação. Tanak começou o dia ao ataque, vencendo na primeira passagem por Torntorp, batendo Breen por quarto segundos. Este, com o segundo lugar na especial, subiu à terceira posição na geral, passando Paddon, que fora apenas sétimo. Ogier era décimo, perdendo 18,6 segundos.

Tanak continuou a vencer, desta vez na primeira passagem por Hagfors, tirando 4,3 segundos a Jari-Matti Latvala, seu companheiro de equipa, e Esapekka Lappi, num monopólio da Toyota. Neuville foi apenas sétimo, a 9,3 segundos, e via Breen reduzir a vantagem para 4,2 segundos. Já Andreas Mikkelsen foi apenas 11º e perdeu 18,5 segundos, fazendo com que caísse para o quarto posto. Ogier foi nono e trocava de lugar com Elfyn Evans, sendo agora 11º.

A manhã acabava com Neuville a reagir e a vencer em Vargasen, batendo Tanak por 0,9 segundos, enquanto que Sebastien Ogier era terceiro, a 1,2. Breen perdia 1,7 segundos e via a diferença aumentar para 5,9. Mas o irlandês reagiu e foi o vencedor na segunda passagem por Torntorp, batendo Neuville por 1,3 segundos. A luta pelos dois primeiros lugares estava ao rubro, com Mikkelsen a ser o quarto na especial, perdendo 3,9 segundos, e estando a 20,2 do piloto belga, na terceira posição.

Neuville venceu a seguir, em Hagfors 2, na mesma especial onde Kris Meeke acabaria por se retirar... devido a um problema no seu turbo. tudo isto depois de... colidir com o Toyota de Tanak durante a especial. O belga foi melhor do que Mikkelsen em 6,6 segundos, enquanto que Breen foi terceiro, a 9,4 segundos, alargando a sua diferença para 14 segundos. Neuville voltou a ganhar na especial seguinte, alargando para 18,8 segundos a vantagem para o segundo classificado. 

O final do dia acabou com a passagem pela super-especial de Karlstad e a Torsby Sprint. Na primeira, Tanak foi o melhor, batendo Ostberg por 0,3 segundos, enquanto que na segunda, Neuville foi melhor do que Lappi em 0,5 segundos.

No final do segundo dia, depois do pódio, Hayden Paddon é o quarto, a 48,6 segundos, enquanto que Ostberg é quinto, a 56,8 segundos. Esapekka Lappi é o sexto e o melhor dos Toyota, a um minuto e cinco segundos, quase um minuto na frente de Jari-Matti Latvala. Teemu Suninen é o oitavo, a dois minutos e vinte segundos, e é o melhor Ford, enquanto que a fecvhar o "top ten" estão Ott Tanak, a três minutos e 41 segundos, e Sebastien Ogier, a quatro minutos e 24.

O Rali da Suécia termina amanhã coma a realização das três últimas especiais. 

CNR 2018 - Rali Serras de Fafe (Dia 1)

Miguel Barbosa lidera o primeiro dia do Rali Serras de Fafe, após a realização das cinco primeiras especiais de classificação. O piloto do Skoda Fabia R5, conseguiu superar Ricardo Moura por 1,6 segundos, depois de um duelo entre eles que deixou o resto da concorrência muito longe: Pedro Meireles, com o seu Skoda Fábia R5, tem já... 50,3 segundos de desvantagem.

Com 21 carros R5 presentes no Rali Serras de Fafe, parecia que iria ser um rali onde as trocas de liderança iriam ser constantes e o resultado a ser incerto. Contudo, logo na primeira especial do dia marcou a diferença entre os mais velozes. Em Lameirinha, Moura foi melhor do que Miguel Barbosa por 1,1 segundos. Ambos deixaram Pedro Meireles por 9,5 segundos, e isso indicava que logo ali, iria haver uma separação entre os melhores. 

Mas outros tiveram problemas: Carlos Vieira, por exemplo, teve um problema com a pressão do combustível e teve que descer para o Confurco com o carro desligado, acabando por perder 28,6 segundos.

Na segunda especial, a de Luílhas, Barbosa foi mais veloz e passou para a frente do Rali. O piloto do Skoda foi 4,8 segundos mais veloz do que Moura e conseguiu um avanço de 3,7 segundos sobre o piloto do Ford Fiesta. Meireles foi terceiro, noutro Skoda, enquanto que Carlos Vieira ia de mal a pior quando capotou, perdendo 29,4 segundos e a ficar com quase um minuto de atraso. A classificativa ainda ficou marcada pelo acidente de Ricardo Teodósio, que bloqueou o seu Skoda Fabia R5 na estrada e obrigou à neutralização da especial.

Moura voltou à liderança na terceira especial, batendo Barbosa por 7,1 segundos, e tinha agora uma vantagem de 3,4 segundos sobre o piloto da Skoda, enquanto que Pedro Meireles era o terceiro, mas já tinha perdido quase 31 segundos para os da frente. E na quarta especial, a segunda passagem por Luílhas, Moura ampliava a vantagem para 7,5 segundos, ganhando mais 4,1 sobre Miguel Barbosa. Atrás, José Pedro Fontes subia para quarto, passando João Barros, enquanto que Armindo Araújo tinha problemas no motor Hyundai, perdendo 40,3 segundos para Moura.

No final do dia, o piloto açoriano estava feliz, mas sabia que ainda estava a começar: "O rali ainda vai no seu início, nos últimos anos acabamos o primeiro dia sempre na frente, quero ver para crer", começou por dizer. "Está a ser um rali duro, nem quero ver como é que vai ser [a superficie do terreno quando] passarmos por Luílhas por quatro vezes, vai ser muito duro mesmo", continuou.

"A noite vai fazer a diferença. Todos os anos, a noite sempre me foi favorável", concluiu.

Já Miguel Barbosa andava satisfeito com o seu ritmo neste primeiro dia em Fafe. "Entramos forte, estamos satisfeitos como ritmo que andamos a impor, confiantes com o carro. Amanhã vamos ao ataque.", afirmou.

Quanto a Pedro Meireles, queixava-se do seu carro: "Não estávamos no ritmo que queríamos, o carro não está com as especificações que queria. Agora é mais defender o terceiro lugar do que olhar para a frente porque a diferença já é grande", afirmou o piloto de Guimarães. 

Pela noite, havia duas passagens pela Fafe Street Stage para os espectadores poderem apreciar. Na primeira passagem, Miguel Barbosa foi o melhor, ganhando 4,8 segundos sobre Carlos Vieira, e 7,4 sobre Ricardo Moura, fazendo com que a diferença entra ambos se reduzisse ao mínimo: 0,1 segundos. Na segunda passagem, Barbosa voltou a ganhar, com 1,7 segundos de vantagem sobre Moura, que foi apenas quarto, passando para a frente do rali.

José Pedro Fontes é o quarto classificado, a mais de um minuto da liderança, no seu Citroen DS3 R5, mas perto de Meireles. João Barros é o quinto, a um minuto e 16 segundos, na frente de Armindo Araujo, o melhor dos Hyundai, a um minuto e 43 segundos, um pouco na frente do espanhol Alexander Villanueva, a um minuto e 46 segundos. Carlos Vieira é o oitavo, a dois minutos e um segundo, e a fechar o "top ten" estão Joaquim Alves, no seu Ford Fiesta R5, e Paulo Meireles, no Hyundai i20 R5, este a dois minutos e 38 segundos da liderança.

Amanhã acaba o ali Serras de Fafe, com a realização das restantes seis especiais.

Youtube Rally Video: O "shakedown" do Serras de Fafe

Se as coisas na Suécia já vão a meio, aqui em Fafe, já aconteceu o "shakedown" do Serras de Fafe, onde os melhores pilotos nacionais andaram a experimentar as suas máquinas para ver até que ponto estão em forma para o rali que vai começar neste sábado à tarde. 

Eis as imagens do ensaio geral, digamos assim.