terça-feira, 22 de agosto de 2017

The End: Don Nichols (1924-2017)

Don Nichols, o fundador e patrão da Shadow, equipa que esteve na Formula 1 entre 1973 e 1980, morreu esta segunda-feira aos 92 anos, segundo informou Mike Wilds na sua página do Facebook. Nichols foi um dos patrões da Formula 1 nos anos 70 e foi uma personagem e tanto em termos da sua vida.

Nascido a 23 de novembro de 1924, pouco se sabe sobre a sua vida em termos de juventude. Esteve no exército na II Guerra Mundial e na Guerra da Coreia, servindo na inteligência militar, chegando à patente de Major. Saído no exército, foi para o Japão nos anos 60, onde foi representante da Goodyear e da Firestone, ajudando a estabelecer uma comunidade automobilística no país do Sol Nascente. Ajudou na construção do circuito de Mont Fuji, em 1965, e no final da década, decidiu regressar aos Estados Unidos.

Ali, em 1968, ajudou a fundar a Advanced Vehicle Systems, para dois anos mais tarde mudar para Shadow Cars. Nesse ano, construiu um chassis para a Can-Am, o Mk1, desenhado por Trevor Harris, que seria guiado por Vic Elford e George Follmer. O carro era conhecido pelo seu baixo centro de gravidade e embora veloz, era pouco fiável.

Nos anos seguintes, a Shadow teve mais sucesso na Can-Am, sendo um dos rivais da poderosa McLaren, embora sem vencer corridas. No final de 1972, Nichols, com o apoio a petrolífera UOP (Universal Oil Products) decide dar o salto em frente e ir para a Formula 1. Escolhem como pilotos o americano George Follmer e o britânico Jackie Oliver, com o chassis DN1. Um terceiro chassis é construído para Graham Hill, que em 1973 decidiu construir a sua própria equipa. O DN1, estreado no GP da África do Sul, em Kyalami, dá-lhes dois pódios e nove pontos no total.

No ano seguinte, constroem o DN3. Mostrou alguma promessa às mãos do americano Peter Revson e do francês Jean-Pierre Jarier, mas Revson acaba por morrer num teste no circuito sul-africano devido a uma falha na suspensão de titânio, que andavam a testar naquela altura. Depois de algumas corridas com o britânico Brian Redman, escolheram outro, Tom Pryce, para o seu lugar.

Nesse ano, a Shadow domina a Can-Am, com Oliver ao volante, mas por esta altura, a competição sofria com as restrições causadas pelo primeiro choque petrolífero e seria interrompido no final dessa temporada.

O grande ano da Shadow foi a temporada de 1975, quando conseguiram três pole-positions e duas voltas mais rápidas. Dois delas com Jarier ao volante (Argentina e Brasil), e outra com Pryce, na Grã-Bretanha. Contudo, no final dessa temporada, a UOP sai de cena como patrocinadora. 

Pryce deu-lhes dois pódios nas duas temporadas seguintes, mas a equipa lutou para se manter no meio do pelotão, especialmente em 1976. No final do ano, encontram o italiano Franco Ambrosio, que fica com parte da equipa e coloca um piloto italiano num dos lugares. A temporada de 1977 começa com Renzo Zorzi ao lado de Tom Pryce, e o DN9 é apresentado ao público, mas o galês morre trágicamente em Kyalami, no GP da África do Sul. Para o seu lugar entra o australiano Alan Jones, e pouco depois, Ambrósio troca Zorzi pelo jovem Riccardo Patrese.

Depois disso, a temporada é de sonho: Jones vence em Zeltweg e alcança pódios em Monza e Watkins Glen, conseguindo 21 dos 23 pontos que a equipa tem nessa temporada, mas no final do ano, acontece uma rebelião entre alguns dos membros da equipa, que queriam depor Nichols do seu lugar. Os dissidentes saíram da equipa e formaram a Arrows. Nichols manteve a Shadow, mas a decadência é inevitável. Em 1978 teve Clay Regazzoni e Hans-Joachim Stuck, mas não conseguiram mais do que seis pontos, e em 1979, Elio de Angelis deu à marca os últimos três pontos, resultantes de um quarto lugar em Watkins Glen.

Contudo, pelo meio, Nicheols obtêm uma vitória na secretaria: o Arrows FA1 era muito parecido com o DN9, acabando por os colocar em tribunal. Este provou que o carro era uma cópia do carro anterior - ambos tinham sido desenhados por Tony Southgate - e a meio de 1978, depois de Patrese ter conseguido um segundo lugar no GP da Suécia, o tribunal decidiu que a Shadow tinha os direitos sobre esse chassis.  

Contudo, essa vitória não teve grandes consequências. No inicio de 1980, Nichols vende a sua parte para Teddy Yip, o patrão da Theodore, abandonando a Formula 1. A Shadow encerraria as suas atividades pouco depois, e Nichols decidiu retirar-se para a California, gozando a reforma, aparecendo em várias reuniões automobilísticas para falar sobre a carreira e a sua equipa. Ars longa, vita brevis, Don.

Rosberg abre portas para a Formula E

Campeão do mundo em título, Nico Rosberg decidiu pendurar o capacete no final de 2016 para se dedicar à familia. Contudo, apesar de afirmar que não voltaria a correr na Formula 1, ele está atento ao que se passa no automobilismo e afirma que está a seguir com muita atenção à Formula E. Numa entrevista à agência de noticias alemã DPA, elogiou a categoria e pensa nela a partir de 2018, quando a Mercedes fizer a sua participação na competição.

"É o futuro do mundo. Será divertido ver todas estas fábricas colocarem suas cartas na mesa", começou por dizer. "Vai mudar completamente o nosso mundo. Temos carros que vão se conduzir por eles mesmos - e não [vai acontecer] em 20 anos, é um processo que já está em curso. Estou muito interessado em ver como nossas vidas vão ser simplificadas por isso", continuou.

Em relação à participação de Rosberg na Formula E, fala-se que ele poderia entrar como diretor de corrida, mas ele não coloca de lado a ideia de sentar-se no volante para experimentar, mesmo até como piloto. 

"Correr sempre foi divertido para mim, então vamos ver o que acontece. Eu sempre serei um apaixonado pelo automobilismo e sempre haverá opções para me envolver. Não precisa ser amanhã, pode ser em dez anos, mas sempre será uma possibilidade", afirmou, antes de dizer que a Formula 1 é um "capitulo encerrado".

Rosberg, que correu por onze temporadas (2006 a 2016) por Williams e Mercedes, conseguiu 23 vitórias, 57 pódios, 30 pole-positions e vinte voltas mais rápidas, conquistando o título mundial em 2006.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O campeonato virtual de Formula 1

A Formula 1 vai coroar este ano o seu primeiro... campeão virtual. Numa parceria entre a Fórmula 1, a Codemasters, a empresa que faz o jogo oficial da competição, e a Gfinity, especialista neste tipo de competição, irá acontecer em Londres o primeiro campeonato virtual, numa forma de estar a par com a "eSports". A competição começa já em setembro, e os 40 pilotos mais velozes passam à fase seguinte que será em Londres na Gfinity Arena a 10 e 11 de outubro. Os vinte primeiros desta ronda passam à final, que será em novembro, em Abu Dhabi, durante o fim de semana de encerramento do campeonato.

Este lançamento apresenta-nos uma excelente oportunidade para a Formula 1: estrategicamente e numa forma de ganhar adeptos. Primeiro que tudo é uma maneira muito boa de ganhar adeptos. Claro, que tal como fazemos na Formula 1, vamos continuar a inovar e a evoluir, de forma a que possamos ter o melhor campeonato possível para os nossos adeptos”, disse Sean Bratches, diretor comercial da Formula 1.

A adesão da Formula 1 aos eSports é a mais recente. O WRC já faz destas competições desde 2016, e no inicio deste ano, a Formula E fez uma competição em Las Vegas, com um prémio de um milhão de dólares para o vencedor. E a McLaren está a criar o projeto ‘World’s Fastest Gamer’, em que o vencedor terá a oportunidade de usar o simulador da equipa.

Honda: Hasegawa admite desilusão

O falhanço das negociações com a Sauber e com a Toro Rosso deixou a Honda desiludida com o resultado, pois acreditavam que seria uma mais-valia no desenvolvimento do seu programa de motores. Três temporadas depois do começo da parceria com a McLaren, e seu o resultante fracasso, Yusukue Hasegawa afirmou que ter uma segunda equipa teria sido mais útil para resolver com maior rapidez os problemas que tiveram no desenvolvimento dos seus motores, algo que não puderam fazer por causa do contrato que assinaram com Ron Dennis.   

Numa entrevista à Racer americana, Hasegawa admitiu que o falhanço das negociações foram uma desilusão completa. "Claro que o falhanço das negociações são uma desilusão. Apesar de ter um programa com uma equipa cliente, por isso daí não resultar um grande dano para o nosso programa principal na Formula 1. Mesmo assim esperávamos de ter a oportunidade para o nosso motor rodar mais noutra equipa. Teríamos mais dados e poderíamos fazer comparações. Por isso nessa medida é uma deceção. Mais do que isso, do lado prático tivemos que parar os preparativos que tínhamos em curso para esse efeito”, comentou.

Apesar de não haver mais construtores em 2018, A Honda espera que isso seja resolvido num futuro próximo. Mas a margem de erro é cada vez menor, pois se não fizeram um motor mais eficiente, a sua presença na Formula 1 está em risco. Nesta temporada, a equipa conseguiu apenas onze pontos e uma volta mais rápida, estando na nona posição do campeonato de construtores.

domingo, 20 de agosto de 2017

Endurance: Perrinn cancela programa da LMP1

A Perrinn anunciou este sábado que parou o seu programa para construir um carro de LMP1 para se concentrar em construir um projeto para a Garagem 56 em 2019. A marca tinha anunciado no inicio do ano que tinha aceite a encomenda de dois chassis, mas que no final, o projeto não avançou muito mais para além de conversas iniciais.

Segundo conta o site DailySportscar.com, o projeto seria financiado pela Renault, que os rebatizaria os carros de Dacia, contudo, a ideia tembém era de conseguir financiamento vindo de outras formas romenas, bem como apoio governamental. A pessoa por trás desse projeto seria Franky van Nunen, um holandês com profundas ligações à Roménia.

Perrinn disse que o projeto foi cancelado depois de terem passado os prazos para arranjar financiamento. "Estávamos prontos e começamos a trabalhar para garantir que os carros fossem entregues no prazo devido, mas infelizmente não aconteceu", disse ele. "Eu permaneço completamente confiante de que nosso modelo de "open source" tem muito a oferecer, mas agora, pelo menos, isso deve acontecer no futuro e eu estou passando para outros projetos", concluiu.

E o novo projeto é o "424", um projeto elétrico que vai ser colocado na Garagem 56 em 2019. A ideia é de ser um carro elétrico com alguma autonomia, onde a cada hora, faria três voltas consecutivas: um ao ritmo de um GTE (cerca de 280 km/hora), outra ao ritmo de um LMP1 (325 km/hora) e uma terceira em modo autónomo, antes de ir para as boxes, onde carregaria por 45 minutos.

WRC 2017 - Rali da Alemanha (Final)

O estónio Ott Tanak foi o melhor no Rali da Alemanha e ajudou a Ford a vencer mais uma vez nesta temporada. Conseguiu superar Andreas Mikkelsen e Sebastien Ogier para vencer pela segunda vez na temporada, depois da vitória no Rali da Sardenha. Para o piloto estónio, este foi um saboroso triunfo, ainda por cima porque aconteceu no dia nacional do seu país. 

É uma excelente sensação, o início do rali correu bastante bem, acho que guiei bem, fiz também boas escolhas de pneus, em condições bem difíceis, depois foi só controlar a liderança. É o meu primeiro triunfo no asfalto, o que sabe bem, e agora vamos continuar assim e lutar pelo campeonato”, disse.

Já do lado de Sebastien Ogier, o seu terceiro posto o poderá ter deixado a respirar um pouco melhor em termos de campeonato, mas a três provas do fim (Catalunha, Gales e Austrália), o piloto francês não pode baixar a guarda em relação a Neuville. 

Foi para isto que trabalhámos todo o fim de semana. Não foi sempre fácil, depois da desistência do Thierry, pois não dei sempre o máximo. Não tive a velocidade ideal para conseguir algo mais, mas foi um bom resultado para o campeonato”, disse Ogier.

No último dia do Rali da Alemanha havia uma grande dúvida sobre se Ogier teria tempo para apanhar Mikkelsen para o segundo posto, e se a partir dali, a M-Sport daria ordens a Tanak para que deixasse passar Ogier para que deixasse alargar o comando do campeonato, pois Neuville não tinha chegado ao fim deste rali. No final, acabou por não ser necessário, pois ao longo do dia, e nas quatro últimas classificativas deste dia, o francês da Ford não se tinha aproximado o suficiente para o apanhar.

Neste dia, Juho Hanninen aproveitou e atacou o quarto posto de Elfyn Evans e ficou com ele, distanciando-se ao ponto de não só ficar com ele, mas ver o seu adversário perder o quinto posto a favor de Craig Breen, a bordo do seu Citroen C3 WRC. E ainda conseguiu mais um ponto pois acabou nos cinco primeiros na Power Stage, vencida por Dani Sordo, na frente de Esapekka Lappi e Jari-Matti Latvala.

Depois de Evans, no sexto posto do rali, Jari-Matti Latvala foi o sétimo, a quase quatro minutos, na frente de Hayden Paddon, o veteranissimo local Armin Kremer (cinquenta anos de idade!) e o francÊs Eric Camili, o melhor dos WRC2.

No campeonato, Ogier tem 177 pontos, contra os 160 de Neuville, os 144 de Ott Tanak e os 123 de Jari-Matti Latvala. O próximo rali do campeonato do mundo acontecerá entre os dias 6 e 8 de outubro, em terras catalãs.

sábado, 19 de agosto de 2017

WRC 2017 - Rali da Alemanha (Dia 2)

Ott Tanak está cada vez mais a alargar a sua liderança no Rali da Alemanha, contra o Citroen de Andreas Mikkelsen e o outro Ford de Sebastien Ogier, num dia em que Thierry Neuville se atrasou e parece ter deixado Ogier a respirar melhor nesta prova.

Num dia em que máquinas e pilotos iriam passar por duas vezes pela mítica Arena Panzerplatte, o dia começou com... Thierry Neuville a partir uma roda na primeira passagem por essa classificativa. Tanak venceu a especial, é verdade, mas foi o belga que estragou tudo e poderá ter deixado fugir o campeonato. O toque numa curva fez partir a roda e levou a perder 10.3 segundos. Só que para piorar as coisas, o eixo de suspensão soltou-se e caiu, e não houve forma da dupla poder reparar os danos com os meios que tinham à sua disposição.

Não acabou ainda, não vamos desistir de lutar pelo campeonato. Vamos lutar por ele” escreveu Thierry Neuville na sua conta pessoal no Twitter.

Na frente, Tanak tinha 6,3 segundos de vantagem sobre Mikkelsen, com Ogier no terceiro posto, depois de passar Neuville, e com o passar da manhã, o piloto estónio alargava a sua liderança para Mikkelsen, que no final da manhã, já tinha Ogier em cima deles, com ambos separados por meros sete segundos. Atrás, no quarto lugar, Elfyn Evans já estava a ser ameaçado pelo Toyota de Juho Hanninen.

Pela parte da tarde, com a segunda passagem pelas classificativas da manhã, Tanak manteve a vantagem sobre Mikkelsen e começou a geri-la de forma a estar longe do noruegues da Citroen, enquanto que Ogier tentava aproximar-se, mas sem o apanhar. Atrás, Hanninen passou Evans na 13ª especial e ficou com o quarto posto, mas na 16ª especial, o finlandês teve problemas num dos seus amortecedores e perdeu esse lugar para Evans.

No final do dia, depois dos cinco primeiros, Craig Breen era o sexto no seu Citroen, a dois minutos e dois segundos, tinha mais de dois minutos de vantagem sobre Jari-Matti Latvala, no segundo Toyota, enquanto que Hayden Paddon era o oitavo (e o nelhor dos Hyundai), a quatro minutos e 32 segundos. A fechar o "top ten" estava o Fiesta R5 de Eric Camili e o Fiesta WRC do veterano alemão Armin Kremer.

O Rali da Alemanha termina amanhã com a realização das quatro últimas especiais.

WRC 2017 - Rali da Alemanha (Dia 1)

O estónio Ott Tanak é o líder do Rali da Alemanha, após a realização das oito primeiras classificativas. O piloto da ford tem um avanço de 5,7 segundos sobre o Citroen de Andreas Mikkelsen, e 28,2 sobre o Hyundai de Thierry Neuville, que anda a lutar pela posição com o francês Sebastien Ogier, que não está longe, a 30,6 segundos.

Depois de um surpreendente Jan Kopecky ter vencido a classificativa de abertura, em Sarrebrucken, a bordo do seu Skoda Fabia R5 - e de Kris Meeke ter batido na especial, perdendo dez (!) minutos - o dia começou com Dani Sordo (Hyundai) a ser o primeiro líder, ao vencer a segunda especial, conseguindo uma vantagem de 1,7 segundos sobre Thierry Neuville, também no seu Hyundai. Latvala (Toyota) era o terceiro, enquanto que Ogier (Ford) era apenas sétimo, a cinco segundos do melhor.

Ott Tanak venceu na classificativa seguinte, a primeira passagem por Mittemosel, conseguindo uma vantagem de 2,3 segundos sobre Ogier, o seu companheiro da Ford, e ascendendo assim à liderança. Sordo foi apenas sexto na especial e perdeu quatro posições, e Thierry Neuville, perdeu quase onze segundos devido a uma saída de estrada. 

Saí pouco depois da partida do troço, a estrada estava seca e de repente apanhei uma parte molhada em travagem, e saí para as vinhas. Perdi o splitter da frente e agora não tenho apoio” disse o belga da Hyundai.

E quem atacava também era Andreas Mikkelsen. “Estamos a correr riscos, mas temos que o fazer”, afirmou. E esse ataque compensou: na primeira passagem por Graftschaft, Andreas Mikkelsen faz uma classificativa de sonho e consegue vencer, dando 7,4 segundos de avanço à concorrência, nomeadamente o Toyota de Esapekka Lappi. Assim o piloto norueguês tinha um avanço de 4,8 segundos sobre Tanak.

E o norueguês não estava totalmente satisfeito: “Não tinha disputado este troço antes pelo que estudei bem os onboards, mas ainda assim cometi dois pequenos erros” disse.

Neuville perdeu ainda mais tempo, devido a nova saúda de estrada, bem como os Toyota de Latvala e Hanninen, enquanto que Elfyn Evans aproveitava tudo isso para subir dois lugares, para o quarto posto, a 13,2 segundos da liderança.

A manhã acabava com Neuville a vencer a quinta classificativa, a super-especial de Wadern-Weiskirchen, superando Ogier em 0,3 segundos.

Na parte da tarde, Tanak atacou na segunda passagem por Mittmosell, mas conseguiu apenas diminuir em 3,2 segundos a desvantagem que tinha sobre Mikkelsen, segundo na especial. Mesmo assim, ambos os pilotos estavam agora separados por meros 0,9 segundos. 

E o estónio sofreu uma saída de estrada! “Tive muita sorte em regressar à estrada”, afirmou.

Tanak ganhou na sétima especial, a segunda passagem por Grafschaft, numa altura em que o tempo piorava, com chuva, e conseguiu passar para o comando, depois de ganhar 5,4 segundos sobre Mikkelsen, que foi apenas quarto. Elfyn Evans perdeu quase vinte segundos devido a um despiste, mas manteve o quinto posto, mas o pior foi Esapekka Lappi, que bateu num muro e ficou por ali, danificando a suspensão.

No final do dia, na terceira passagem por Wadern-Weiskirchen, Latavala poi o melhor, superando Neiville e Tanak, com Ogier a perder mais de 21 segundos, mas a geral permaneceu inalterada.

Depois dos cinco primeiros, todos separados por menos de um minuto, Juho Hanninen é o sexto, a um minuto e 14 segundos, com Craig Breen não muito atrás, a um minuto e 21 segundos, no seu Citroen. Jari-Matti Latvala é o oitavo, a um minuto e 54 segundos, e a fechar o "top ten" ficaram o Hyundai de Hayden Paddon e o Skoda de Jan Kopecky, o melhor dos WRC2, a três minutos e 36 segundos.

O rali da Alemanha prossegue este sábado, com mais nove especiais.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Formula 1: Não há acordo entre Toro Rosso e Honda

A Red Bull e a Honda anunciaram esta tarde que as conversações com vista a colocar um motor japonês através da Toro Rosso terminaram sem acordo. Segundo conta a Motorsport, ambas as partes não conseguiram chegar a acordo em relação aos aspectos financeiros do compromisso que queriam estabelecer a partir de 2018.

Assim sendo, a outra marca detida pela Red Bull continuará com motores Renault na próxima temporada.

O fracasso do acordo com a Toro Rosso acontece poucos meses depois da Sauber ter assinado um acordo com o construtor japonês, mas do qual se decidiu abortar em julho, após a mudança na liderança da equipa, com Pascal Vasseur no lugar de Monisha Kalterborn, que sairá um mês antes.

Assim sendo, a McLaren continua a ser a única equipa que terá motores Honda em 2018, numa altura em que eles lidam com problemas de fiabilidade e resultados escassos.

Youtube Rally Onboard: O video de Thierry Neuville no "shakedown"

O Rali da Alemanha começou já esta tarde com a realização do "shakedown", e este video mostra a realização dessa classificativa de aquecimento a bordo do Hyundai de Thierry Neuville, que agora co-lidera o campeonato com Sebastien Ogier.   

WRC: Sebastien Loeb disponível para mais testes

Sebastien Löeb voltou aos ralis na semana passada, ajudando a Citroen a desenvolver o seu modelo C3 WRC para este rali da Alemanha, que se inicia no final desta quinta-feira. A marca considerou que o piloto foi muito útil, providenciando um bom "feedback" à equipa, e o piloto de 43 já disse que está disponível para ajudá-los em mais testes, caso venha a ser necessário.

Em declarações ao jornal francês "L´Équipe", e questionado se estaria disponível para mais testes, Loeb não deixou dúvidas: “Fazer quilómetros e quilómetros de testes não é a coisa mais excitante, mas quando há coisas para descobrir e não se guia o mesmo carro durante 15 anos então é agradável. Não me vejo a fazer testes todo o ano, mas de vez enquanto, porque não?”, comentou.

Em relação aos testes propriamente ditos, Loeb disse que se mostrou satisfeito por não ter perdido o ritmo dos seus tempos áureos, quando conseguiu nove títulos mundiais e 78 vitórias no WRC: “Quando estava a guiar tive a sensação de que nada mudou e ainda sou rápido. Mas a minha motivação (no teste) foi encontrar o potencial destes novos carros, e tenho de admitir que não esperava tal diferença de velocidade nas curvas e em seco”.

Apesar de tudo, Löeb não respondeu sobre um possível regresso do piloto ao WRC. Mas com a idade que têm e apesar de não estar mais nos ralis há cinco anos, há quem sonhe com isso.

WRC: Toyota confiante num bom resultado

Depois de um glorioso rali da Finlândia, onde Esapekka Lappi e Juho Hanninen deram um duplo pódio à marca japonesa, mas com sede na Finlândia, a Toyota vai encarar o Rali da Alemanha de modo diferente daquele que encarou o rali anterior. Não só porque é um rali em asfalto, como também a marca japonesa, que estreia o seu modelo Yaris nos ralis este ano, vai encarar um novo tipo de superficie - o asfalto - com manos conhecimento do que a concorrência, que poderá ser um problema.

Contudo, Tommi Makkinen, o diretor da companhia, acha que podem ter um resultado positivo nesta rali alemão, apesar das dificuldades presentes.

"Este vai ser apenas o nosso segundo rali em asfalto do ano, por isso vai ser interessante, será interessante ver o quão melhoramos desde a Córsega, apesar de diferentes condições na Alemanha. Os desenvolvimentos de asfalto continuam e existiram novas coisas que experimentamos nos testes, especialmente amortecedores", começou por dizer. 

"Da minha experiência da Alemanha, como piloto, lembro-me que as especiais são traiçoeiras. Geralmente é mais fácil arrancar primeiro, piorando para os de trás. Estamos todos confiantes depois da Finlândia, e os pilotos estão muito positivos com o carro, vamos ver o que podemos fazer. Penso que seremos muito bem sucedidos aqui”, concluiu.

O rali da Alemanha acontece entre os dias 18 e 20 deste mês.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Youtube Rally Testing (II): Os testes de Sebastien Ogier


Como já vimos antes com Thierry Neuville, Sebastien Ogier também se preparou para o Rali da Alemanha em algumas das classificativas onde vai passar o rali a bordo do seu Ford Fiesta WRC. Agora que está empatado na geral com o piloto belga da Hyundai, a sua preparação para este rali em asfalto vai ser importante para saber se em terras alemãs ele poderá ser mais veloz do que a concorrência.

E claro, como ele disse no post anterior, ele espera que aqui na Alemanha, a vitória sorria a si e às cores da M-Sport, algo do qual eles nunca conseguiram lá chegar. 

A ver, vamos. Até lá, eis o video dos seus testes em terras alemãs.

Youtube Rally Testing: Os testes de Thierry Neuville no Rali da Alemanha


Com Sebastien Ogier e Thierry Neuville empatados na classificação geral, máquinas e pilotos preparam-se para o Rali da Alemanha, prova em asfalto do WRC e que promete ser bem interessante. E ao longo destes dias, os pilotos das quatro marcas presentes no Mundial andaram a preparar-se. 

E neste video em particular, é Thierry Neuville a andar nas estradas alemãs para ver até que ponto os Hyundai estão preparados para a estrada. 

WRC: Ogier quer defender a liderança

Depois de ter visto o seu rival Thierry Neuville o igualar após o rali da Finlândia, Sebastien Ogier deseja que na Alemanha as coisas fiquem a seu favor, de fora a afastar o piloto belga da Hyundai do seu caminho de alcançar novo título mundial. Falando antes do começo da prova alemã, ele espera que dê à M-Sport a vitória que nunca alcançou nestas paragens.

Nunca sorriu à equipa no passado [a vitória no Rali da Alemanha], e quero que isso mude. Cada ano sonho em vir a esta prova, e esta edição será mesmo emocionante, com uma batalha no campeonato muito cerrada. Vamos naturalmente dar o nosso melhor, de modo a manter a defesa do título numa boa rota”, começou por comentar.

É sempre agradável regressar ao asfalto, e a prova alemã representa algumas das estradas mais difíceis do calendário. É um rali onde devemos ter um bom estado de espírito, boas afinações, pensadas para as diferentes situações que encontramos”, continuou.

Ogier afirma que a preparação para o rali alemão foi também cuidada, porque a prova deste ano apresenta algumas classificativas novas: “Nos locais mais húmidos é ainda mais difícil, e os erros raramente são perdoados. É importante estar completamente concentrado e trabalhar em estreita colaboração com os batedores, de modo a nos preparar-nos para tudo o que nos será proposto nas especiais. Este ano existe igualmente uma série de novos troços, que tornarão as coisas ainda mais interessantes. O Fiesta tem-se portado bem no asfalto este ano, e por isso eu e o Julien [Ingrassia, o seu co-piloto] estamos impacientes por enfrentar este desafio”, concluiu.