segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Youtube Formula 1 Video: As apresentações dos pilotos em Austin

Bom, parece que os americanos adoram fazer as coisas à sua maneira. E muitos adoraram a apresentação dos pilotos esta noite, em Austin, antes da corrida americana. Já agora, o senhor que fez as apresentações é Michael Buffer, que se tornou famoso através das suas apresentações nos combates de boxe ao longo de 35 anos.

A sua frase "Let's get ready to rumble!" tornou-se memorável, e ele não o esqueceu nesta apresentação. Eis o video, para quem não viu na altura...

Rumor do dia: Arrivabene pode ser destituido no final da temporada

Maurizio Arrivabene poderá estar de saída da Ferrari. Contudo, tal acontecerá apenas no final desta temporada. De acordo com o site thebestf1.es, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, já decidiu que ele não ficará por mais tempo, considerando-o como o culpado da perda de ambos os títulos, o de pilotos e de construtores, para a Mercedes, depois de uma temporada onde andou a contestá-los de maneira mais forte.

Segunda fala a imprensa italiana, Marchionne pensa em Luca Binotto, o atual diretor técnico, como seu substituto. Contudo, a Scuderia nada fala sobre esse assunto, provavelmente porque ainda não decidiu nada. Mas com a Ferrari a chegar a um período onde já está há muito tempo sem vencer títulos - o de pilotos desde 2007 e o de Construtores desde 2008 - algo poderá ser feito na estrutura para retirar à Mercedes a hegemonia em ambos os campeonatos, que vence sem oposição desde 2014.

Em 2017, a Ferrari é segunda no campeonato de Construtores, com 428 pontos, incapaz agora de apanhar a Mercedes, que com 575 pontos, já é campeã do mundo de Construtores pela quarta vez consecutiva.

Arrivabene, de 60 anos, chegou ao seu atual posto em 2014, depois de substituir Marco Mattiacci. Antigo diretor de vendas da Philipp Morris, está na Formula 1 há mais de 25 anos, e desde 2009 que se senta na comissão técnica da Formula 1, como representante dos patrocinadores. E provavelmente por causa dessas ligações que a Marlboro é ainda patrocinadora da equipa, mesmo que as tabaqueiras tenham desaparecido há muito do automobilismo.

A guerra Ferrari-Ford vai para a televisão

Fala-se desde há algum tempo que a batalha que apimentou os anos 60 poderá ser levada ao grande ecrã. A batalha entre a Ford e a Ferrari pela supremacia nas 24 Horas de Le Mans, que deu origem a máquinas como o GT40, que acabou por vencer a edição de 1966 da mítica corrida francesa, continuando a vencer até 1969, sendo sucedida pelo modelo 917 da Porsche, deu origem a livros como "Go Like Hell", de A.J. Baime, e que se fala desde há algum tempo que poderá ser levada ao cinema por Tom Cruise.

Contudo, isso pode acontecer mais cedo, e na televisão. Uma série de dez episódios está a ser feita, com o título de "Driven" e está a ser produzido por Peter Dinklage (o Tyrion Lannister de Jogo de Tronos) e Chaning Tatum. Ainda não se sabe quem serão os atores presentes nessa série, nem quando é que as filmagens irão começar, mas a série é apoiada pela Atrium TV, um consórcio internacional que trabalha com a Sony e a BBC.

Veremos no que vai dar, mas para quem já leu o livro e conhece a história, sabe que é matéria para filme, não interessa o seu formato.


domingo, 22 de outubro de 2017

TCR Portugal: Francisco Abreu é o campeão

O piloto Francisco Abreu acabou por ser o campeão da TCR Ibérico, que aconteceu neste final de semana no Autódromo de Portimão, no Algarve. Abreu beneficiou do acidente entre Manuel Gião e Francisco Mora, no inicio da primeira corrida do fim de semana, que fez com que ambos desistissem, e os estragos foram tão grandes que os impediram de fazer as restantes corridas.

O acidente aconteceu quando Edgar Florindo tocou em Gião, que por sua vez não conseguiu evitar o toque em Mora. Florindo conseguia continuar e era segundo, atrás de Abreu, com Patrick Cunha no terceiro posto.

Contudo, os destroços de ambos os carros fizeram com que o Safety Car tivesse de entrar na pista, saindo apenas na quarta volta. A corrida continuou até que na parte final, Cunha passou para o segundo lugar, com Florindo a ficar com o lugar mais baixo do pódio. João Carvalho foi quarto, seguido de João Sousa.

No final desta primeira corrida, Abreu, o vencedor, comentou: "Foi uma corrida boa! Beneficiamos no arranque, a malta de trás teve uma ligeira confusão mas depois, no safety car, voltamos a reduzir a vantagem entre todos. No safety car calculei mal o espaço para a frente, não consegui entrar na reta a fundo e ainda perdi duas posições na reta, que consegui recuperar logo na travagem. Depois fomos gerindo, conseguir um bom ritmo de corrida e conseguimos a vitória."

Na segunda corrida, Abreu voltou a vencer, ficando cada vez mais com o título na mão. Sem que Mora pudesse alinhar mais, o piloto da Novedriver tinha tudo para ganhar... e ganhou. Edgar Florindo foi o segundo, seguido por Ricardo Leitão, numa corrida animada entre os três, com tudo definido na parte final.

Abreu, agora o duplo vencedor, comentou sobre esta segunda corrida:

"Correu bem, mas o arranque não correu como queria, na outra corrida tinha corrido melhor. Chegamos os três, eu, o Rafael e o Edgar lado a lado ao fim da primeira curva. Andamos ali numa batalha. Chegamos a seguir ao gancho, o Rafael saiu muito fora, eu cheguei atrás do Édgar e vi ali uma oportunidade. O Edgar conseguiu fechar, foi um “close racing” mas consegui ganhar a primeira posição e conseguir um bom ritmo e levar o nosso Golf que tem estado incrível durante o fim de semana. A equipa tem feito um excelente trabalho."

Na terceira corrida, a primeira deste domingo, Abreu já comemorava o campeonato, mas na corrida propriamente dita, entrou em duelo com Rafael Lobato, no seu Audi, que acabou com uma penalização, um "drive through", devido a um toque numa ultrapassagem a Lobato.

O segundo posto foi igualmente muito disputado e só após muita discussão é que José Cautela ficou com ele, com Edgar Florindo a conquistar o mais baixo lugar do pódio.

Na classe TCR 2, a luta foi igualmente interessante, com Armando Parente, no seu Honda Civic, subiu ao mais alto do pódio, à frente de André Lavadinho e Simplício Taveira.

No final, Lobato comentou: "Foi uma corrida complicada, pois comecei mal, fiz um mau arranque. No início estava em terceiro lugar, mas pouco depois passei para a liderança. No início estava ligeiramente mais lento que o Francisco Abreu e andei a defender, ainda fizemos duas voltas praticamente lado a lado. Foi uma grande corrida, depois houve um ligeiro toque no gancho interior, quando ele passa para a liderança e pouco depois ele é penalizado por um drive truth, não sei se foi disso, não consegui perceber porquê. Passei para a liderança novamente. Depois foi gerir a corrida até ao fim e também poupar os pneus para o Patrick Cunha que ia correr na corrida quatro."

A última corrida do ano foi impróprio para cardíacos. Abreu, já campeão, andou em duelo com Edgar Florindo e Manuel Gião pela vitória, acabando por ver Florindo a ser o melhor, no seu Seat Leon TCR, Abreu ficou com o segundo posto, e Gião acabou por ficar no lugar mais baixo do pódio.

No final do fim de semana, Abreu estava feliz com o resultado destas quatro corridas:

O dia não correu também como ontem, em termos de resultados, mas a corrida 3 foi muito animada e decidida por uma penalização inexplicável. Depois foi recuperar na última corrida e ainda deu para chegar ao segundo lugar depois de largar de quinto. Mas o destaque tem de ir, naturalmente, para o título ibérico que me deixa muito satisfeito e que é o corolário de uma época onde o azar e alguns erros nos prejudicaram. Sou o primeiro campeão ibérico TCR e isso é algo que tenho de destacar, juntamente com mais um vice-campeonato nacional”, disse Francisco Abreu. 

César Campaniço, o diretor da Team NovaDriver, estava feliz por ter visto o seu piloto vencer o campeonato. “Sensação de dever cumprido com mais um título conquistado para o palmarés do Team Novadriver! O primeiro dia foi perfeito, com a equipa a entregar um carro fabuloso ao Francisco Abreu e este a fazer um excelente trabalho, confirmando todo o seu talento.", começou por dizer. 

"A vitória no TCR Iberico sublinha o carácter da equipa, nunca baixámos os braços e terminamos a temporada de 2017 com este honroso título e com o vice-campeonato assegurado. Hoje o dia começou cedo e com uma penalização que ainda não digerimos muito bem, mas o Francisco voltou a estar imperial e na derradeira manga do fim de semana, recuperou de quinto até segundo, que poderia muito bem ser primeiro caso tivesse mais algumas voltas. Balanço muito positivo no final deste Racing Weekend e, apesar de tudo, da temporada 2017, culminada com o título TCR Ibérico”, concluiu.

O TCR de 2017 acabou, o de 2018 está ali à esquina.

Formula 1 2017 - Ronda 17, Estados Unidos (Corrida)


Austin é Texas, e Texas é America. E estando na terra do "Tio Sam", a Liberty Media, que sabe fazer as coisas do modo espectacular, decidiu fazer desta corrida de Formula 1 uma maneira de mostrar como fazem as coisas e organizaram um espectáculo digno desse nome, para mostrar ao mundo.


Os minutos antes da corrida foram aproveitados pelos americanos para fazer uma apresentação memorável. Vimos Bill Clinton a passear pelo "paddock", um "announcer" a dizer o famoso "Gentleman, start your engines", antes de dizer "let's get ready to rumble!" perante o delírio dos espectadores. Em suma, muitos ficaram maravilhados, outros limitaram-se a sorrir, mas todos falaram das coisas que os americanos andaram a fazer antes da corrida. Uma prova que poderia dar a Lewis Hamilton a sua chance de ser campeão do mundo pela quarta vez. 

A corrida começou com Hamilton na frente e Sebastian Vettel logo atrás, mas o piloto alemão conseguiu resistir às pressões do inglês e ficou na frente. Valtteri Bottas era o terceiro, na frente de Daniel Ricciardo. Ocon passou Kimi Raikkonen e Fernando Alonso conseguiu passar Carlos Sainz Jr, tudo isto antes do final da primeira volta. No inicio da segunda, Ricciardo tentou passar o finlandês da Mercedes, sem sucesso.

A primeira saída da corrida era de Kevin Magnussen, no seu Haas. Uma desilusão na sua corrida caseira, mas ele acabou por continuar. Atrás, Max Verstappen começou a passar pilotos atrás de pilotos para chegar o mais depressa possível aos lugares pontuáveis.

Nas voltas seguintes, Vettel começou a afastar-se do piloto da Mercedes, enquanto que Ricciardo continuava a pressionar Bottas para o lugar mais baixo do pódio. O australiano tentou de novo a sua sorte na volta 4, sem sucesso. Raikkonen, depois de passar Ocon, começou a observá-los para saber se poderá aproveitar alguma coisa de algum problema. Na volta 5, acontece a primeira desistência da prova, quando Nico Hulkenberg parou de vez o seu Renault.

De repente, na sexta volta, Hamilton apanhou Vettel a passou para a liderança. O alemão tentou reagir, mas manteve-se firme. Em meia volta, ganhou mais um segundo e parecia que iria embora, numa altura em que Verstappen já era sétimo na corrida, depois de passar Alonso. Atrás, Pascal Wehrlein acaba por ser a segunda desistência da corrida, consequência do toque com Kevin Magnussen. No final da volta 10, o holandês passou Ocon para ser sexto.

Na volta 12, Ricciardo foi ameaçado por Raikkonen, mas conseguiu aguentar os ataques do finlandês da Ferrari. Contudo, a seguir, o australiano trocou de pneus, caindo para o nono posto e começando a passar mais alguns carros, com Sainz Jr.

Na frente, Hamilton afastava-se de Vettel... e parecia que a corrida estava acabada. Por esta altura, Esteban Ocon e Fernando Alonso também foram às boxes para trocar os pneus. O espanhol subia de posições, mas teve de parar por um tempo por causa de Daniel Ricciardo, que desistia na volta 16, por causa de um problema de motor. Acaba por ser a terceira desistência da corrida.

No final dessa volta, Vettel trocou de pneus, colocando os amarelos (softs) para ver se conseguiria aguentar mais tempo na pista. Bottas para na volta 20, trocando dos ultras para os softs. Em suma, depois de usarem os ultra (violetas) para os supersoft (vermelho) e os amarelos, para ver se resistiam mais tempo e mais voltas. Hamilton e Raikkonen também foram às boxes na volta seguinte, com ele a ficar na frente de Vettel, e o alemão a pressioná-lo, sem grandes resultados. E ambos a correram com os softs.

Os últimos a pararem foram Raikkonen (na volta 21) e Verstappen, na volta 25, depois de ser passado por Lewis Hamilton. Na volta seguinte, Alonso encosta à boxe de vez, não conseguindo chegar ao fim, pela segunda vez, de uma corrida nos Estados Unidos. E ainda por cima, quando tinha tudo para acabar nos pontos...

Na frente, tudo na mesma: Hamilton tinha quatro segundos de vantagem sobre Vettel, e Bottas era o terceiro, com Raikkonen logo atrás. Max Verstappen era o quinto, e Felipe Massa aguentava-se na sexta posição, com os amarelos. Apenas mudou na volta 30, para os ultra, depois de ser passado pelos Force India. 

A partir dali, as atenções tinham a ver com do sétimo posto para baixo. Ocupado pelos Force Indias, começou a ser ameaçado primeiro pelo Renault de Sainz Jr, e depois pelo Toro Rosso de Daniil Kvyat, do qual estava a aguentar. Na frente, Raikkonen começou a assediar Bottas pelo terceiro posto, mas era mais complicado passar das ameaças para os atos...

Na volta 38, Verstappen parava pela segunda vez nas boxes, passando para os ultra-macios. Vettel fez o mesmo na volta seguinte, praticamente imitando a decisão do holandês da Red Bull. Atrás, Felipe Massa voltava a entrar nos pontos, passando Romain Grosjean. E na volta 42, Kimi passou o seu compatriota para ser terceiro.

Por esta altura, Hamilton decidiu ficar na frente até ao final, apostando que os seus pneus possam aguentar até ao fim, já que Vettel agora estava doze segundos atrás dele... apesar de ele ganhar um segundo por volta. 

Na volta 48, Marcus Ericsson passou Kevin Magnussen para a 13ª posição, mas a ultrapassagem resultou em colisão, apesar de ambos voltarem a pista sem grandes estragos. Ericsson acabou por ser penalizado por isso em cinco segundos.

Na volta 50, Vettel fica na traseira de Bottas, com Verstappen atrás a observar. O piloto alemão quer voltar ao pódio e conseguiu, no final da volta 51. Logo a seguir, foi apanhar Kimi Raikkonen enquanto que o holandês tentou apanhar Bottas. Se o alemão não demorou para ficar com o segundo posto - Kimi não dificultou - Bottas aguentava os ataques de Max Versatappen, até que na volta 53 o piloto da Red Bull levou a melhor. Bottas foi logo trocar de pneus - para ficar com a volta mais rápida - e com o quinto posto garantido.

Na frente, Hamilton caminhava, imperial, para mais uma vitória. O piloto da Mercedes conseguia mais uma vitória para o seu pecúlio, e era mais do que provável que ele seria o tetracampeão na Cidade do México, se mantivesse as coisas desta maneira. Vettel e Raikkonen iriam acompanhá-lo no pódio, mas Verstappen tentou a sua sorte e passou o finlandês para ficar com o o terceiro posto. Só para mostrar a todos que é um excelente piloto a fazer uma corrida honrável na pista americana.

Mas... os comissários acharam que o holandês fez a manobra com as quatro rodas de fora e decidiram penalizá-lo em cinco segundos, retirando-lhe a "medalha de bronze". Esteban Ocon acabou por ser "o melhor dos outros" aguentando Carlos Sainz Jr. e Sergio Perez. Felipe Massa e Daniil Kvyat fechavam o "top ten".

E depois do espectáculo americano, eles saltarão a fronteira para a altitude da Cidade do México, para o inglês dar a eles mais um motivo para comemorar o seu tetracampeonato de pilotos, pois aqui, a Mercedes já começa a celebrar o seu tetra. 

sábado, 21 de outubro de 2017

Formula 1 2017 - Ronda 17, Estados Unidos (Qualificação)

No Texas, tudo é grande... excepto em Austin, onde as coisas podem ser estranhas. Contudo, eles abraçam essa estranheza e fazem dela sua, afirmando "keep it weird!" (mantenham-se excêntricos!). Começo por falar essa estranheza por duas coisas. Primeiro, porque esta sessão de qualificação acontecerá bem mais tarde do que o habitual à conta de... concertos musicais. Vai acontecer quase ao por do sol outonal nas vastas planícies texanas, depois da hora do jantar na Europa.

A segunda estranheza foi a troca de pilotos da Toro Rosso. Ainda se lembram porquê Pierre Gasly teve de faltar a corrida texana? Porque participa na SuperFormula japonesa, que tinha uma jornada dupla em Suzuka, e que tinha meio ponto de diferença para o primeiro classificado. Pois bem... essas corridas não aconteceram porque está um tufão na zona! E Gasly não só não vence o campeonato, como também vê Brendan Hartley no seu lugar, para correr esta prova. Do qual largará em último porque sofreu uma penalização de 25 lugares para uma troca completa de motor e caixa de velocidades. Logo, o último lugar da grelha é todo dele.

Esta tarde, outra contrariedade: a Red Bull teve de trocar o motor a Max Verstappen, custando-lhe 15 lugares na grelha. 

Com o começo da Q1, a maior parte dos pilotos andavam com os ultra-moles, com a excepção dos Mercedes, que decidiram andar com os supermoles. Valtteri Bottas foi o melhor, com 1.35,309, com esses pneus laranjas. Os Ferrari também andavam com os pneus vermelhos, e era Kimi Raikkonen a ser melhor do que Sebastian Vettel, apenas sexto, e na frente de... Hamilton!

Depois, Max Verstappen fez 1.34,899, e logo a seguir Hamilton fez 1.34,822, no mesmo momento em que Romain Grosjean apanhou um enorme susto quando Lance Stroll apareceu na sua frente muito, mas muito lentamente. Felizmente, não houve colisão, mas os comissários foram investigar o que se passou.

No final da Q1, entre os eliminados ficaram os Sauber, o Toro Rosso de Brendan Hartley, o Haas de Kevin Magnussen e o Williams de Lance Stroll. E na frente, entre os pilotos do costume, destaca-se o quinto posto de Sainz Jr., no seu Renault.

A Q2 começa com os Mercedes a fazer os dois primeiros lugares da grelha, sendo logo os primeiros a marcar tempo, com o inglês a fazer 1.33,560, recorde da pista. Os seus tempos ficaram a... um mar da concorrência, com Vettel a conseguir o quinto melhor tempo, a 1,1 segundos de Hamilton, mas a correr com os pneus vermelhos, os super-soft.

A última parte não colocou muitas surpresas, porque de uma forma, pilotos como Nico Hulkenberg nem sequer entraram na pista por causa das penalizações que teriam de enfrentar. No final, Felipe Massa, Daniil Kvyat, Romain Grosjean e Stoffel Vandoorne acompanharam-no ente os que não passaram para o corte final.

E claro, Mercedes, Ferrari, Red Bull, Force India, o Renault de Carlos Sainz Jr. e o McLaren de Fernando Alonso entraram na parte final da qualificação.

Na parte final, todos já tinham a certeza de que Lewis Hamilton iria ser o piloto mais veloz nesta qualificação, logo, o favorito à pole-position. Ele logo marcou 1.33,108, seguido por Bottas, a quase meio segundo do seu companheiro de equipa, enquanto que os Ferrari, com Raikkonen na frente de Vettel, ficavam na segunda fila, mas a mais de sete décimos da pole-position, quase inalcansável.

No final, Hamilton manteve a pole-position, mas o seu companheiro de equipa não ajudou os Flechas de Prata para monopolizarem a primeira fila da grelha de partida, pois Sebastian Vettel conseguiu dividir os carros alemães, fazendo um tempo 239 centésimos mais lento do que o britânico. Daniel Ricciardo foi o quarto, na frente de Kimi Raikkonen. Max acabou na sexta posição, na frente de Esteban Ocon, Carlos Sainz Jr, Fernando Alonso e Sergio Perez.

Feliz da vida, Hamilton quererá certamente aumentar os pontos amanhã para poder escolher o lugar onde comemorar o seu quarto título mundial, enquanto bate recordes atrás de recordes na Formula 1. E numa pista onde o seu carro é melhor, é altamente provavel que possa dar um passo rumo ao tetracampeonato. Veremos. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Noticias: Formula E vai ser transmitida na Eurosport

A Formula E assinou um acordo com a Eurosport para transmitir na integra as três próximas temporadas da competição, a partir da temporada 2017-18, anunciou esta manhã o canal pan-europeu de desporto. O contrato já existia, mas apenas para alguns países como a Alemanha, a Escandinávia e a Polónia, mas agora passou a ser extensível para toda a Europa.

"A extensão da parceria com o Eurosport e a Discovery, bem como a expansão da nossa emissão e alcance digital na Europa, são noticias fantásticas. A Europa é um mercado crucial para o crescimento de popularidade da Fórmula E e para o aumento da procura de veículos elétricos”, começou por dizer Alejandro Agag.

Como casa dos Jogos Olímpicos na Europa, o Eurosport e a Discovery estão perfeitamente posicionados para contar as histórias únicas das corridas e dos seus protagonistas – os centros de cidade inspiradores, equipas e construtores de renome, bem como as figuras ao volante que lutam pelo titulo de campeão”, concluiu.

Com esta abordagem única, totalmente inovadora, queremos experimentar novas coisas para aproximar ainda mais os fãs apaixonados dos desportos motorizados, uma vez que existe uma grande simetria entre os valores da Fórmula E e os do Eurosport”, começou por dizer o CEO da Eurosport, Peter Hutton.

Por termos emitido as duas últimas temporadas do Campeonato no Eurosport, tivemos um papel importante na promoção e crescimento deste desporto. Particularmente, tendo em conta a ampla cobertura de desportos motorizados na Europa. Estamos entusiasmados por desempenhar o papel de promoção deste desporto e queremos chegar a cada vez mais pessoas, para que estas possam ver a temporada 2017-2018 de Fórmula E nos ecrãs do Eurosport”, concluiu.

Jonathan Davies, o diretor da Discovery Networks International e da Eurosport, falou sobre o crescimento da popularidade da competição: “A Fórmula E está a crescer em termos de popularidade e marca uma nova geração de desportos motorizados, pioneira em termos de tecnologia emergente. Como principal emissor da Fórmula E na Europa, o Eurosport oferece às marcas uma oportunidade única de associação a este desporto inovador e fazer parte desta experiência junto com milhões de fãs nos ecrãs de televisão, no digital e nas redes sociais”, comentou.

António Félix da Costa, o piloto português na competição, mostrou o seu entusiasmo por esta parceria. “É uma boa notícia para mim e para todos os portugueses que passam assim a poder ver a Formula E em canal aberto e logo num canal de referência e com tanta força como o Eurosport", começou por dizer. 

"Penso que a Fórmula E está no caminho certo em termos de tecnologia e mobilidade elétrica, além de termos cada vez mais marcas a quererem estar presentes no campeonato. Isso mostra que o trabalho da organização tem sido bem feito, transmitindo ao público os seus valores de uma forma perfeita, juntando-se ainda um nível competitivo e de pilotos muito elevado que torna as corridas num grande espetáculo. Este acordo com o Eurosport vai dar ainda mais força à Fórmula E!”, concluiu o piloto português.

A primeira corrida da nova temporada acontecerá no fim de semana de 2 e 3 de dezembro, em Hong Kong, num calendário que terá 15 corridas em 11 cidades um pouco por todo o mundo.

Youtube Formula 1 Classic: Algumas das melhores largadas

Largar bem é fundamental para estar o mais à frente possível, e ao longo da história vi excelentes largadas. Pilotos como Gilles Villeneuve tinham fama de largar muito bem e cavalgar posições, tal como Jean Alesi, Ayrton Senna e mais recentemente, Fernando Alonso.

Assim sendo, ontem o Antti Kalhola largou o seu mais recente video, onde contabiliza trinta largadas ao longo da história da Formula 1 onde os pilotos claramente pularam várias posições dos lugares onde partiram de inicio. E algumas dessas melhores largadas aconteceram do fundo do pelotão.

Para ele, a sua melhor largada de sempre pode parecer uma surpresa, mas para mim a mais espectacular de todas foi a que ficou em quarto lugar. Não tanto o quanto é que ganhou, mas por ter conseguido enfiar uma agulha num palheiro... 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Noticias: Alonso fica na McLaren

A McLaren anunciou esta tarde em Austin que Fernando Alonso fica por mais uma temporada na equipa de Woking. O piloto de 36 anos vai andar na equipa que terá motores Renault em 2018, depois de três temporadas com os Honda.

É fantástico poder continuar na McLaren, sempre foi onde o meu coração me disse para estar, sinto-me em casa aqui. É uma equipa fantástica, cheia de pessoas incríveis, há uma atmosfera calorosa e amigável que nunca tive em nenhum outro lado. Estou muito contente por correr aqui. Também importante, a McLaren tem os recursos financeiros e técnicos para regressar rapidamente à luta pelas vitórias e campeonatos. Os últimos anos não têm sido fáceis, mas não nos esquecemos como se vence e acredito que podemos voltar a fazê-lo rapidamente”, comentou no comunicado oficial da marca.

"Estou muito feliz por poder confirmar que o Fernando vai seguir connosco. Ele tem sido uma pessoa fantástica para a equipa nos últimos três anos, tem um talento incrível e tem sido um dos pilotos mais aplicados dos últimos tempos. Sempre nos fez sentido manter a relação", disse Zak Brown, o chefe de equipa. 

"Com o Fernando, você realmente não tem como pedir algum piloto melhor. Ele é o cara ideal para te trazer o resultado na tarde de domingo. Ele sempre me deixou claro que ama esta equipe e que queria ficar. O anúncio de hoje prova que ele está totalmente focado e com a meta de ser um dos grandes da McLaren, deixando para trás suas frustrações dos últimos anos", completou o diretor técnico Éric Boullier.

O facto de ficar na McLaren depois de três temporadas infernais só demonstra que o piloto espanhol está a querer dar uma última chance à equipa, pois por ali, Alonso só conseguiu 75 pontos e duas voltas mais rápidas. E o seu melhor resultado foi três quintos lugares. Quanto aos detalhes do contrato, ainda não se sabe, mas na semana passada, falou-se que a McLaren poderia pagar 40 milhões de dólares, para além da liberdade de correr por outras competições como as 24 horas de Daytona e as 24 Horas de Le Mans.

Volkswagen volta a Pikes Peak... num carro elétrico

A Volkswagen decidiu que iria atacar o Pikes Peak no futuro com um carro elétrico. O anuncio deste projeto foi feito esta tarde pela marca, e a ideia é construir um modelo para estar pronto na edição de 2018, com o objetivo de bater o recorde da subida para um carro elétrico. 

Sven Smeets, o diretor desportivo da Volkswagen, afirmou: "A corrida no Pikes Peak é um novo começo para nós. Estamos desenvolvendo um veículo de corrida totalmente elétrico pela primeira vez. O projeto também é um marco importante na nossa nova orientação para automobilismo", disse em declarações captadas pela Autosport britânica.

Dr. Frank Welsch, o membro do conselho responsável pela pesquisa e desenvolvimento, afirmou: "O Pikes Peak é uma das corridas de automóveis mais famosas do mundo. Isso representa um enorme desafio e, portanto, é ideal para provar as capacidades das próximas tecnologias. Nosso carro de corrida elétrico estará equipado com tecnologia inovadora de bateria e acionamento."

"Este teste extremo que é o Pikes Peak vai nos dar importantes descobertas que irão beneficiar o desenvolvimento futuro, e mostrará nossos produtos e suas tecnologias", concluiu.

Este desafio do Pikes Peak acontece numa altura em que o departamento de competição está ainda a lamber as feridas da sua retirada apressada do WRC após o "Dieselgate", e com isso, a marca alemã teve de construir um novo programa de desenvolvimento de automóveis eletricos para a próxima década, onde tem o objetivo de dar ao público até 23 novos modelos.

Youtube Automobile Teaser: Hennessey Venom F5, o anti-Bugatti

A Hennessey é uma preparadora americana que pretende fazer os carros de produção mais velozes do mundo. Fizeram o Venom GT, um super-desportivo com um chassis baseado no Lotus Elise, e agora andam desde 2014 a construir o Venom F5, basicamente com o nome de um furacão na sua máxima força.

O motor será um V8 twin-turbo de 1500 cavalos de potência, e eles pretendem que ande a uma velocidade de 300 milhas por hora. Isso em termos de Resto do Mundo é... 480 km/hora. O carro será apresentado no SEMA Auto Show de Las Vegas, a 1 de novembro. E o carro poderá ser 500 quilos mais leve do que o Bugatti Chiron, que atualmente atinge os 400 km/hora, mas ainda não foi devidamente testado em termos de velocidade. 

"Acho que 290 milhas por hora é algo plausível", disse John Hennessey à Top Gear britânica. São cerca de 468 km/hora.

O carro foi construido em CFD, e para isso foi constituída uma divisão especial para isso, a Hennessey Special Vehicules (HSV). 

Eis o "teaser" para a apresentação do veículo real.

Formula E: Apresentado circuito de Roma

O desenho do circuito de Roma foi esta manhã apresentado ao público. A pista da capital italiana, que vai receber a competição de carros elétricos a 14 de abril, vai ser desenhada na zona da EUR e terá 1,770 milhas (2648 metros), num total de 17 curvas. Alejandro Agag espera que o circuito seja "desafiante para todos os pilotos".

"Hoje finalmente conseguimos determinar as condições certas para trazer este grande espectáculo de carros elétricos no circuito EUR da cidade... é uma satisfação pessoal e um resultado do trabalho de equipa", afirmou Roberto Diacetti, o diretor da EUR Spa.

A prova romana será a sétima do campeonato e a primeira em terras europeias, um mês depois da prova de São Paulo, também uma estreia na competição elétrica.


Youtube Electric Demonstration: O recorde de distância com uma só carga

Em julho, descobri um video de uma equipa que na Califórnia desmontou um BMW Série 5 e o converteu num banco de ensaios para carros elétricos. E logo na sua primeira grande demonstração andou cerca de 1200 quilómetros com uma só carga, o que foi (quase) um recorde mundial, mas fez mais longe do que um Tesla Model S, por exemplo.

O carro, que faz parte do projeto Phoenix, é uma demonstração de que, caso tenha as habilidades para isso, poderá montar o seu próprio carro elétrico - um DYI, Do it Yourself - e ter uma carga razoável para o dia-a-dia.

Esta semana, eles voltaram à carga com uma ideia: bater o recorde de maior distância com uma só carga. Para isso foram a Fontana, na California, e conseguiram graças ao "hypermiling" (condução cuidadosa, dito isto de forma simples) para levar o carro o mais longe possível. O objetivo deles era de 1200 milhas (1920 quilómetros) mas conseguiram apenas 994,5 milhas, quase 1600 quilómetros. Mesmo assim, suficiente para entrar no Livro dos Recordes do Guinness na categoria automóvel, mas insuficiente para bater o recorde absoluto feito pelo Proterra Bus, que fez 1100 milhas (1760 quilómetros), alcançados no mês passado.

Assim sendo, mostro-vos o video da demonstração. E a tecnologia vai avançando, batendo recordes... 

Youtube Formula 1 Demonstration: O Brabham BT52 Turbo em Portimão


No fim de semana em que a European Le Mans Series encerra as suas atividades no Autódromo do Algarve, soube-se que irá haver uma demonstração do Brabham BT52 BMW Turbo de 1983, que foi guiado por Nelson Piquet para o seu segundo título mundial. 

Já passou algum tempo desde que um Formula 1 andou a fazer voltas de demonstração numa prova de automóveis, e quase 35 anos depois do título mundial, é a oportunidade de ver esta máquina em ação, cujo motor BMW de quatro cilindros em linha era capaz de debitar 750 cavalos.

O piloto? Pedro Piquet, filho mais novo de Nelson e atualmente a competir na Formula 3. Contudo, neste video, gravado anteriormente, no circuito de Nurburgring, é o suíço Marc Surer (piloto da Brabham em 1985) que guia o carro.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Os planos futuros da Porsche e Mercedes na Formula E

Que a Mercedes vai entrar na Formula E no final da década, é algo do qual está mais do que conformado. Aliás, eles e a Porsche irão estar presentes na temporada de 2019-20, quando os carros terão de ter baterias que durem toda uma corrida, mas rumores vindos da Alemanha afirmam que a a marca das três pontas poderá tentar a sua sorte um ano antes, através da HWA, uma das equipas satélites da marca no DTM. Um pouco à semelhança daquilo que fez a Abt com a Audi até agora.

Segundo conta o site e-racing365.com, a equipa pensa em pedir uma vaga para a 11ª equipa na próxima temporada, como uma exploração para a entrada oficial na temporada seguinte. Eles usariam um "powertrain" vindo da ZF ou da Mahindra, antes de usarem os feitos pela casa de Estugarda na temporada seguinte. E ideia, que começou a ser desenvolvida depois de uma visita dos seus responsáveis ao ePrix de nova Iorque, é de ser um banco de ensaio para a entrada oficial.

Uma segunda opção seria o de ficar com as operações da Venturi, mas apesar de algumas conversações nesse sentido, a hipótese já foi descartada. Mas também há conversações com a Mahindra marcadas nas semanas seguintes, para discutir, pelo menos, uma colaboração técnica.

Quanto à possibilidade de pilotos, são vários os nomes que estão a ser considerados, mas ainda é muito cedo para definir quem ficará com os dois lugares que se disponibilizarão. Ainda por cima,  só em meados de 2018 é que abrirão as vagas para a 11ª equipa (ou mais).

Quanto à Porsche, o mesmo site falava há uns dias que a ideia deles é aliar-se à Dragon para mais tarde fazer uma aquisição semelhante à aquela que a Audi fez com a Abt. Engenheiros da marca estiveram em Valencia para os testes da marca no circuito Ricardo Tormo, também para estar perto de Neel Jani, o suíço que, como é sabido, está na equipa oficial de marca no Mundial de Endurance.

Apesar de tudo, Andreas Seidl, o diretor de equipa da marca na Endurance, disse que o negócio está longe de estar concluído.

"Estamos a olhar para o momento em que faz sentido para nós, mas é muito cedo para saber, porque precisamos primeiro de ter uma idéia clara do que é a Fórmula E, de quando queremos começar a testar, quais pilotos serão escolhidos. Até lá, não temos pressa", disse ele.

"Precisamos de mais conhecimento interno sobre quantas pessoas você precisa na sede, para o desenvolvimento e tudo o resto. Porque algumas equipes parecem ser pequenas, mas junto com os fornecedores, eles têm muitas mais pessoas [do que pensa] e usam os recursos de outro lugar. É aqui que temos que resolver isso", concluiu.