sábado, 29 de abril de 2017

WRC 2017 - Rali da Argentina (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Argentina mostrou que Elfyn Evans continua a liderar, mas um toque na última especial fez perigar a sua liderança a favor de Thierry Neuville, que parece ser o maior beneficiário dos azares do piloto britânico da Ford. Primeiro, um furo, e depois o tal toque, faz agora com que este rali esteja mergulhado na incerteza.

Depois de Thierry Neuville ter conseguido ganhar a última classificativa do dia, máquinas e pilotos preparavam-se para o que aí vinha neste sábado, com mais seis especiais. E o dia começou como acabou: Elfyn Evans voltaria a vencer a décima especial, a primeira passagem por Tanti - Villa Bustos, com 0,8 décimos de vantagem sobre Thierry Neuville. Kris Meeke, agora em "Rally2", voltava, sendo o terceiro na especial. Em contraste, Craig Breen atrasava-se, perdendo mais seis minutos.

Meeke atacou na especial seguinte, a primeira passagem por Los Gigantes - Cantera El Condor, conseguindo 0,6 segundos de vantagem sobre Thierry Neuville, e 1,5 segundos sobre Ott Tanak. Elfyn Evans perdia 6,2 segundos, mas a vantagem seguia estável, na ordem dos 55,9 segundos. 

Mas na 12ª especial... contrariedade para Evans. Um furo o fez perder 11,8 segundos para Neuville, ficando em oitavo lugar na classificativa, mas a controlar tudo. Outro que se atrasava na primeira passagem por  Boca del Arroyo – Bajo del Pungo era Juho Hanninen, que perdia mais de um minuto e oito segundos, caindo para o nono posto, em troca com Lorenzo Bertelli.

Na parte da tarde, na segunda passagem pelas classificativas da manhã, parecia que Evans tinha tudo controlado. Apesar de na classificativa numero 13, Evans fora apenas quarto - Ott Tanak venceu - ele tinha ficado na frente de Neuville por 1,4 segundos. E foi com sorte, porque a caminho do parque de assistência, o belga quebrou a caixa de velocidades...

Na segunda passagem por  Los Gigantes - Cantera El Condor, Tanak e Neuville emparatam no topo da tabela de tempos, e melhor, tinham conseguido tirar 15, 1 segundos a Evans, que parecia ter ido um pouco mais lento do que a concorrência. Do lado da Citroen, Kris Meeke capotou várias vezes e voltou a abandonar. E Neuville aproveitou ainda mais a ocasião para na 15ª especial - a segunda passagem por Boca del Arroyo - Bajo del Pungo - para vencer de novo, a aproveitar o toque que Evans deu numa pedra, que o fez arrancar o para-choque do seu Ford. Por causa disso, a vantagem é agora de 11,5 segundos entre os dois primeiros, e a ideia de ter cinco vencedores diferentes em cinco ralis parece estar em risco...

Quem bateu forte e atrasou-se foi Mads Ostberg, que caiu para o 11º posto da geral, beneficiando Juho Hanninen e Dani Sordo que recuperaram dois lugares cada um.

Depois dos dois primeiros, Ott Tanak é agora o terceiro, a 26,8 segundos do líder, com Sebastien Ogier a ser o quarto, a 49,9 segundos, os únicos que estão abaixo do minuto. Jari-Matti Latvala é um distante quinto, a um minuto e 24 segundos, mas muito mais distante de Hayden Paddon, o sexto, a quatro minutos e meio. Hanninen e o sétimo, a nove minutos e 34 segundos, na frente de Lorenzo Bertelli. Dani Sordo é o nono, na frente de Pontus Tidemand, o melhor dos WRC2.

O Rali da Argentina termina amanhã, com a realização das três últimas especiais.

TCR Portugal: Lobato ganha a primeira corrida no Estoril

Rafael Lobato, da Veloso Motorsport, venceu a primeira corrida do fim de semana do TCR Portugal - e TCR Ibérico - no Estoril. Lobato, que guiou o Audi RS3 TCR, bateu por seis segundos e meio o Volkswagen Golf de Francisco Abreu, da Novadriver. Francisco Mora, da Seat, fechou o pódio.

A corrida ficou essencialmente resolvida na largada, quando Lobato conseguiu ser melhor do que o "poleman", Francisco Abreu, e começou a afastar-se do resto do pelotão, conseguindo a vantagem que queria para dar à Audi a sua primeira vitoria nesta competição.

Atrás, a luta pelo segundo posto foi mais animada. O veterano Manuel Gião fez um arranque muito bom, fazendo passar do sétimo para o segundo posto e tentou imprimir o ritmo, mas à medida que as voltas passavam, os carros de Francisco Abreu e de Francisco Mora passaram-no, fazendo-o relegar para o quarto posto. Depois, Mora aproximou-se de Abreu, mas este conseguiu manter o segundo posto.

O melhor espanhol acabou por ser a andorrenha Amalia Vinyes, que foi sétima classificada, atrás de Manuel Pedro Fernandes e José Monroy.

A segunda corrida do Estoril acontece amanhã. 

Formula 1 2017: Ronda 4, Russia (Qualificação)

Oficialmente, este é o primeiro Grande Prémio europeu, mas como Sochi fica nos confins da Europa, eu tenho as minhas dúvidas. De qualquer forma, estamos em território russo, mais uma das "novas paragens" que o anterior proprietário da Formula 1 quis expandir para sacar mais dinheiro para ele.

É verdade que o Parque Olímpico de Sochi está bem aproveitado. Depois dos Jogos Olímpicos de Inverno, os russos aproveitam bem em termos desportivos, e no ano que vêm, o Estádio Olímpico será palco de alguns jogos do Mundial de futebol, logo, aquele parque olímpico não está tão ao abandono como se pode ver noutros lados.

Os eventos de ontem, nos treinos livres, pareciam indicar que iriam ver uma luta entre Ferrari e Mercedes pela pole-position. Mas como uns são bons em esconder todo o jogo, o outro lado apontou logo essa possibilidade. Mas com a Scuderia a ganhar corridas pela estratégia, parece que poderemos estar a ver não tanto o jogo a virar-se, mas sim um verdadeiro desafiante ao domínio dos Flechas de Prata desde 2014. 

Debaixo de tempo primaveril - mas com muita neve nas montanhas - máquinas e pilotos prepararam-se para a qualificação. A Q1 decorreu sem incidentes para os carros da frente, apesar dos Red Bull terem dificuldades de "downforce" para fazer funcionar os seus pneus. Houve quem já partia com desvantagem: Stoffel Vandoorne tinha de mudar o motor e a caixa de velocidades e perdeu 15 lugares, significando que, independentemente do que faria, o último lugar da grelha era dele.

E claro, todos eles iriam usar pneus ultra-macios, pois o asfalto estava quente, a rondar os 40ºC de temperatura.

A qualificação começava com os Mercedes a quererem marcar os melhores tempos, tentando mostrar à Ferrari que ali, ainda mandavam. Valtteri Bottas foi o primeiro a fazer, com 1.34,177, com Hamilton a fazer 1.34,409. Vettel fazia uma marca um segundo mais lento, e pouco depois, Bottas melhorava com 1.34,041.

As coisas andavam assim até perto do final da Q1, quando Jolyon Palmer, que estava ameaçado de eliminação, tentou a sua sorte... mas exagerou. A batida foi forte nos muros de proteção e foram lançadas as bandeiras amarelas, mas isso não impediu de, por exemplo, Fernando Alonso conseguir passar para a Q2.

E quem não foi, para além de Vandoorne e Palmer? O Haas de Romain Grosjean e os Sauber de Pascal Wehrlein e Marcus Ericsson, que não se deram bem com o asfalto russo. Mas o alemão da Sauber se queixou de problemas no carro, logo, nem tudo foi culpa do carro, dos pneus ou da falta de jeito do piloto.

Na Q2, o jogo do gato e do rato continuava. Mercedes marcava tempos, com a Ferrari a fazer marcação... mas nem tanto. Sabiam que tinham carro e pneus, tanto que quando Kimi Raikkonen fez a sua primeira volta mais rápida, marcou 1.34,053, para depois o seu compatriota tirar 1.33,264, tirando um grande pedaço de tempo, como se aquela fosse a volta da pole. E Bottas era tão veloz e tão bom na qualificação, que Hamilton, quando foi a sua vez, ficou... quase meio segundo atrás. A mudança parecia ser real, dentro da Mercedes.

Vettel, claro, respondeu: 1.34,038, 15 centésimos mais veloz do que Bottas, e a pole provisória. E logo de imediato, foram para as boxes, dizendo a todos que mais tarde, poderiam fazer melhor.

No final da Q2, os carros da Toro Rosso, bem como o McLaren de Fernando Alonso, o Haas de Kavin Magnussen e o Williams de Lance Stroll foram os eliminados. Por outro lado, os Ferrari, que fizeram as voltas necessárias, a Mercedes, os Red Bull, os Force India, o Williams de Felipe Massa e o Renault de Nico Hulkenberg.

A parte final da qualificação em Sochi começou com os Mercedes logo na pista, tentando marcar tempo - e fazendo marcação à distância à Ferrari - mas o primeiro a marcar foi Kimi Raikkonen, com 1.33,253. Vettel faz 153 centésimos mais lento, e Valtteri Bottas era 36 centésimos mais lento, metendo o seu carro entre os Ferrari. E Lewis Hamilton era meramente... quarto.

E na parte final, os Ferrari conseguiram quebrar os Mercedes, conseguindo as duas primeiras posições da grelha, com Sebastian Vettel a conseguir ser melhor do que Kimi Raikkonen por meros 53 centésimos, e relegando os Mercedes para a segunda fila, com Lewis Hamilton a ser um inédito quarto classificado, na frente de Daniel Ricciardo e o Williams de Felipe Massa. Max Verstappen era o sétimo, seguido pelo Renault de Nico Hulkenberg, e os Force India ficaram com a quinta fila, com Perez na frente de Ocon.

Agora com a qualificação definida, era a altura de dizer certas coisas. Sochi marca o final de uma era, onde vimos duas coisas: a primeira pole de um Ferrari em ano e meio - Singapura 2015 tinha sido a ùltima vez - e era também a primeira vez em oito anos e meio que estávamos a ver um monopólio Ferrarista na primeira fila, algo que não acontecia desde o GP de França de 2008, com Felipe Massa e... Kimi Raikkonen. Mas, sem querer, vimos algo que mais raro do que o Cometa Halley: como a Ferrari tem dois campeões do mundo, a única vez que vimos dois carros da Ferrari nessa situação fora no GP da Holanda... de 1952, com Nino Farina e Alberto Ascari.

E assim terminava a qualificação russa. Decerto que amanhã, tudo indica que os carros vermelhos irão dominar - e provavelmente, deixar muita gente de boca aberta - mas só indica que este ano, a Ferrari acertou no carro, e irá haver uma luta mais aberta pelo título mundial. De repente, parece que pode haver um fim ao domínio dos Flechas de Prata...

sexta-feira, 28 de abril de 2017

WRC 2017: Rali da Argentina (Dia 1)

O britânico Elfyn Evans está a ser a grande surpresa do Rali da Argentina neste primeiro dia. O piloto da Ford, apoiado pelas cores da DMACK, lidera este rali com uma diferença de 52,8 segundos sobre o norueguês Mads Ostberg, e ele é o único que está abaixo de um minuto na quinta prova do Mundial da especialidade. E tudo isto num rali onde já aconteceram algumas surpresas, como os problemas mecânicos de Sebastien Ogier e o despiste de Kris Meeke, por exemplo.

Contudo, o rali da Argentina tinha começado no dia anterior, em Córdoba, com Sebastien Ogier a ser o primeiro líder, conseguindo uma vantagem de 0,9 segundos sobre Elfyn Evans. Dani Sordo era o terceiro, empatado em Evans, enquanto que Thierry Neuville era o quarto na especial, a 1,6 segundos. 

Claro, Ogier ia dormir descansado: "Dei o máximo, estou contente", afirmou.

Contudo, o amanhecer revelaria outra história. Na segunda especial - a primeira de hoje - Evans entra ao ataque e torna-se vencedor, conseguinto 4,6 segundos de vantagem sobre Kris Meeke, com Dani Sordo a ser o terceiro, a 6,9 segundos. Ogier cometeu um erro por causa de uma nota mal tirada e perdeu 17,9 segundos, caindo para o sétimo posto. Mas o pior foi Hayden Paddon, que capotou e perdeu mais de dois minutos e 41 segundos, caindo para o 19º posto.

Evans abriu ainda mais a vantagem na terceira especial, a primeira passagem por Amboy - Santa Monica, conseguindo ser mais veloz na especial que Kris Meeke, que ficou a 2,3 segundos. Atrás, o piloto que teve mais contratempos foi Dani Sordo, que bateu e perdeu mais de onze minutos, ficando fora da luta pela vitória, enquanto que Thierry Neuville também teve problemas, mas perdeu apenas dez segundos. Juho Hanninen, da Toyota, perdeu cerca de um minuto e dez segundos e está fora do "top ten", mas ele não conseguia explicar as razões pelos quais andava tão atrasado...

A quarta especial (primeira passagem por Santa Rosa - San Agustin), mostrava de novo o domínio de Evans, desta vez com um avanço de 2,8 segundos sobre Jari-Matti Latvala e 5,6 segundos sobre Ott Tanak. Mas Sebastien Ogier perdia 11,6 segundos, atrasando-se um pouco mais, e pior... Kris Meeke despistava-se - fazendo um novo "desenho" do seu carro... - e perdia seis minutos e meio por causa disso. 

Fui totalmente apanhado de surpresa. Um salto fez-me perder o controlo. O carro está muito difícil de pilotar, mas vamos tentar chegar até à próxima assistência”, disse Meeke, no final da especial. 

E um mal nunca vinha só na Citroen, pois Craig Breen também perdeu muito tempo devido a problemas na caixa de velocidades, e ambos os carros acabaram por abandonar.

No final da manhã, Evans já tinha vencido quatro das cinco especiais, e já tinha um avanço de 30.1 segundos sobre Jari-Matti Latvala, e de 35,6 segundos sobre Mads Ostberg. “Está muito mais duro do que esperava. Penso que este é o rali mais duro do ano. Não podemos atacar todo o tempo. Posso andar mais mas tenho que ponderar o risco”, disse Latvala, queixando-se das condições das classificativas argentinas.

Na parte da tarde, na segunda passagem pelas classificativas da manhã, Evans continuava ao ataque, vencendo a classificativa San Agustin - Villa General Belgrano, com um avanço de 8,7 segundos sobre Thierry Neuville e 12 sobre Mads Ostberg. Ogier era o quinto na especial, a 16,5 segundos. A mesma coisa aconteceu na segunda passagem por  Amboy - Santa Monica, embora igualado por Hayden Paddon, com Mads Ostberg a um décimo, Ott Tanak a três décimos e Thierry Neuville a seis decimos! Tudo isto numa classificativa de 20,44 quilómetros...

Contudo, isso não incomodava Evans, que mostrava que neste rali, os seus DMACK faziam a diferença em relação ao resto. 

A oitava especial via, por fim, um vencedor diferente. Hayden Paddon vencia a segunda passagem por Santa Rosa - San Agustin, com Evans a controlar, a quatro segundos, porque o seu mais direto rival, Mads Ostberg, perdera 9,1 segundos. 

Assim sendo, Evans liderava com 52,8 segundos sobre o norueguês Mads Ostberg, e ele é o único que está abaixo de um minuto na quinta prova do Mundial da especialidade. Contudo, atrás do norueguês, havia uma batalha pelo lugar mais baixo do pódio, com Neuville a um minuto a dois segundos, conseguindo subir dois lugares nesta última especial. Sebastien Ogier aproveitou a boleia, sendo agora o quarto, a um minuto e sete segundos. Os grandes perdedores foram Ott Tanak, que caiu de quarto para quinto, e Jari-Matti Latvala, que desceu três lugares, porque perdeu quase 40 segundos nesta especial devido a um furo.

Hayden Paddon é o sétimo, a três minutos e 37 segundos, na frente de Lorenzo Bertelli, o melhor dos privados, a quatro minutos e quatro segundos, enquanto que a fechar o "top ten" estão o segundo Toyota de Juho Hanninen e o Skoda de Pontus Tiedmand, o melhor dos WRC2.

O rali da Argentina prossegue amanhã, com a realização de mais seis especiais.

WRC: Saiu a lista de inscritos do Rali de Portugal

O Rali de Portugal vai ter a maior concentração de carros WRC até agora. Pelo menos é isso que se pode ver dentro de um mês, entre os dias 18 e 21 de maio. As quatro equipas oficiais vão apresentar com pelo menos três carros: Hyundai, Toyota, Ford e Citroen. No lado da marca japonesa, a grande novidade será a inscrição de Esapekka Lappi como terceiro carro, e a Citroen e a Ford vão apresentar um quarto carro. No lado francês, será Khalid Al Qassimi, no lado da Ford, será Mads Ostberg.

Para além disso, pilotos como Martin Prokop (Ford), Valeriy Gorban (MINI) e Jean-Michel Raoux (Citroën) fecham a lista de inscritos dos World Rally Cars com máquinas anteriores a 2017 e que vão pontuar para o WRC Trophy.

Do lado do WRC2, também aparecerão mais de duas dezenas de carros nessa categoria, e com a prova a contar para o CNR, 23 pilotos portugueses estarão inscritos, 17 dos quais para o campeonato. 

Formula 1 em Cartoons: Sauber-Honda em 2018? (Cire Box)

Corre o rumor de que a Sauber e a Honda poderão estar prestes a assinar um acordo de fornecimento de motores a partir de 2018. Assim sendo, o "Cire Box" quis saber se este "casamento" é u daqueles de conveniência ou há algo mais metido nisso. E eis o resultado...

Traduzido a Monisha Kalterborn (do francês):

- "Admitimos que quando vemos os nossos resultados no início da temporada, com um motor bom [como o da] Ferrari, faz um pouco de confusão, certo?

Considerando que, com um motor Honda dentro de nós, o pacote torna os resultados mais coerente, isso faz sentido! E, depois, o Fernando disse-me tão bem esta unidade de potência..."


A falta de consenso sobre a proteção na cabeça

Há quem não quer nada, há quem aceite a proteção anterior, há quem aceite a nova proteção. Mas uma coisa é certa: o consenso não existe neste campo da segurança ao nivel dos pilotos. Na Rússia, palco da quarta prova do campeonato, os pilotos discutem sobre a decisão desta semana do Grupo de Estratégia, e claro, não há consenso.

Para Jolyon Palmer, piloto da Renault e um adversário vocal do Halo no ano passado, disse que o novo sistema "Shield" era "menos ofensivo visualmente", mas insistiu que ele prefere as coisas tal como estão neste momento.

"Não há consenso no grupo nos pilotos", começou por dizer Palmer. "Algumas pessoas querem pensar que existe, mas não há. É muito dividido, algumas pessoas não querem nada, outras pensam que o Shield é uma boa idéia, e outros ainda desejam o Halo. Não há consenso real nos pilotos, mesmo que algumas pessoas queiram pensar que existe", continuou.

"Meus pontos de vista não mudaram, acho que a Formula 1 é suficientemente segura. Honestamente, acho que os pilotos não estariam correndo se estivessem preocupados com sua própria segurança - todos ainda andam por aqui. Fernando [Alonso] vai correr nas 500 Milhas de Indianápolis, que é muito mais perigoso do que isso - então ele mostra onde ele está com ele... Eu creio que isto é desnecessário", concluiu.

Quem defende o sistema "Halo" é Felipe Massa, que acha que aquele tipo de proteção defende melhor os pilotos em caso de objetos largados na pista, do que o "shield", apesar de este ser melhor em termos estéticos.

"Para mim, eu ainda acredito que o Halo é a melhor solução porque eu sinto, quando eu tentei, eu realmente não senti qualquer inconveniente de tê-lo", começou por dizer o piloto brasileiro, vitima de um objeto durante o fim de semana do GP da Hungria de 2009.

"Como todos sabemos, ele dá de longe a maior proteção para os pilotos, então eu ainda vou para aquele caminho - mas eu sei que é muito misturado entre os pilotos e as pessoas na Fórmula 1, qual é o melhor caminho a seguir."

"Eu acho que devemos ir com o 'halo', porque ele está mantendo a via aberta. Não é a coisa mais bonita, mas dê um pouco de tempo e eu acho que vai ficar bem. Se você me perguntar o que eu prefiro - o 'Shield' parece-me mais bonito, mas é um pouco pior para a segurança. E para mim a coisa mais importante é a segurança".

Valtteri Bottas apelidou o sistema "Shield" de "um bom passo" sobre o Halo, enquanto que o seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton afirma concordar com o novo sistema, dizendo que era "uma melhoria" e que "parece melhor do que as outras opções que chegaram até agora".

No entanto, muitos enfatizaram que o conceito ainda precisava de ser desenvolvido, e que sua eficiência seria difícil de julgar até aos primeiros testes de pista, que está previsto para daqui a algum tempo.

Noticias: FIA define como ficarão os números nos seus chassis

A FIA quer que os números dos pilotos sejam cada vez mais visíveis nos seus carros e capacetes. Numa carta escrita às equipas esta semana, Charlie Whitting, o delegado da FIA à Formula 1, exemplificou onde e como é que eles deverão ser colocados, usando como tal o que está escrito no artigo 9.2 do regulamento desportivo da Formula 1.

Ali, o regulamento afirma que "este número deve ser claramente visível na frente do carro e no capacete do piloto". Todas estas mudanças terão de estar prontas antes do GP de Espanha, dentro de duas semanas, em Barcelona.

Acrescenta: "O nome ou o emblema da marca do automóvel deve aparecer na frente do nariz do automóvel e, em ambos os casos, deve ter pelo menos 25 mm na sua maior dimensão O nome do condutor deve aparecer na carroçaria externa E ser claramente legível. Nós desejamos que para que seja claramente visível, os números devem ter não menos de 230mm de altura, ter uma espessura de curso mínimo de 40mm e ser de uma cor claramente contrastante ao seu fundo."

No que se refere aos nomes dos condutores, o requisito é que "o nome de cada condutor [ou código de três letras] seja claramente legível na carroçaria externa (artigo 9.3). Achamos que para ser claramente legíveis os nomes devem ter pelo menos 150 mm de altura, Espessura mínima do curso de 30mm e ser de uma cor claramente contrastante ao seu fundo. "

Whiting também confirmou que a incapacidade de cumprir as novas regras poderia significar que um carro não é elegível para participar, escrevendo "... para cumprir plenamente o Regulamento desportivo da Formula 1, esperamos todos os carros a ser apresentados em Barcelona com este novo, e muito mais claro, identificação. Um relatório será feito para os comissários de pista sobre qualquer carro que não esteja de acordo com os requisitos mínimos acima referidos."

Dailymotion Motorsport Presentation: A familia Ickx nas pistas


Jacky Ickx au départ des 25H VW Fun Cup avec... por dh_be
Aos 72 anos, Jacky Ickx vai voltar a pegar o volante, mas desta vez, vai levar a familia atrás. O piloto belga, cinco vezes vencedor as 24 Horas de Le Mans, e duas vezes vice-campeão do mundo, participará na "VW Fun Cup", guiando um Volkswagen Carocha na companhia dos seus filhos Larissa, Vanina, Joy, Clément e Romain.

O local será um circuito mítico para o próprio Jacky: Spa-Francochamps. E os seis participarão numa prova de 25 horas, a ideia é mais passar um bom fim de semana em familia, ao volante de um carro. 

E isto não é inédito: no ano passado, os Van de Poele tiveram a mesma ideia, com Eric e os seus filhos a andarem na mesma prova, a bordo de um Carocha modificado...

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Youtube Motorsport Experience: Quanto um fã dirige um carro de Formula 1


Todos gostariam de andar num carro de Formula 1. Poucos são os privilegiados em andar dentro de um para algumas voltas, e quando isso acontece, é uma experiência única. Neste caso em particular, é um fã de automobilismo que concretizou esse sonho, numa experiência partilhada pela Renault e pelo sitio WTF1.com. 

E claro, para o fã, foi a melhor experiência da sua vida.

ERC: Magalhães motivado para as Canárias

Bruno Magalhães parte para o Rali Islas Canárias sem qualquer tipo de pressão. O vencedor do Rali dos Açores afirma que não tem qualquer pressão para vencer, porque já alcançou o seu grande objetivo da temporada. Contudo, como é agora o líder do campeonato, decidiu ir à prova espanhola para defender a liderança, desta vez a bordo de outro Skoda Fabia R5.

"Após o Rali dos Açores todos estava muito feliz com o resultado e pensei que mereciamos fazer a próxima etapa do ERC", disse ao site espanhol Scratch, acrescentando: "Foi uma notícia incrível, porque não esperava por isto."

Sobre as suas perspectivas no próximo compromisso europeu, o piloto de Lisboa afirmou: "Eu não tenho nenhuma pressão, apenas uma grande motivação. Eu não estou lutando pelo [título do] ERC, sei quando eu estou num bom carro, com uma boa equipa, pode fazer bons resultados como mostrei nos Açores. O meu objetivo é deixar as ilhas Canárias na mesma posição no campeonato.", concluiu.

O Rali Islas Canárias, segunda prova do Europeu, decorre entre os dias 4 e 6 de maio.

Youtube Automotive Ad: Gostaria de montar um supercarro?

Gostaria de montar um supercarro? Dizendo melhor... trabalhar numa firma que monta supercarros? Pois bem, a Koingssegg decidiu fazer um video a pedir trabalhadores para ajudar a montar carros. É que, segundo eles, a lista de espera para um novo carro já começa a chegar aos quatro anos, e precisam de, pelo menos, 40 novos trabalhadores (especializados) para fazer com que a lista de espera caia para metade, pelo menos.

As áreas são todas, desde a preparação de motores até à parte elétrica, passando pelos acabamentos. A lista completa está no site deles: www.koeingssegg.com. Boa sorte!

Zak Brown não acredita no regresso de Long Beach

As noticias vinda da Liberty Media, que pretende arranjar uma segunda corrida em solo americano fizeram com que existisse muitas noticias sobre possíveis localizações, desde uma corrida em Nova Iorque até o regresso à Indianápolis, passando até por um possível regresso de Long Beach à competição, eles que receberam a Formula 1 entre 1976 e 1983, altura em que a organização rompeu com Bernie Ecclestone, para não pagar mais dinheiro para os ter. Assim sendo, desde 1984 que recebem a CART (agora IndyCar Series), fazendo da pista um dos clássicos automobilísticos americanos.

Contudo, Zak Brown, o dono da McLaren, afirmou recentemente numa entrevista à Motorsport.com que a ideia de receber a Formula 1 naquele circuito é inviável por causa das imensas exigências que ela pretende para ter um circuito em condições, desde escapatórias maiors das que existem agora, até ter um complexo de boxes, que encarecia imenso as obras e faria com que a corrida fosse financeiramente inviável. 

"A corrida de Long Beach é, obviamente, um evento fantástico e tem uma história maravilhosa com 43 anos, inicialmente com a Fórmula 1, mas mais recentemente com a IndyCar", começou por dizer Brown à motorsport.com.

"Contudo, a economia da Fórmula 1 exige um forte subsídio do governo. E por aquilo que eu entendo, não acredito que Long Beach esteja preparada para pagar esse tipo de taxas", continuou.

"A outra parte muito importante é que para sediar uma corrida de Formula 1, a pista precisaria de ter aprovação de Grau 1 por parte da FIA, e isso precisaria de ter uma pista mais longa, com muito mais escapatórias, e um pitlane substancialmente maior. Além disso, todo o circuito está sob a jurisdição da Comissão Costeira da Califórnia para que qualquer melhoria no circuito, como o complexo "pitlane" necessário estaria sujeito à sua revisão e aprovação".

"Assim, mesmo do ponto de vista da construção, o montante de investimento que seria necessário seria de dezenas de milhões de dólares. Além disso, como eu disse, a taxa de direitos para a Fórmula 1 é infinitamente maior do que as exigências da IndyCar",concluiu.

Para além disso, deu o exemplo do Circuit of The Americas, em Austin, como as coisas são feitas na Formula 1, com subsídios vindos de entidades locais e estaduais para manter a prova no calendário, pagando cerca de 250 milhões de dólares ao longo de dez anos, desde 2013, altura em que acolheu o GP dos Estados Unidos. 

"Se você olhar para cada corrida de Fórmula 1 - Circuito das Américas incluído - que recebe um subsídio do governo, eles ainda estão financeiramente deficitários. Então eu não vejo qualquer modelo econômico que viabilizaria [um regresso] de Long Beach à Formula 1.

"Isso não é uma coisa má para a Fórmula 1 ou para Long Beach. Eles são apenas incompatíveis [no sentido de] tentar encaixar uma cavilha quadrada num buraco redondo", concluiu.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Os temores do WRC em relação à Hyundai

Apesar de já ter havido quatro vencedores diferentes nos quatro ralis do WRC, até agora, as equipas do Mundial de ralis temem que a Hyundai seja a próxima dominadora do Mundial. Isto por causa de Andreas Mikkelsen, o norueguês ex-Volkswagen, que neste momento está em negociações com a equipa sediada em Alzenau, e que recentemente, andou a efetuar testes com a marca coreana em terras portuguesas.

Caso a marca coreana contrate o norueguês - que este ano está a fazer alguns ralis com o Skoda Fabia R5 - eles poderão estar numa situação de superioridade em relação à concorrência, pois quatro carros oficiais serão mais do que os três que Citroen, Toyota e Ford irão ter ao longo de 2017. E uma fonte do WRC disse ao site Motorsport.com que com a contratação de Mikkelsen a Hyundai poderá colocar os asiáticos numa posição de domínio, pouco tempos depois da Volkswagen.

"Acabámos de sair de um período de domínio no desporto e há que questionar quão bom seria para nós ter isso outra vez. Se o Mikkelsen assinou pela Hyundai será muito difícil para o resto das equipas fazer algo contra isso. O mercado de pilotos está fraco neste momento. Há vários pilotos em ascensão mas não existem muitos preparados para dar o salto e terem performances de topo. Da perspectiva do WRC seria melhor se o Andreas fosse para a Citroën ou para a Toyota – isso equilibraria bem as coisas”, afirmou essa fonte.

Nada se sabe sobre as negociações, mas fala-se muito que Mikkelsen poderia fazer a sua estreia nos carros coreanos precisamente do Rali de Portugal, dentro de quatro semanas. Contudo, dentro da Hyundai, Alain Penasse, um dos gestores da equipa, disse que a formação não está sozinha na ‘corrida’ por Mikkelsen. 

A situação é a mesma em todo o parque de assistência, existem diversas oportunidades. O Kris Meeke não tem contrato com a Citroën portanto eles estão no mercado. O line-up da Toyota é fraco – têm tido bons resultados mas todos estão à procura de ter um bom piloto na equipa. O Malcolm [Wilson, M-Sport] tem o Sébastien [Ogier] e o [Ott] Tänak que é impressionante mas talvez não seja ainda suficientemente bom. Não somos os únicos a olhar para o Mikkelsen”, comentou.

O WRC continua neste fim de semana em paragens argentinas.

Noticias: FIA coloca limites nas barbatanas e asas

O Grupo de Estratégia decidiu ontem que irá colocar limites nas barbatanas e nas asisnhas em T a partir de 2018. E para além disso, decidiu também adoptar o "Escudo" em detrimento do "Halo" em termos de segurança para a zona da cabeça. Estas decisões, acordadas entre as equipas, serão depois apresentadas à FIA para serem (ou não) aprovadas.

Mudanças na carenagem que cobre o motor foram feitas, assim como os designs que incorporam a asa 'T' e a barbatana terão limites estritos", refere o comunicado oficial.

Outra novidade de curto prazo é que a partir do GP da Espanha, no próximo mês, "o regulamento desportivo será reforçado para garantir que os números e nomes dos pilotos fiquem claramente visíveis".

Apesar do Grupo de Estratégia albergar apenas seis das dez equipas existentes na Formula 1, estes decidiram que os que não fazem parte dela - Force India, Sauber, Haas e Renault - passem a ser convidadas a estas reuniões, no sentido de "demonstrar o compromisso efetivo tanto da FIA quanto da detentora dos direitos comercias para ampliar a transparência no desporto."

A Formula 1 continua neste fim de semana em Sochi, para a quarta prova do Mundial.