segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A(s) image(ns) do dia




Ainda não chegamos ao inverno, mas no Hemisfério Norte, boa parte dos circuitos que nós conhecemos já têm - ou tiveram - uma camada de neve razoável sobre o asfalto. E hoje calhou a vez de Silverstone, como se podem ver nas imagens.

Youtube Rally Testing: Meeke prepara-se para Monte Carlo

Depois de na semana passada a Toyota ter levado dos seus pilotos a testarem em Monte Carlo, agora chegou a vez da Citroen a aproveitar este período antes do Natal para fazer testes no seu C3 WRC, hoje pelo menos com Kris Meeke ao volante.

Os planos da Porsche com o 919 Hybrid

A Porsche retirou o seu 919 das pistas da endurance, mas 2018 não será o ano da sua reforma. Aparentemente, a marca de Estugarda tem planos para o carro no próximo ano, antes de o colocar no museu em 2019. Se por um lado, estarão concentrados em construir um sistema de propulsão para a Formula E, por outro, irão usar o carro para algo que chamam de "eventos individuais", mas é provável que signifique que poderão tentar um recorde de velocidade.

O programa será anunciado no inicio do ano que vêm, mas tudo indica que não tem nada a ver com o programa de Endurance, pois o carro está fora dos regulamentos em relação às quantidades de energia utilizáveis para a longa temporada de 2018-19, que terá, como se sabe, um ano e meio, a terminar nas 24 Horas de Le Mans de 2019.

O carro estreou-se em 2014, nas Seis Horas de Silverstone, e em 33 corridas de Endurance, obteve 16 vitórias e onze pole-positions, conseguindo três vitórias nas 24 Horas de Le Mans, entre 2015 e 2017, e também três mundiais de pilotos e outros tantos de Construtores.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Youtube Motorsport Story: Os irmãos Whittington


Eu já contei aqui a história do Randy Lanier, o piloto de corridas que venceu o IMSA em 1984 com a equipa Blue Thunder, e que nos tempos livres tinha um barco... para carregar marijuana para os Estados Unidos. Contudo, Lanier fazia parte de um grupo maior, que tinha incluindo a familia Whittington: Don e Bill, os irmãos, filhos de Dale, que venceram as 24 horas de Le Mans em 1979 a bordo de um 935 de produção, o último carro desse tipo a vencer na prova francesa de Endurance. E claro, bateram o 935 que tinha como piloto (entre outros...) Paul Newman.

Whittington correram com o alemão Klaus Ludwig, piloto da Kremer, e ele queria que fosse o primeiro, algo do qual eles disseram não. E perguntaram quanto é que queria pelo carro. Kremer atirou 200 mil dólares, ao que eles disseram... sim. E atiraram o maço de notas para ele, que aceitou de bom grado.

Coloco aqui a história dessa gente, que fez com que nos anos 80, chegaram a ser donos da pista de Road Atlanta e que nas traseiras tinha uma pista de aviação. Que era usada para os seus negócios. Daqueles do tabaco que ri. E a IMSA ganhou reputação de "International Marijuana Smugglers Association"...

Claro, tudo isto combinado acabou mal para todos: os Whittington acabaram na prisão por... fraude fiscal, e Lanier, apanhado por contrabando - e andando fugido por ano e meio - ficou na prisão por 25 anos, até ser liberto em 2014. Uma história digna de Hollywood.

A história que se conta neste video vale a pena ser vista.

"Ferrari, Race to Immortality": Uma apreciação critica

Estes fins de semana prolongados são sempre bons para vermos coisas que gostamos de ver, mas que não temos tempo durante a semana. E este fim de semana até foi bom, porque calhou no dia em que o The Grand Tour fez o seu regresso, com o famoso episódio onde o Richard Hammond se despistou com o seu Rimac na rampa suíça.

Contudo, este sábado à noite foi a melhor oportunidade que tive para ver "Ferrari: Race to Immortality". E ao vê-lo, assisti a um período da história do automobilismo, em que a equipa teve cinco pilotos de eleição: os italianos Eugenio Castelloti e Luigi Musso, os britânicos Peter Collins e Mike Hawthorn, e o espanhol Alfonso "Fon" de Portago. Eles são vistos como pilotos excepcionais, do qual Enzo Ferrari os fez extrair o seu melhor para que, no final, os seus carros ficassem no topo do pódio.

Se tivéssemos de escolher outro nome para este documentário, "Mon Ami, Mate" até teria sido adequado, porque isto se trata, de uma certa forma, da relação entre Collins e Hawtrhorn, de como se davam bem perante os pilotos italianos, que os queriam bater, e de como Ferrari até os incentivava a ultrapassá-los, porque no final, é como dizia o próprio Commendatore: "Vencer ou morrer, viras imortal".

A historia mostra que durante quase dois anos, entre março de 1957 e janeiro de 1959, estes cinco pilotos morreram de forma trágica: Castelloti, num acidente de testes em Modena; Portago, nas Mille Miglia (aliás, foi o acidente que ditou o final dessa prova, e há cenas no final dessa corrida, em Modena, onde se vê a revolta popular), Musso no GP de França de 1958, Collins no GP da Alemanha desse mesmo ano, e Hawthorn, o último a morrer, três meses depois de ganhar o campeonato em Marrocos.

Contudo, este documentário é uma narrativa cronológica desses acontecimentos. Não traz muita coisa nova que não se saiba sobre todos eles. Sabia.se por exemplo, que a namorada de Musso foi depois amante de Ferrari nos anos após a sua morte, por exemplo, sabia-se da sua apreciação mais íntima sobre a corrida, os corredores e o automobilismo. Quem leu, por exemplo o "Piloti, che Gente", a biografia do Commendatore, reconhece algumas passagens neste documentário.

No ano em que vimos muitos documentários sobre automobilismo (McLaren, Williams), não se pode dizer que é memorável, mas de uma certa forma, se alguém tinha expectativas de ver algo diferente... esqueça. Mas vale a pena ver o documentário, na mesma, nem que seja para assistir a um período do automobilismo mundial, os anos 50, onde o mundo saía da guerra e havia ainda um espírito de combate aéreo, onde ou se sobrevive, ou se morre. E este é o filme ideal para entender esse tempo. 

sábado, 9 de dezembro de 2017

Formula E: Baterias serão "standard" até 2025

O sucesso da Formula E tem mais a ver com os elementos-padrão dos bólidos e a contenção das despesas do que própriamente a concorrência entre marcas, que tem aparecido ao longo das últimas temporadas. Como é sabido, na próxima temporada aparecerão a Mercedes e a Porsche, por exemplo. Contudo, Alejandro Agag acha que as baterias, construidas pela McLaren Applied Technology, deveriam manter-se como padrão até meados da próxima década. 

"As baterias não se devem abrir para o terceiro ciclo", disse Alejandro Agag ao site Motorsport.com. "Então, eu acho que se alguma vez abriremos a [tecnologia das] baterias - o que possamos - seria a partir da 11ª temporada [em 2025-26]", continuou.

"O terceiro ciclo deve ser uma bateria padrão. Eu acho que todos os fabricantes estão bastante satisfeitos com o controle de custos. Eles não estão realmente estressados em fazer baterias, eles querem sua própria tecnologia e isso, eles têm agora". 

Nesta altura, os fabricantes são livres de desenhar os seus próprios geradores elétricos, caixas de velocidades. Agag disse também que as equipas poderiam adotar uma bateria mais pequena na frente do bólido para facilitar novas tecnologias, numa área aberta para o desenvolvimento. Contudo, sublinhou: "A bateria principal, penso eu, deveria [continuar a] ser padrão".

A próxima corrida da Formula E acontecerá no próximo dia 13 de janeiro, na cidade marroquina de Marrakesh.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A(s) image(ns) do dia





Texas não é dos melhores lugares para uma queda de neve, mas aconteceu esta madrugada em Austin. Ora, esse é o lugar onde está situado o Circuit of Americas, e claro, o pessoal não perdeu tempo em tirar fotos de um momento bem raro. E não foi só aí. Houve sitios no norte do México onde também nevou, algo que não acontecia desde 1985.

No final do dia, há certas partes do mundo que vão ter o seu Natal branco...

WRC: Sordo fará sete ralis em 2018

A Hyundai disse que não havia dinheiro para quatro carros na próxima temporada do WRC, e disse a Hayden Paddon e Dani Sordo que iriam dividir o terceiro carro na temporada de 2018, enquanto que Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen ficariam com os seus carros a tempo inteiro.

Contudo, soube-se hoje que Sordo iria correr com o i30 por sete dos treze ralis do campeonato, e serão estes: Monte Carlo, México, Córsega, Argentina, Portugal, Alemanha e Catalunha. Contudo, é um programa que pode ser alargado, caso venha a ser necessário.

"Estou feliz e motivado. Eu vou dirigir as provas que mais gosto, como quando eu corria na Mini. Eu terei tempo de preparar-me ainda melhor e ser mais veloz neles todos. A adição de Carlos [del Barrio, seu navegador] também foi uma motivação extra. Nós sempre nos entendemos bem e, muitas vezes, as mudanças são positivas. Eu acho que podemos fazer as coisas bem", disse Sordo ao jornal espanhol Marca.

Sordo já disse que começa a pensar no final da carreira (tem 34 anos) e que espera aproveitar bem estes dias, antes de pensar em novos horizontes no automobilismo.

Mais polémica sobre o campeonato feminino

Para quem não sabe, houve eleições na FIA - eu sei, parecendo que não, é uma instituição e não uma empresa - e Jean Todt decidiu continuar a ser presidente, talvez para o resto da sua vida (tem 72 anos), e nomeou vários vice-presidentes para um pouco espalhar o seu poder na instituição. Uma das comissões é a das Mulheres no Automobilismo e ele nomeou para lá uma pessoa que se afirma como piloto, a espanhola Carmen Jordá. A sua carreira é mais do que conhecida, e os seus resultados fazem com que a Milka Duno seja considerada como piloto. Claro, ela está orgulhosa pela sua nomeação, mas houve quem reagisse a essa nomeação. Foi outra piloto, a britânica Pippa Mann.

Mann - que anda na IndyCar e venceu corridas na Indy Lights - reagiu à sua nomeação na sua conta pessoal do Twitter afirmando o seguinte: 

"Querida FIA, se as noticias que ouvi forem as corretas, e vocês nomearam um piloto sem resultados de relevo, que não acredita que compitamos como iguais neste desporto, como representante das mulheres no automobilismo, então estou incrivelmente desapontada. Sinceramente, uma corredora da #Indy500 e uma vencedora na #IndyLights".

Como é sabido, Mann disse esta semana que estava contra a ideia de um campeonato feminino de automobilismo, afirmando que seria uma maneira de perpetuar a segregação entre homens e mulheres, quando a FIA deveria apoiar eram as mulheres que pretendem subir a escada das competições de acesso, mas que não tem condições para tal.

Não negando a Jordá em si, creio que existe uma grande quantidade de mulheres que fizeram resultados bem melhores do que ela. Não vou dizer que conseguiu o seu lugar na Formula 1, como piloto de testes da Lotus, porque era bonitinha e precisavam de uma modelo para posar com um fato e capacete de competição, mas de uma certa forma, apenas deu razão a Bernie Ecclestone quando gosta de afirmar que as mulheres não passam de acessórios. E claro, isso é insultuoso para todos os que acreditam na igualdade e que as mulheres deveriam ter uma chance neste meio.

Contudo, O que se passa neste momento é mais ou menos público: há rumores de um campeonato feminino, do qual querem erguer por volta do final desta década. Há um nome envolvido - outro espanhol, Felix Portero - mas também se ouve que nos bastidores anda Bernie Ecclestone. Mesmo retirado da Formula 1, mesmo ter vendido todas as suas ações, mesmo multimilionário e com quase 90 anos, parece que ele tem o vicio do automobilismo no seu sangue. E de controlar tudo, de uma certa forma. Ainda tem lucidez suficiente para amaldiçoar a Liberty Media, pois ainda tem os seus papagaios para dizer o que pensa, de forma politicamente incorreta, sobre a Formula 1 atual, e se tiver a chance de minar todo o processo, ele fará isso.

Contudo, rumores são rumores, e historicamente, é sabido que ele também nunca gostou muito da FIA. Logo, se é uma jogada para provar o seu ponto de vista sobre mulheres ao volante, então pode-se dizer que é uma jogada muito estranha. Será que ainda tem fome de poder? Ou quererá provar algo?

Uma coisa e certa: Carmen Jordá não é a mulher indicada para estas coisas. Mais parece alguém que gosta dos bastidores e vestiu um fato e fez algumas corridas para poder dizer aos quatro cantos que andou em carros de competição. Se for assim, então, é qualquer um. E claro, o receio que que isto não ajudará a causa feminina é bem real.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Rumor do Dia: Depois da Alfa Romeo, a Maserati?

A noticia de que a Alfa Romeo patrocinará a Sauber em 2018 causou entusiasmo entre os seus fãs, mas houve outros que questionaram se com isso, a Haas perdeu estatuto. Pois bem, esta quarta-feira surgiu o rumor de que Sergio Marchionne poderá estar a pensar em fazer regressar outra marca do grupo e com pergaminhos na Formula 1: a Maserati. Marchionne quer aumentar o seu poder dentro das Formula 1, nestes tempos que correm, com a Liberty Media a ser a dirigente e a querer mudar as regras para o novo Acordo da Concórdia, a entrar em vigor em 2021.

O site português Sportmotores fala hoje que Marchionne quer dar 20 milhões de euros à Haas para que a equipa tenha o logotipo do Tridente no seu capot. Esse pagamento não iria para a equipa em forma de dinheiro, mas sim em motores. Contudo, ao contrário da Sauber, que tinha problemas em termos financeiros, a Haas está bem financiado, graças aos bolsos fundos de Gene Haas, e essa chance parece ser improvável já em 2018. 

Contudo, a Haas reconhece que está em contacto: ”A equipa tem discussões exploratórias com uma mão cheia de marcas tendo em vista parcerias futuras. No entanto, todas as conversações estão num estágio inicial e sem nada a reportar neste momento”, afirmou um porta-voz da formação norte-americana ao site português.

A Maserati tem história na Formula 1. Esteve presente entre 1950 e 1960, especialmente depois de 1955, quando construiu o modelo 250F, que deu a Juan Manuel Fangio o seu quinto e último título mundial na Formula 1. A última vez que um 250F participou num Grande Prémio foi em 1960, nos Estados Unidos, através do local Bob Drake.

Contudo, em 1966, graças à chegada dos motores de 3 litros, a Maserati forneceu motores V12 à Cooper, no qual venceu duas corridas: o GP do México de 1966, com John Surtees ao volante, e o GP da África do Sul de 1967, com Pedro Rodriguez. O fornecimento continuou até ao inicio de 1968, quando a Cooper os trocou pelos mais eficientes Cosworth V8. 

Youtube Motorsport Presentation: Conheçam a Kuwait Motor Town

Pistas no Médio Oriente começam a ser o "pão nosso da cada dia", e a cada ano que passa, surgem novos projetos. Desde meados de 2016 que se sabe que no Kuwait se está a construir uma nova pista a 30 quilómetros a sul da capital, e só agora é que se vê a pista em todo o seu esplendor. Com 5609 metros, terá 20 curvas e será disputado no sentido contrário aos ponteiros do relógio. 

O desenhador? Hermann Tilke. E tem tanto dos seus desenhos que o complexo entre as curvas 12 e 15 faz lembrar a famosa curva 8 de Istambul. A primeira fase está completa e os promotores querem atrair uma prova do WEC, assim que tiveram uma homologação Grau 1 da FIA.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Formula E: Punta del Este confirmado

O rumor já circulava há alguns dias, mas esta tarde o Conselho Mundial da FIA confirmou-o: a corrida de Punta del Este, no Uruguai, tomará o lugar de São Paulo a 17 de março de 2018. A noticia foi também recebida com satisfação pelo presidente do Automóvel Clube do Uruguai (ACU), Jorge Tomasi.

"Sim, estamos muito felizes. Trabalhamos nos bastidores com a empresa Sportlink e a perfeitura de Maldonado e há pouco tempo, o Conselho Mundial de Esportes da FIA confirmou o calendário oficial da competição elétrica, com o retorno do mesmo para Punta del Este. Na quarta-feira, dia 13, por ocasião do anúncio das celebrações do Centenário do Clube de Automobilismo do Uruguai, daremos todos os detalhes, mas desde então a Formula E aceitou que o 13 de março será o Centenário da ACU", comentou.

A Formula E correu na Punta del Este nas duas primeiras temporadas da competição elétrica, em 2015 e 16. Sebastien Buemi foi o vencedor em ambas as corridas. 

Youtube Formula 1 Classic: Monaco 1983

Há quase 35 anos, o pai de Nico Rosberg fez aquela que provavelmente é uma das melhores corridas da sua carreira. Numa pista onde o asfalto estava ora molhado, ora seco, e com um motor atmosférico, contra os Turbo em equipas como Renault, Lotus e Brabham, entre outros, Keke Rosberg fez uma excelente corrida nas ruas daquele principado, colocando a concorrência no bolso.

Por esta altura já era campeão do mundo, e Mónaco viria a ser a sua segunda vitória na sua carreira. Ainda viria mais uma em Dallas, no ano seguinte, e duas em 1985, em Detroit e Adelaide, na primeira corrida oficial em solo australiano.

Há quem diga que ele poderá ter sido o pior campeão do mundo de sempre, mas acho que é um dos pilotos mais subestimados dos anos 80. Quem consegue tirar o máximo de um carro atmosférico em 1983, sabendo que tem menos 150 cavalos do que a concorrência, e ganha corridas, merece todo o nosso respeito.

E claro, hoje, Keke Rosberg faz 69 anos. Hyvvia Synthymapaaiva, Keke!

Youtube Rally Testing: Esapekka Lappi em Monte Carlo

Monte Carlo está ao lado - apesar de ser no ano que vêm - mas esta semana, os Toyota andam a testar nas estradas dos Alpes franceses, preparando-se para a nova temporada. E se há dois dias meteu-se aqui um video de Ott Tanak, o novo recruta da marca, hoje é a vez de Esapekka Lappi a testar com o Yaris WRC para o primeiro rali da nova temporada.

Pippa Mann contra uma série feminina de automobilismo

A ideia de uma série automobilística para mulheres está a ser falada desde há algumas semanas. Uma firma de Londres anda a falar sobre isso e apresentou planos à FIA nesse sentido, mas há quem fale que isto não passa de uma proposta vinda de Bernie Ecclestone, pois ele falou há uns anos na ideia de um campeonato feminino de automobilismo.

E algumas pilotos já disseram de sua justiça. Pippa Mann, de 34 anos, e que corre na IndyCar, já se mostrou contra uma série feminina de automobilismo, pois afirma que seria uma forma de segregação e separação entre homens e mulheres.

Eu sei de muitas pilotos, algumas delas vencedoras de corridas, que em competições normais não segregadas não conseguem competir devido a falta de fundos. No entanto, pensam que investir em segregação é a resposta”, afirmou a piloto britânica que este ano participou nas 500 Milhas de Indianápolis.

Para Mann, seria mais interessante se o grupo por detrás desta ideia apoiasse as pilotos a competirem em campeonatos em que pudessem se bater de igual para igual com os pilotos do sexo oposto. “Vamos lá ver, este grupo tem este dinheiro para apoiar mulheres nas corridas? Então que o usem para apoiar talentos femininos, a ajudá-las a se manterem ou a voltar a corridas à volta do globo”, apontou.