quarta-feira, 24 de maio de 2017

Uma complicação chamada Portimão

Já foi encontrado o substituto de Jarama para a segunda ronda do TCR Ibérico, marcado para os dias 10 e 11 de junho. Irá ser o autódromo de Portimão... depois de muita confusão com o seu nome. É que a pista algarvia foi inicialmente sugerida pela Full Eventos, a entidade que organiza o campeonato, mas foi rejeitada por alguns pilotos, ainda não identificados.

Na segunda-feira, a FPAK tinha inicialmente rejeitado a ideia de realizar uma prova em Portimão nos dias 10 e 11 de junho, alegando que "tinha recebido alguns telefonemas de pilotos, pilotos esses que a Full Eventos desconhece, informando que tinham os carros desmontados, preparando já a participação no Circuito de Vila Real".

A Full Eventos "lamentou esta decisão e reitera todo o empenho em encontrar a devida solução para bem dos interesses da velocidade nacional", mas passados dois dias, a FPAK reagiu, afirmando que tinha recebido "informações contraditórias" e decidiu "aceitar a realização da prova na data e local proposto, o que foi ainda possível com a colaboração do promotor, clube organizador, pilotos e equipas".

Assim sendo, a prova de Portimão vai contar para o TCR Ibérico, o campeonato nacional de velocidade e turismo (CNVT) e os Clássicos. E claro, este episódio só revela o Portugal automobilístico no seu melhor...

terça-feira, 23 de maio de 2017

WRC: Andreas Mikkelsen andará na Sardenha pela Citroen

Meio ano depois de ter andado num WRC pela última vez, o norueguês Andreas Mikkelsen andará de novo num carro desses, ao ser um dos pilotos da Citroen no rali sardo, que irá acontecer entre os dias 8 e 10 de junho. Mikkelsen vai substituir Stefan Lefebvre por este rali, mas a sua continuidade está aberta para o futuro.

Yves Matton, o diretor da marca francesa, falou à Autosport britânica as razões pelos quais contratou o ex-piloto da Volkswagen: “Contratámos o Mikkelsen porque os nossos resultados têm estado aquém do pretendido neste início de época. Tendo em conta que só irá ter um dia de testes não terá um objetivo concreto para essa prova, mas queremos ver como será o seu ritmo e consistência, para além da adaptação ao carro”, disse.

Do lado do piloto norueguês, ele não escondeu a sua satisfação e entusiasmo por regressar aos WRC depois de ficar sem lugar na sequência da saída da Volkswagen no final de 2016: “Não era segredo que tenho procurado uma solução para continuar a competir na categoria de topo do WRC desde o final da época de 2016. Portanto estou muito satisfeito por me juntar à Citroën Total Abu Dhabi WRT no Rali de Itália Sardenha. A Citroën tem um registo competitivo impressionante no WRC e estou bastante satisfeito por poder trabalhar com uma equipa assim".

"Ao ganhar o primeiro rali da época em terra [com Kris Meeke no Rali do México], o Citroën C3 WRC mostrou que tem potencial para progredir regularmente. Estou ansioso por rodar nos testes e começar a trabalhar na preparação para o rali. Não há dúvida que vou ter pouco tempo de rodagem no carro no início, mas o principal é voltar a correr na categoria principal numa equipa forte. Gostaria de agradecer a todos o que trabalham para tornar esta oportunidade possível", concluiu.

Mikkelsen estava este ano no WRC2, tendo participado nos ralis de Monte Carlo e Córsega a bordo de um Skoda Fabia R5, tendo acabado em ambos na sétima posição.

Formula E: Divulgado calendário provisório para 2017-18

O calendário da Formula E para a próxima temporada já foi revelado, e contêm muitas novidades. Vai haver duas corridas novas na América do Sul, bem como uma corrida nas ruas de Roma, como já tinha sido anunciado há algum tempo. No total, serão dez corridas, três delas serão rondas duplas, em Hong Kong, Nova Iorque e Montreal.

A grande novidade é que o calendário será mais compacto do que o atual, em que se teve corridas com dois meses de diferença entre eles. O campeonato começará em Hong Kong logo no inicio de dezembro, antes de ir a Santiago do Chile no inicio do ano, e uma paragem na Cidade do México, antes de ir a São Paulo, mais concretamente ao Circuito do Anhembi, no circuito que foi usado parcialmente para a corrida da IndyCar.

O Mónaco sai de cena, e pode haver o regresso de Moscovo, embora a chance de correr em Zurique está em cima da mesa. Caso seja esta última a cidade escolhida, seria a primeira prova em solo suíço desde 1954.

O calendário completo será apresentado a 19 de junho, depois de ser visto e aprovado pela FIA, no seu Conselho Mundial.

Eis o calendário provisório:

2-3 de dezembro - Hong Kong (jornada dupla)
3 de fevereiro - Santiago do Chile
24 de fevereiro - Cidade do México
17 de março - São Paulo
7 de abril - Roma
28 de abril - Paris
19 de maio - Berlim ou Munique
23 de junho - Moscovo ou Zurique
7-8 de julho - Nova Iorque (jornada dupla)
28-29 de julho - Montreal (jornada dupla)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

The End: Nicky Hayden (1981-2017)

Depois de quase uma semana, o pior confirmou-se: o norte-americano Nicky Hayden acabou por falecer esta tarde no hospital de Cesena, no centro de Itália, vitima de graves ferimentos na zona da cabeça. O norte-americano, campeão do mundo de MotoGP em 2006, não resistiu aos ferimentos sofridos no passado dia 17 de maio na zona de Misano, depois de ser atropelado por um carro enquanto passeava de bicicleta. Tinha 35 anos de idade.

Nascido a 30 de julho de 1981 em Owensboro, foi batizado de "Kentucky Kid" e vinha de uma familia de motociclistas. O seu pai era corredor e ele herdou o numero 69, usado porque "era o único que poderia ler quando caia no solo". Os seus irmãos mais velhos, Tommy (nascido em 1978) e Roger Lee (nascido em 1983) tiveram carreiras nos Superbikes, com Tommy a ser campeão da AMA Pro Racing em 2004, a bordo de uma Kawasaki, enquanto que Roger Lee foi campeão em 2007 na mesma AMA Pro Racing na classe SuperSport, e dpeois teve passagens pelos Superbikes e Moto GP, sempre numa Kawasaki.

Nicky seguiu os passos dos seus irmãos logo em 1999, na AMA Pro Racing, onde foi campeão na categoria Supersport. Em 2001, aos 19 anos, foi vice-campeão, e no ano seguinte, venceu o Daytona 200, a corrida mais significativa de um campeonato onde terminou no lugar mais alto do pódio, tudo isto num Honda.

Logo a seguir, tentou a sua sorte na MotoGP, e foi logo na categoria rainha. Correndo pela Honda, teve como companheiro de equipa Valentino Rossi. A temporada foi complicada de inicio, mas acabou com dois terceiros lugares, acabando o ano com 130 pontos e o quinto lugar na classificação. No ano seguinte, conseguiu mais dois pódios, terminando o ano no oitavo posto, com 117 pontos. As criticas sobre o seu desempenho acabaram por acontecer, mas no ano seguinte, uma vitória em Laguna Seca e um campeonato mais consistente deram-lhe o terceiro lugar no campeonato, atrás apenas de Marco Melandri e Valentino Rossi.

Em 2006, com Rossi na Yamaha, Hayden tomou conta dos destinos da Honda, para tentarem chegar ao campeonato do mundo e quebrar o domínio do piloto italiano, que já ia desde o ano 2000. A temporada começou com ele a conseguir pódios nas quatro primeiras corridas, antes de vencer em Assen, no GP da Holanda. Voltaria a vencer em Laguna Seca, no GP americano, e parecia estar a caminho da luta pelo título, e podia ter perdido tudo quando Dani Pedrosa, então seu companheiro de equipa, o derrubou no GP de Portugal, no Estoril. Na última corrida do ano, em Valencia, Hayden aproveitou a queda de Valentino Rossi para ser terceiro e conseguir os pontos suficientes para ser campeão do mundo, ao serviço da Honda. Tudo isto aos 25 anos de idade.

No ano seguinte, depois de assinar com a marca japonesa por duas temporadas, Hayden lutou contra uma mota que não desenvolvia como deveria de ser. A performance ressentiu-se nos resultados, a favor de Dani Pedrosa, e uma queda em Le Mans não melhorou as coisas. No final, três terceiros lugares foi o melhor que alcançou, acabando no oitavo lugar da classificação. Em 2008, as coisas foram um pouco melhores, apesar de uma lesão num dos joelhos o impediu de correr em duas corridas. No final, foi sexto classificado, antes de no final dessa época, se ter decidido correr para a Ducati, correndo ao lado do seu compatriota Casey Stoner.

A temporada de 2009 foi dificil para o piloto. Acabou em posições intermédias no inicio da temporada, e só conseguiu um pódio em Indianápolis, sendo terceiro. Acabou a temporada na 13ª posição, a pior até então, mas em 2010, as coisas melhoraram um pouco, especialmente depois de ter sido operado ao seu braço direito, para se recuperar de uma lesão. Em 2011, Stoner foi-se embora e no seu lugar veio Valentino Rossi, e a temporada até começou bem, com um terceiro lugar em Jerez. Sem ele saber, tinha alcançado o seu último pódio na Moto GP.

Em 2012 e 2013, Hayden levava a sua moto em lugares intermédios, mas sem deslumbrar. Em Indianápolis, uma queda quando tentava conseguir melhor tempo fez com que fraturasse a mão direita e falhasse duas corridas. Libertado do seu contrato no final da temporada de 2013, regressou à Honda em 2014, correndo na Aspar Team, mas os resultados não foram os melhores. Um oitavo lugar no Qatar foi o seu melhor, acabando a temporada na 16ª posição, com 47 pontos.

No final de 2015, depois de mais uma temporada modesta, decidiu mudar-se para as Superbikes, correndo pela Ten Kate Racing, a bordo de um Honda. Teve bons resultados, incluindo uma vitória na Malásia, e três pódios, acabando a temporada no quinto lugar, com 248 pontos. Este ano, Estava a ser mais complicado, com um sétimo lugar na Tailândia como melhor resultado.

Ouvimos sempre que a vida pode ser cruel, quer para nós, quer para os outros. Ver alguém a arriscar a sua vida a cada curva, a mais de 300 km/hora para depois acabar num passeio de bicicleta, enquanto ainda podia dar muito para o desporto, mostra até que ponto isto pode ser inesperado e terminal. Hayden pode não ter sido um dos melhores da sua geração, mas marcou presença no pelotão da MotoGP por uma década, mostrando que conseguia competir ombro a ombro. O seu acidente faz lembrar o de Michael Schumacher, mas o alemão ainda segue vivo - e longe de olhares indiscretos, como sabemos.

O ser humano desaparece agora, passou à História. Tal como os seus feitos na pista. Ars longa, vita brevis, Nicky.

domingo, 21 de maio de 2017

Youtube Indy500 Lap (II): As voltas de Fernando Alonso nas 500 Milhas


E acabou agora há pouco a qualificação para as 500 Milhas de Indianápolis. O neozelandês Scott Dixon foi o melhor, com a terceira melhor média de sempre no "Brickyard" - sendo superado apenas por Roberto Guerrero, em 1992 e Tony Stewart, em 1996 - mas a grande novidade foi Fernando Alonso, que, entrando no dia anterior no "fast 9", que define as três primeiras filas da grelha, conseguiu ser quinto classificado - e o melhor dos "rookies" - tendo apenas na sua frente Dixon, Ed Carpenter, Alexander Rossi (o vencedor do anos passado) e o japonês Takuma Sato.

Em suma, três pilotos com passagem pela Formula 1 nos cinco primeiros lugares. Que ele tem uma chance de vencer, tem, para ver se consegue fazer algo que apenas Graham Hill fez: vencer no seu ano de "rookie", como piloto ativo na Formula 1.

Agora, deixo-vos com o video das duas voltas de qualificação.

IndyCar: Davison substitui Bourdais

O australiano James Davison será o substituto de Sebastien Bourdais nas 500 Milhas de Indianápolis - e provavelmente, do resto da temporada - da IndyCar. O anuncio foi feito esta manhã pela Dale Coyne, poucas horas depois do acidente do piloto francês, que causou fraturas na bacia e na anca.

A equipa espera que ele possa entrar dentro do carro na segunda-feira, dentro de um dos carros de reserva, onde possa marcar um tempo para poder participar nas 500 Milhas de Indianápolis. E ele vai poder dispensar algumas das passagens anteriores, pois se torna uma emergência. Davison correu pela última vez em 2015, onde terminou na 27ª posição.

"Nós certamente faremos o melhor que pudermos com o tempo e o equipamento que temos", começou por dizer Davison. "Nós só temos o carro de estrada para construir, então vamos começar pela última vez e o Dale tem os melhores mecânicos e tripulantes aqui, então eu estarei pronto para ir [à pista] assim que eles me digam que é hora", concluiu.

Davison esteve a correr no Pirelli World Challenge na categoria GT, a bordo de um Nissan GT-R GT3. 

Youtube IndyCar Crash Classic: O acidente de Danny Ongais (1981)

Hoje, Danny Ongais faz 75 anos de idade. O único havaiano da história do automobilismo, teve uma carreira longa em várias provas nos Estados Unidos, mas também incluiu algumas corridas na Formula 1, entre 1977 e 1978. Sempre veloz, nunca venceu nas 500 Milhas ou na USCA e na CART, mas a sua velocidade sempre impressionou, especialmente quando correu nos Porsches da Interscope Racing, de Ted Field.

Contudo, como é fim de semana de Indianápolis, recordo de um terrivel acidente com quase 36 anos: em 1981, Ongais corria num carro da Interscope quando bateu bem forte na Curva 3. Apesar da destruição e da maneira horrivel como ficou o piloto, recuperou o suficiente para poder correr no ano seguinte... e isto, numa altura em que a segurança era bem menos da que existe agora. 

Quanto à sua carreira no "Brickyard", o seu grande ano já tinha acontecido em 1979, com um quarto lugar, mas ainda conseguiu resultados de relevo, especialmente em 1996, quando já tinha 54 anos e foi correr no carro do malogrado Scott Brayton, depois de este ter feito a pole-position e ter sofrido o seu acidente mortal durante uma sessão de treinos livres. Ongais acabou a corrida no sétimo posto.

WRC 2017 - Rali de Portugal (Final)

Foi duro, mas no final Sebastien Ogier conseguiu levar a melhor, vencendo pela quinta vez em terras portuguesas, e pela segunda vez nesta temporada, num campeonato bem equilibrado que está a ser o de 2017. O piloto francês conseguiu bater Thierry Neuville por 15,6 segundos, e foi o único que ficou abaixo de um minuto na classificação final.

É muito bom. É fantástico estar no lugar mais alto do pódio. Senti-me muito bem no carro. A equipa esteve perfeita e vai adorar este triunfo. O carro foi espetacular. Eles merecem, foi um esforço conjunto. Tenho a certeza que se eles puderem me dão um carro novo para cada rali", falou Ogier no final da prova.

Com passagens por Fafe, Luílhas e Montim, antes da Power Stage de Fafe, o dia começou com Ogier, Neuville e o estónio Ott Tanak a ficaram no mesmo segundo, numa especial vencida por Hayden Paddon, que voltava no "Rally2" depois da desistência de ontem devido a problemas na direcção assistida do seu Hyundai. “Fiquei satisfeito pela forma como me correu esta classificativa. Penso que toda a gente está a dar o máximo. É complicado andar depressa nestes troços”, disse Ogier.

Contudo, a passagem por Luílhas atrasou-se um pouco quando Quentin Gilbert capotou no salto de Pedra Sentada com o seu Skoda Fabia R5. Mas apesar do atraso, ela se realizou, com Ogier a alarhgar a sua diferença em 3,3 segundos sobre Thierry Neuville e Sani Sordo, e 3,6 sobre Ott Tanak. eE claro, a diferença aumentou para 19,3 segundos para o homem da Hyundai. Agora, faltavam menos de 20 quilómetros para o final do rali, e em circunstâncias normais, a vitória já não escapava a Ogier.

Assim sendo, pouparam pneus para a Power Stage e quem brilhou foram Paddon e Kris Meeke, outro que voltara à prova via "Rally2". Ambos foram os dois primeiros na 18ª especial, em Montim, com Ogier a perder 5,9 segundos, enquanto que Neuville só perdia 4,1 segundos. Mas nada incontrolável, apesar de Tanak ter sido o vencedor da Power Stage, com Ogier a ser o quinto, a 2,3 segundos, tendo na sua frente Neuville, Evans e Lappi. E a marcar o Power Stage, o capotanço de Andreas Mikkelsen, que assim perdeu a chance de vencer na classe WRC2.

Assim, com Dani Sordo a ser terceiro com o segundo Hyundai, a um minuto do vencedor, os pilotos que ficaram atrás estavam a uma distância do qual não eram incomodados. Ott Tanak foi quarto, a um minuto e meio e Craig Breen deu o melhor resultado do rali à Citroen, sendo quinto, a um minuto e 57. Elfyn Evans foi o sexto, a três minutos e dez, longe de Juho Hanninen, o melhor dos Toyota, a três minutos e 48 segundos. Mads Ostberg foi o oitavo, na frente dos Toyota de Jari-Matti Latvala e Esapekka Lappi.

Feitas as contas finais, Ogier lidera com 128 pontos, mais 22 que Thierry Neuville, enquanto que Jari-Matti Latvala é o terceiro, com 88 pontos, mais cinco que Ott Tanak.

O WRC prossegue na Sardenha, entre os dias 9 e 11 de junho.  

Youtube Indy500 Lap: As voltas de Fernando Alonso nas 500 Milhas

Este sábado e domingo são as sessões definidoras da grelha de partida. Primeiro, é o "Fast 9", onde se escolhem os nove mais velozes para depois, no dia seguinte, tentarem a sua sorte para ficarem com a pole-position. E parece que Fernando Alonso está no bom caminho, pois neste sábado foi sétimo, sendo o melhor "rookie" nesta edição. O melhor foi Ed Carpenter, que poderá estar a caminho de uma terceira pole no Brickyard pela terceira vez na sua carreira.

Mas agora, coloco aqui a passagem do piloto espanhol, as quatro voltas que lhe deram o acesso à pole-position. E o asturiano tem a concorrência de pilotos como Tony Kanaan, Marco Andretti, Takuma Sato, Alexander Rossi, Scott Dixon ou Will Power.

sábado, 20 de maio de 2017

WRC 2017 - Rali de Portugal (Dia 2)

O segundo dia do Rali de Portugal mostrou que, apesar das brigas pela liderança, Sebastien Ogier poderá estar a caminho da sua segunda vitória do ano, e provavelmente a uma quinta vitória neste rali, igualando o feito de Markku Alen.

O dia de hoje iria ter duas passagens por Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante. Na décima especial do rali, Sébastien Ogier foi o primeiro vencedor do dia, sendo apenas 0,2 segundos mais rápido que Elfyn Evans, mas recuperou 3,9 segundos a Ott Tanak, que foi quarto. Pelo meio ficou Thierry Neuville, a 1,8 segundos, enquanto que Dani Sordo perdeu 7,3 segundos para Ogier, trocando ambos de lugares na classificação. Ogier subiu a segundo por troca com o espanhol e já só estava a 1.1 segundos do seu colega de equipa.

A seguir, em Cabeceiras de Basto, Tanak respondeu, e venceu a segunda especial do dia. O estónio foi 5,2 segundos mais rápido que Sébastien Ogier e alargou a sua vantagem para o francês. Os dois estavam agora separados por 6,3 segundos. Thierry Neuville continuava a recuperar terreno e já estava no terceiro, mas a 18,9 segundos de Tanak, depois de ter perdido 9,9 segundos na classificativa anterior. Dani Sordo continuava em perda e tinha descido para quarto. Quem perdeu muito tempo foi Elfyn Evans, que devido a furo, caíu de quinto para a sétima posição.

Bom troço. Estou contente com a manhã. A aderência é boa e diverti-me. Não estou a gerir os pneus. O Dani está a forçar o andamento”, disse Ogier. 

"Que mais podemos fazer além de andar depressa? Estamos a dar o máximo, mais do que no troço anterior. Este é novo para todos. Procurei fazer uma ‘especial’ limpa. Os pneus estão bons e devem funcionar durante toda a secção. Agora é mais do mesmo na classificativa mais longa. Se quero estar na frente não há outra opção”, comentou Tanak.

Mas no final da manhã, em Amarante, Tanak teve problemas, bateu num morro e danificou a suspensão traseira esquerda do seu Ford Fiesta WRC, perdendo um minuto e 23 segundos. Antes do toque, o estónio até estava a ganhar tempo a Ogier, mas com isso perdeu toda e qualquer hipótese de recuperar. Desta forma, Ogier lidera agora com 19,5 segundos de avanço para Thierry Neuville. Agora, a luta centra-se agora nos dois pilotos, pois Dani Sordo, apesar de estar somente a 25 segundos, não parece estar com andamento para se juntar à luta. Neste troço, Ogier ganhou mais 6.9 segundos a Neuville, que está também com algumas dificuldades, mas a luta está em aberto.

Na parte da tarde, Neuville voltou a atacar e vence na segunda passagem por Vieira do Minho. No entanto o piloto belga conseguiu apenas recuperar um segundo para Ogier, que foi o segundo mais rápido, e a diferença está agora nos 18,5 segundos. Ott Tanak foi o terceiro mais rápido e tenta subir na classificação depois do toque que o afastou da luta pela vitória em Amarante. Dani Sordo - que agora parece ter o terceiro lugar seguro - foi o quarto mais rápido e ganhou mais 2,8 segundos a Craig Breen, estando a diferença nos 24 segundos.

Hayden Paddon acabou por desistir depois de problemas na sua direção assistida. 

É possível gerir a vantagem, mas nunca é fácil. Andámos rápido mas ao mesmo tempo tive o cuidado de poupar os pneus, porque esta tarde a etapa é longa”, disse Ogier, no final desta especial.

Na segunda passagem por Cabeceiras de Basto, Ogier respondeu a Neuville, ganhando 4,5 segundos ao belga. Assim, a vantagem passava agora para os 23 segundos, o que já começa a indicar que o piloto da Hyundai não vai facilmente conseguir aproximar-se de Ogier.  Dani Sordo também está mais próximo do terceiro lugar. Ott Tanak continuava a sua recuperação e já estava apenas a 21,4 segundos de Craig Breen e claro, do quarto lugar.

Por fim, na segunda passagem por Amarante, Neuville atacou forte, mas recuperou ‘apenas’ 6.2 segundos a Sébastien Ogier. E claro, desta forma, o francês da Ford vai para o último dia de prova com uma boa vantagem, que no entanto não é totalmente confortável, pois faltam cerca de 42 quilómetros cronometrados, as duas passagens por Fafe, Luílhas e Montim. Um bom espetáculo em perspectiva para o último dia de prova. 

Sim, não foi mau e sinto-me satisfeito ao fim deste terceiro dia. Não andei agora muito forte, porque o piso estava um pouco duro no final. Penso que geri muito bem os pneus. Estou contente com a vantagem que consegui até ao fim do dia de hoje. Amanhã terei que acabar o trabalho, mas não posso baixar os braços até final. Vamos aproveitar para desfrutar dos troços de Fafe e espero não ser alcançado”. disse Ogier.

Correu-me bem esta classificativa. Tinha dois pneus duros à frente e macios na traseira, mas tive algumas atravessadelas. Agora… vamos ver o que fez Ogier, saber como estão os seus pneus e ainda se ele fez melhor tempo que nós”, disse o belga da Hyundai.

Assim sendo, Ogier lidera com 16,8 segundos sobre Thierry Neuville, com Dani Sordo a ser terceiro, a 51,3 segundos. Ott Tanak é o quarto, agora a um minuto e 29 segundos do líder, conseguindo passar Craig Breen, no seu Citroen. Elfyn Evans é o sexto, a três minutos e um segundo, mais de 28 segundos à frente de Juho Hanninen. Mads Ostberg é o oitavo, no seu Ford privado, Jari-Matti Latvala era o nono, e a fechar o "top ten" está o Skoda de Andreas Mikkelsen, o melhor dos WRC2.

Amanhã termina o rali, com mais quatro classificativas.

Youtube IndyCar Crash: O acidente de Sebastien Bourdais na qualificação das 500 Milhas


Foi bem feio o acidente que o francês Sebastien Bourdais sofreu nas 500 Milhas de Indianapolis, este sábado, mas o piloto da Dale Coyne está bem. A qualificação de hoje foi atrasada por causa da chuva, mas já está a decorrer.

EM ATUALIZAÇÃO: O boletim médico sobre a situação de Bourdais revela que teve multiplas fraturas na sua pelvis, bem como na sua anca. Vai ser operado do Hospital Metodista, em Indianápolis, para reduzir as suas fraturas e acelerar o seu tempo de recuperação.

Formula E: Buemi vence novamente em Paris

Sebastien Buemi venceu pela quinta vez em seis corridas possíveis nesta temporada, ao ser o vencedor do ePrix de Paris, que aconteceu nas ruas da capital francesa. E o piloto suíço da e.dams pode ter conseguido aqui o seu título, pois o seu maior rival, Lucas di Grassi, teve uma prova para esquecer, não pontuando nesta corrida, e aumentando a vantagem para 43 pontos. Que não sendo ainda suficientes para comemorar, deixa com uma margem muito estreita para o piloto brasileiro de tentar o título. Já António Félix da Costa, ficou mais uma vez fora dos pontos porque hoje foi vitima de uma colisão com Lucas di Grassi.

A partida foi sem história, com Buemi e aguentar os ataques de Jean-Eric Vergne, para ficar com o comando. José Maria Lopez era terceiro, e manteve o terceiro posto, seguido por Nick Heidfeld. As voltas seguintes foram calmas, sem grandes ultrapassagens. Atrás, Lucas di Grassi estava "trancado" na 15ª posição, atrás de Tom Dillman, um dos pilotos que iria correr apenas em Paris. Após oito voltas, os três primeiros já abriam uma pequena vantagem para o quarto classificado, que já estava a sete segundos, e na nona volta, Felix Rosenqvist conseguiu passar o Esteban Gutierrez para ser quinto.

À medida que a corrida prosseguia, os pilotos tentavam as suas ultrapassagens, mas quem tinha dificuldades era Lucas di Grassi, que era passado por António Félix da Costa, enquanto que quase a seguir, Nelson Piquet Jr teve problemas e perdeu três lugares. O brasileiro da Abt tentava passar o português da Andretti, mas o piloto de Cascais conseguia fechar a porta várias vezes, mantendo o 14º posto.

Contudo, na volta 16, Di Grassi tentou a ultrapassagem e depois fechou a porta de Félix da Costa, e ambos acabaram no muro, numa colisão semelhante ao que tinha acontecido com Piquet e o Vergne no Mónaco. A organização decidiu fazer "full course yellow", e os pilotos decidiram ir para as boxes trocar de carro. O problema era que eles tinham 33 voltas pela frente, e quando foram às boxes, boa parte dos pilotos tinham cerca de 20 por cento de bateria...

A corrida recomeçou pouco depois, sem grandes novidades na frente, com Buemi a aguentar Vergne, e Pechito Lopez a ser o terceiro. Di Grassi conseguiu subir para o oitavo posto, mas pouco depois foi penalizado por ter partido das boxes abaixo do tempo indicado. Mas na volta 34, Vergne saiu em frente e bateu na parede, fazendo com que fossem mostradas as bandeiras amarelas, antes de entrar o Safety Car. Com isto, Lopez é segundo.

A corrida recomeçou na volta 38, com Buemi a tentar aguentar os ataques do piloto argentino da Virgin, e o suíço aguentou as investidas de Lopez, para ficar com a quinta vitória em seis corridas, enquanto que a organização atacava mais uma vez, quando Frijns e Gutierrez foram penalizados porque andaram em excesso de velocidade durante o "Full Course Yellow". E a duas voltas do fim, Di Grassi bateu no muro quando tentava a volta mais rápida. O "Safety Car" entrou de novo e a corrida iria acabar nessa situação.

Assim, como já esperava, Buemi acabou por vencer, com José Maria Lopez a ser segundo, conseguindo o seu primeiro pódio na competição, e Nick Heidfeld repete o terceiro posto do Mónaco, na frente do seu companheiro, Felix Rosenqvist.

Na geral, Buemi tem 129 pontos, contra os 89 de Di Grassi e os 58 de Nicolas Prost. a Formula E volta à ação com a jornada dupla de Berlim, nos dias 10 e 11 de junho.     

sexta-feira, 19 de maio de 2017

WRC 2017 - Rali de Portugal (Dia 1)

O primeiro dia do Rali de Portugal está a mostrar a competitividade do atual WRC, com os seis primeiros a estarem separados por pouco menos de 20 segundos, acabadas as nove primeiras classificativas deste rali. Contudo, o líder é Ott Tanak, com Dani Sordo e Sebastien Ogier a menos de cinco segundos, numa prova que já viu de tudo nesta sexta-feira.

Depois de na quinta-feira, Thierry Neuville e Mads Ostberg terem igualado entre si na super-especial de Lousada, partilhando a liderança, o dia de hoje começou com as primeiras passagens por Viana do Castelo, Caminha e Ponte de Lima, todos no Minho, no estremo norte do país. Em Viana do Castelo, Hayden Paddon foi o melhor, abrindo as hostilidades com o seu Hyundai e conseguindo uma vantagem de um segundo sobre o Toyota de Jari-Matti Latvala. Já Sebastien Ogier, que "limpava" a classificativa, perdeu 5,6 segundos e era o sétimo da especial.

Na generalidade a especial foi boa, mas a primeira curva foi uma surpresa. O carro parece bom. Tenho a sensação de que correu bem mas na parte final perdi tempo e não sei bem porquê”, referiu Latvala após a classificativa.

Contudo, a segunda especial ficou marcada pelo acidente sofrido por José Pedro Fontes, no seu Citroen DS3 R5. O acidente foi forte, e depois de ambos terem sido evacuados para o hospital local, detectou-se que ambos - Fontes e a sua navegadora Inês Ponte - sofreram fraturas e ficaram de fora deste rali.

Na primeira passagem por Caminha, porém, o neozelandês atrasou-se e foi superado por Jari-Matti Latvala, que ficou com o comando do rali. O finlandês bateu Elfyn Evans por 1,3 segundos e Ott Tanak por 1,9 segundos, saltando para o comando do rali, com cinco segundos de vantagem sobre Kris Meeke. Quem se destacou pela negativa foi Sebastien Lefebvre, que capotou e perdeu tempo. Andou em reparações e voltou à pista.

As coisas fecharam de manhã com Ott Tanak sendo o vencedor na primeira passagem por Ponte de Lima, embora o tempo tenha sido igualado por... Craig Breen e Kris Meeke, ambos em Citroen. Sebastien Ogier ficou a 1,2 segundos, no quarto posto, e Thierry Neuville foi o quinto, a dois segundos.

A tarde começou com as segundas passagens pelas classificativas da manhã. Hayden Paddon conseguiu vencer na segunda passagem por Viana do Castelo, conseguindo uma vantagem de 4,2 segundos sobre Dani Sordo, noutro Hyundai. Kris Meeke foi o terceiro, a 5.1 segundos, enquanto que na geral, Meeke agora liderava, com 0,2 segundos de vantagem sobre Jari-Matti Latvala, e 1,3 segundos sobre Ott Tanak.

Na segunda passagem por Caminha, Neuville foi o melhor na especial, conseguindo uma vantagem de 0,4 segundos sobre o galês Elfyn Evans, e dois segundos sobre Ott Tanak. Agora, o líder era o estónio, com o mínimo de vantagens sobre Latvala: 0,1 segundos.

Mas na sétima especial foi... baralhar e voltar a dar. Latvala teve problemas e capotou, mas conseguiu continuar. Contudo, perdeu mais de cinco minutos e claro, ficou de fora do "top ten". Kris Meeke teve um furo ao quilómetro doze e perdeu tempo, enquanto que Hayden Paddon teve problemas mecânicos e tentou terminar a classificação. No lado dos portugueses, também já houve uma baixa, com Miguel Barbosa a desistir, devido a um rolamento de roda gripado, deixando Pedro Meireles mais à vontade na liderança entre os pilotos nacionais.

Em Braga, os pilotos fizeram duas passagens pela especial desenhada no meio da cidade, onde Ogier conseguiu ser o mais veloz, recuperando 1,2 segundos a Ott Tanak, e subiu para o terceiro posto da geral, agora a cinco segundos. Mads Ostberg ganhou na segunda parte, mas já se atrasou o bastante para ficar na beira do "top ten".

Depois dos três primeiros, Thierry Neuville é o quarto, a 11,1 segundos, com Craig Breeen logo a seguir, a 12,2 segundos, e Elfyn Evans, a 18,3. Juho Hanninen e o melhor dos Toyota, a 52 segundos, seguido pelo seu companheiro de equipa, Esapekka Lappi, e os noruegueses Andreas Mikkelsen - o melhor dos WRC2 - e Mads Ostberg a fechar o "top ten", a três minutos e 50 segundos. Miguel Campos é o melhor português, na 22ª posição, a mais de nove minutos dos melhores.

O rali de Portyugal prossegue amanhã, com mais seis especiais.

Vergne e a promessa não cumprida

Jean-Eric Vergne disse que a Red Bull lhe prometeu o lugar de Sebastian Vettel em 2015, caso ele saísse nessa temporada. Contudo, perdeu seu lugar na Toro Rosso a meio de 2014, quando ainda se pensava que o piloto alemão iria ficar mais uma temporada na equipa de Milton Keynes, para depois vê-lo ir para a Ferrari no final da temporada. Numa entrevista ao sitio crash.net, o francês disse que perdeu o lugar para meterem o holandês Max Verstappen, mas quando o alemão disse em Suzuka que iria para a Ferrari em 2015, o lugar do qual lhe prometeram a Vergne foi para as mãos do russo Daniil Kvyat.

"Durante o verão, tive uma chamada a dizer que o Max iria ficar com o meu lugar. Compreendi totalmente", começou por dizer o piloto francês. "Foi como: 'OK, Toro Rosso é uma espécie de escola para os pilotos Red Bull jovens e não havia lugar para ir para a Red Bull'. Então na verdade decidiram informar-me tão cedo na temporada. Mas durante esse telefonema, eu disse: 'E se Vettel for embora?'. Ele disse: 'Então, você estará no carro', continuou.

"Eu tinha feito uma grande temporada até ali, estava em boa forma. Eles sabiam o déficit que eu tinha contra Kvyat no carro, falando sobre [a desvantagem] em termos de peso. Mais tarde, quando Vettel se foi embora, foi depois de minhas boas corridas que tinha feito. Mas descobri mais tarde que, pelos vistos, teria sido ruim se voltassem atrás com essa decisão.

"Foi definitivamente uma situação frustrante. Então toda a equipe Toro Rosso queria me manter ao lado do Max, e no final do dia, foi o mesmo resultado. Eles não voltariam atrás com a decisão", concluiu.

Depois da Formula 1, Vernge foi para a Formula E, onde esteve na Andretti, DS Virgin e agora na Techeetah, conseguindo cinco pódios, três pole-positions, uma volta mais rápida, mas ainda não ganhou corridas. Para além disso, é piloto de testes da Ferrari e anda no Oreca LMP2 da Manor.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Formula E: Piquet Jr quer pódio em Paris

Depois de uma corrida atribulada para o piloto brasileiro, onde esteve evolvido num acidente com o Techeetah de Jean-Eric Vergne, Nelson Piquet Jr. espera que em Paris as coisas corram bem para ele e para a NextEV, esperando alcançar um pódio nas ruas de Paris, neste sábado.

"É divertido saber que vamos fazer duas corridas [em duas semanas] consecutivas - é a primeira vez que fizemos isso na Fórmula E", disse o piloto brasileiro. "Eu gosto de Paris, no ano passado foi a nossa primeira vez lá. Este ano deve ser bom e eu estou apontando para outra Super Pole.", continuou.

"Nós podemos ver que estamos faltando um pouco [de ritmo] na corrida, mas talvez com um pouco mais de trabalho na estratégia, podemos tentar obter um pódio. Nós só precisamos continuar tentando marcar pontos e aprender o máximo que pudermos", concluiu.

A corrida francesa decorrerá esta sábado num circuito à volta do Palácio Les Invalides, no centro da capital francesa.

Formula E: Félix da Costa quer vingar-se da penalização

Depois de mais uma frustração com a última corrida onde foi nono classificado, mas acabou por ser penalizado pelos comissários de pista por causa de "largada insegura" na saídas das boxes, após a troca de carro, António Félix da Costa espera que as coisas em Paris corram bem desta vez.

Para o piloto de Cascais, o objetivo é um: "vingar-se da última corrida. Achei a penalização desajustada, mas isso já são águas passadas. Este fim-de-semana em Paris temos nova oportunidade de marcar pontos e mostrarmos que estamos a evoluir no bom caminho. Quero vingar-me do último fim-de-semana, continuando esta progressão do nosso carro, toda a equipa está motivada e sabemos bem o caminho a seguir, pelo que a hora é de trabalhar focados no nosso plano", referiu o piloto da Amlin Andretti.

Com apenas dez pontos, e caindo para a 13ª posição na geral, o piloto - e a equipa - tentarão em Paris chutar o azar para cima e pontuar com os seus carros numa posição que mostre verdadeiramente o seu talento e a máquina que têm entre mãos.

Formula 1: Carey quer rasgar Acordo da Concórdia

O novo dono da Formula 1, Chase Carey, quer substituir o Acordo da Concórdia com uma nova parceria mais aberta ao mundo. Carey chamou o atual acordo de "infame" e que a partir de 2020, ele deveria ser substituído por um acordo mais abrangente, onde os encargos fossem melhor distribuídos entre as equipas e a organização da competição.

"Acho que nosso objetivo comum deveria ser de criar uma parceria de longo prazo, e não uma parceria desse tipo, que tem um ponto no tempo que você renegociar a próxima parceria por oito anos, que há uma continuidade", disse Carey, numa entrevista à Eurosport.

Para além disso, Carey quer uma visão a longo prazo do desporto em que todos colaborem em harmonia em direção a um sentido em que todos saiam a ganhar:

"Realmente, o que estamos a fazer é dizer que estamos a trabalhar como parceiros que competem na pista, mas partilhamos uma visão de onde estamos indo como desporto e queremos partilhar juntos os seus benefícios", começou por dizer.

"É um desporto onde em termos históricos foi um pouco cada homem para si mesmo, e como você joga um contra outro e similares, onde 'um mais um dá um e meio'. Se você pudesse reunir com todos e descobrir qual é o caminho certo para todos, você faria um 'um mais um é três'".

"Esse é o nosso objetivo, mudar a cultura deste desporto, que tem aspectos muito peculiares e criar uma nova cultura. E eu me sinto bem nisso até agora, há uma verdadeira aceitação nesse sentido.

"Não há nenhuma dúvida que mudar uma cultura que existiu por muitos anos levará algum tempo, mas eu acho que é uma oportunidade transformadora para realmente construir a longo prazo, uma relação mais saudável que beneficia a todos", concluiu.

Não é uma má ideia. Um acordo com mais de 35 anos - que deu certo, há que dizê-lo - tem as suas limitações, e trata as equipas como meras "receptoras de dinheiro", para além de uma parte significativa dos lucros, cerca de 15 por cento, irem diretamente para Bernie Ecclestone. E para além disso, era absolutamente opaco. Se Carey e o pessoal da Liberty Media conseguir fazer um acordo onde as equipas tenham maior participação na competição, no calendário, na distribuição de dinheiros... tanto melhor. E claro, com a FIA também no barco, tentando evitar os conflitos de interesses.

Veremos no que isto irá dar. Não será fácil, pois obstáculos não faltarão. E haverá sempre uma equipa que quererá um pouco mais do que as outras, acreditem.

Ralis: Lukyanuk está em estado grave

Pouco mais de 24 horas após o acidente sofrido por Alexey Lukyanuk, os responsáveis pelo piloto russo informaram o público através da sua conta do Facebook que o piloto de 36 anos, atual vice-líder do campeonato europeu, sofreu várias fraturas e será operado nas próximas horas, numa unidade hospitalar de São Petersburgo.

Segundo se conta, Lukyanuk tem no calcanhar esquerdo, perna direita, pélvis e vértebras sacrais para além de danos importantes nos pulmões por causa da inalação de fumo. Já Nikita Gregely, outro dos envolvidos no acidente (e navegador de Lukyanuk), teve queimaduras em 17 por cento do corpo, foi operado e está nos Cuidados Intensivos por precaução.

As autoridades locais estão a investigar as causas da colisão, que acabou por matar Alexey Lyaduhin, o navegador de um dos carros envolvidos.

Lukyanuk foi o recente vencedor do Rali Islas Canárias, há cerca de semana e meia, e era o segundo classificado do Europeu de ralis deste ano, que é neste momento liderado por Bruno Magalhães.

Rali de Portugal: José Pedro Fontes quer ser o melhor português

José Pedro Fontes vai fazer o Rali de Portugal ao lado de um Citroen DS3 R5 para ser o melhor português nesta prova. Depois de não ter participado no rali dos Açores, e de ter regressado ao Rali Casino de Espinho para ser segundo classificado, e também confirmar as suas credenciais inerentes ao facto de terem o título de Campeões Nacionais de Ralis.

Ao lado de Inês Ponte, Fontes irá contar com alguns dos seus habituais adversários do Campeonato Nacional de Ralis (CNR), ao mesmo tempo que quererão mostrar serviço entre a elite do WRC2.

Claro que gostaria de me bater pelos lugares da frente da categoria, mas há que equilibrar os pratos da balança, tendo em conta os nossos objetivos finais, que passam pela revalidação do título de Campeões no final do presente campeonato e isso passa, também, pela conquista do maior número de pontos nesta prova”, começou por dizer.

Sobre a abordagem ao rali, Jose Pedro Fontes afirma que isto vai ter de ser diferente dos ralis "sprint" no CNR, e também por causa da dureza dos troços deste rali.

Naturalmente que não se pode abordar uma prova longa de três dias como se faz num rali do tipo sprint, mais concentrado, do restante CNR, excetuando os Açores e a Madeira. Para além da duração, há outros fatores a ter em conta, como a conhecida dureza de alguns troços clássicos deste Vodafone Rally de Portugal, de que são exemplo os que se disputam no Minho. Quanto ao nosso carro, ele encontra-se no seu máximo em termos de evoluções e pronto para o arranque da prova. Estou, por isso, bastante confiante num bom resultado!

Vamos atacar onde nos sentimos mais à vontade, poupar a mecânica nas zonas mais duras, nomeadamente em alguns pontos das segundas passagens, em que os troços já estarão mais cavados, e tentar dar algum espetáculo ao muito público esperado nesta prova. Contamos com todos a apoiar o Citroën Vodafone Team!”, concluiu.

O rali de Portugal começa esta tarde, com o "shakedown".

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ralis: Lukyanuk fica ferido num acidente

O russo Alexey Lukyanuk sofreu um grave acidente na tarde de ontem quando se preparava para um rali na Letónia. O piloto, segundo classificado do Europeu de ralis, circulava num troço em terras russas com um Mitsubishi Lancer quando embateu contra outro Mitsubishi Lancer, acabando ambos os carros a incendiarem-se. 

Do incidente resultaram três feridos, um dos quais o próprio Lukyanuk. Contudo, um dos navegadores, Alexey Lyadukhin, acabou por falecer devido aos graves ferimentos.

O acidente foi divulgado na página oficial do piloto.

"Hoje, na zona de Pskov, houve uma colisão entre dois carros. O navegador Alexey Lyadukhin morreu no acidente.

“Alexey Lukyanuk, Nikita Gergel e Vjacheslav Kucherov ficaram feridos. Um inquérito está a decorrer para saber as causas do acidente.

Nada se sabe ainda do estado de saúde de todos os envolvidos, porque neste momento estão a ser observados num hospital da região, embora se diga que estão todos em estado grave. Sobre Lukyanuk, fala-se que poderá ter pertido uma das pernas.

Lukyanuk, de 36 anos, é atualmente o segundo classfificado do Europeu de ralis (liderado pelo português Bruno Magalhães), depois de ganho o rali Islas Canárias, há cerca de semana e meia.

Formula 1 em Cartoons - Espanha (Cire Box)



O "Cire Box" lá fez os desenhos sobre o que foi este GP de Espanha, onde Lewis Hamilton levou a melhor sobre Sebastian Vettel, e onde o andamento entre eles foi tão grande que deixaram o terceiro classificado muito, mas muito longe. Tão longe que... bom, vocês entenderão quando virem o primeiro desenho.

Nicky Hayden sofre acidente em Itália

O motociclista americano Nicky Hayden sofreu esta tarde um grave acidente quando andava de bicicleta na zona de Rimini no centro de Itália, sendo internado em estado muito grave. O antigo campeão de MotoGP, de 35 anos, foi atropelado por um automobilista quando pedalava com um grupo de ciclistas, sendo projetado para a berma. Chegado ao hospital, os médicos consideram que o seu prognóstico é reservado, pois sofreu poli-traumatismos cranianos e toráxicos.

Campeão do mundo em 2006 pela Honda e terceiro classificado em 2005, vencendo por três vezes na sua carreira, Hayden corria desde 2016 no Mundial de Superbike ao serviço da Red Bull Honda Superbike World Racing Team, onde foi quinto classificado no Mundial, com uma vitória na Malásia. Para além da Honda, teve passagens pela Ducati entre 2009 e 2013.

Está a ser uma altura complicada para se andar de bicicleta. Nas últimas semanas, houve vários ciclistas que sofreram acidentes graves e até mortais na estrada, vitimas de atropelamentos. O italiano Michele Scarponi, vencedor do Giro D'Itália em 2011, morreu no passado dia 22 de abril, quando treinava, e na semana passada, o britânico Chris Froome também foi atropelado por um motorista quando se treinava para o Giro, mas o ciclista sofreu ferimentos ligeiros.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Os selos do dia

Daqui a um mês teremos o GP do Canadá, e em julho, eles comemorarão os 50 anos do seu primeiro Grande Prémio, no circuito de Mosport. Assim sendo, os serviços postais canadianos decidiram homenagear não só o Grande Prémio como cinco dos vencedores desta corrida: Jackie Stewart, Gilles Villeneuve, Ayrton Senna, Michael Schumacher e Lewis Hamilton.

A Gilles e Lewis, o Canadá é especial: foram os lugares onde venceram pela primeira vez, em 1978 e 2007, respectivamente.

O resto tem também o seu palmarés: o escocês venceu em 1971 e 72, o brasileiro foi o melhor em 1988 e 1990, o alemão por seis vezes (1997-98, 2000, 2002-04) e para além de 2007, o britânico venceu em 2010, 2012, 2015 e 2016.

E não é a única vez que os canadianos fizeram isto nos seus selos: vinte anos antes, em 1997, homenagearam Gilles Villeneuve com um conjunto de quatro selos do seu Ferrari.

Pilotos da Formula E querem Mónaco "por inteiro"

Depois da Formula E ter feito uma corrida num circuito elaborado nas ruas do Principado, usando uma parte do traçado que a Formula 1 costuma usar, alguns pilotos da categoria acham que os organizadores deveriam usar o mesmo circuito da próxima vez que o visitarem. Com um acordo entre os organizadores e o governo local para que a pista seja usada de dois em dois anos, para alternar com a corrida de clássicos, Sebastien Buemi e Lucas di Grassi acham que, caso a Formula E volte ao Mónaco em 2019, deveriam usar a pista na sua totalidade, incluindo passagens pelo gancho do Loews ou o Túnel, entre outros.

"É muito importante usar a pista de Fórmula 1", disse Buemi à Autosport britânica. "Ele definitivamente mostra o desenvolvimento desta tecnologia. Eu acho que seria uma grande coisa para o campeonato, a tecnologia e os pilotos seria muito melhor. Há realmente um incentivo para voltarmos [que seria correr] no grande circuito", continuou.

Algo que Lucas di Grassi corroborou:

"As pessoas ficam muito confusas quando falamos de energia, confundem o conceito com a potência", disse di Grassi.

"O motor está produzindo energia constante para nós. Não importa se você está indo para cima ou para baixo, ele vai produzir 170kW [no modo de corrida]. O consumo de energia é constante, a única diferença é quanto mais você sobe, você vai mais lento", continuou.

"[O circuito] é curto e apertado para a Formula 1, mas para nós a pista é perfeita. Ele tem uma longa reta ao longo da costa e é grande o suficiente para fazermos ultrapassagens. É melhor [a Formula E] ter uma boa corrida [nesse circuito] do que para a Formula 1", concluiu.

Caso aconteça, seria a primeira vez que a Formula E usaria um circuito também usado pela categoria máxima do automobilismo. Contudo, existem os criticos que acham que os carros de Formula E são ainda muito lentos e pouca autonomia, comparados com a outra categoria. Algo que para ambos os pilotos, é uma injusta comparação.

"Você não pode comparar um carro de corrida elétrico com um carro normal", disse Buemi. "Estamos apenas no começo. A Fórmula 1 existe há mais de 60 anos, quem sabe onde estará o carro elétrico daqui a 60 anos?", contou o suíço.

Di Grassi acrescentou: "O primeiro ano não foi melhor para compará-lo. Agora, as pessoas sabem que é uma parte complementar do automobilismo. É como comparar WRC e Formula 1, são animais completamente diferentes", concluiu.

Button não exclui um regresso a tempo inteiro

Jenson Button vai regressar temporáriamente aos carros de Formula 1 no fim de semana do GP do Mónaco, preenchendo a vaga de Fernando Alonso, que vai a Indianápolis fazer as 500 Milhas. Apesar de dizer que isto é apenas a sua única participação nesta temporada, e de ter contrato com a McLaren até 2018, ele afirma que é provável que faça um regresso às pistas, caso, por exemplo, o piloto espanhol não fique na McLaren a partir do final da temporada, como ele já ameaçou em Barcelona.

Tenho um contrato com a equipa para correr na próxima temporada, então eu definitivamente não descarto nada”, começou por afirmar, numa entrevista à British Sport Association.

Penso no Mónaco como a minha única corrida que vou fazer este ano, e obviamente, se me perguntarem novamente em correr noutro momento do ano, irei preencher esse lugar, mas não vou pedir para dirigir porque essa não é a minha ideia”, continuou.

Eu não tenho nada a ganhar, mas também não tenho nada a perder. Estou aqui para ajudar a equipa a se divertir e provavelmente será uma das corridas mais gratificantes para mim, porque não há pressão, é pontual, então estou animado com o desafio”, concluiu.

Para além disso, ele declarou que foi contactado no inicio do ano por duas equipas para correr ao seu serviço.

Tive tantas opções para correr este ano que foi absolutamente hilariante. Óbviamente, não tive qualquer interesse em correr”, contou.

Youtube Motorsport Presentation: A antevisão do Rali de Portugal

Já não falta muito para a quinta prova do Mundial de ralis, em Portugal, e o WRC fez um video de antevisão da prova, onde mete a falar alguns dos  pilotos que participam no Mundial, como Sebastien Ogier, Kris Meeke e Jari-Matti Latvala, quase todos todos vencedores na prova portuguesa, e todos eles com experiência nas classificativas nortenhas.

A imagem do dia

"Durante uma tentativa de qualificar-se para as 500 Milhas, Gordon Smiley, um jovem e arrogante piloto do Texas [era do Nebraska, ndr], estava determinado a quebrar as 200 milhas por hora [320km/hora] ou morrer tentando. Vários pilotos veteranos... tinham avisado que era uma fasquia muito alta para ele, e estava a guiar de forma errada para o Speedway. Ele era um piloto de estrada e foi habituado a corrigir a sua trajetória se perdesse a tração nas rodas traseiras".

"Enquanto corria para o carro, notei pequenas manchas de uma peculiar substância cinzenta marcando um trilho no chão. Quando cheguei, fiquei chocado ao ver que o capacete de Smiley tinha desaparecido, juntamente com o topo do seu crânio. Ele tinha sido essencialmente escalpelizado pela cerca. O trilho cinza que vira na pista era o que restava do seu cérebro. O seu capacete, devido à massiva força centrífuga, foi literalmente puxado da sua cabeça no impacto..."

"Eu fui até o centro de emergência com o corpo. Pelo caminho, eu fiz um exame superficial e percebi que quase todos os ossos do seu corpo estavam partidos. Parecia que tinha sido atacado por um tubarão, pois nunca tinha visto tamanho trauma."

Estas são as declarações do Dr. Steve Olvey, o médico da CART por muitos anos, e que as contou na sua autobiografia quando relatou o acidente fatal de Godron Smiley.

Foi há precisamente 35 anos, durante a qualificação das 500 Milhas de Indianápolis daquele ano. Gordon Smiley já tinha experiência de andar no "Brickyard", mas ainda não era o suficiente para que pudesse ser considerado como um "expert" para os veteranos, pois ainda tinha jeitos de piloto de estrada. E ali, isso era fatal, bastava uma chance para demonstrá-lo em todo o seu horror.

E foi o que aconteceu. Ele corrigiu uma trajetória na pior altura possivel, que o catapultou para a parede a 90 graus, destruindo o carro e a ele mesmo. E a descrição acima só mostra o puro horror que foi aquele acidente. Foi a primeira morte na Indy desde 1973, e só aconteceria outra dali a dez anos, com o filipino Jovy Marcelo

segunda-feira, 15 de maio de 2017

WRC: Tommi Makkinen considera Rali de Portugal "especial"

Na semana que acontece o Rali de Portugal, a Toyota colocará três carros, que vai ser o primeiro alargamento da marca japonesa neste seu ano de estreia. Após a vitória na Suécia, com o carro de Jari-Matti Latvala, e de resultados mais modestos na Corsega e na Argentina, os pilotos da Gazoo Racing poderão aplicar na sua totalidade os resultados dos testes que vêm fazendo ao longo desta temporada, sem "nuances" como a altitude ou o tipo de superfície.

Contudo, Makkinen disse que nem todos os testes foram proveitosos por causa das condições meteorológicas, e em alguns aspectos, eles irão partir para o Rali de Portugal sem saber se certos componentes nos seus carros irão funcionar ou não. 

Testámos algumas coisas novas para Portugal, como as suspensões, assim como outros componentes, mas o tempo estava tão mau que não sabemos se os resultados são muito realistas. Portugal é um evento difícil com algumas especiais muito técnicas mas é também o que o torna tão especial. Embora ainda existam muitas coisas desconhecidas, esperamos dar mais um passo em frente nos pisos de terra melhorando o carro como temos feito até agora. O terceiro carro que vamos estrear em Portugal com o Esapekka [Lappi] e o Janne [Janne Ferm, o seu navegador] vai-nos ajudar muito nesse particular.” disse Mäkinen.

O Rali de Portugal vai acontecer entre os dias 18 e 21 de maio, com 19 especiais de classificação, no total de 349,17 quilómetros.

WRC: Matton quer que os seus carros cheguem ao fim

O chefe da Citroen deseja que os seus pilotos levem os seus carros até ao fim no Rali de Portugal. Com um inicio de temporada relativamente atribulado, com acidentes na Córsega e na Argentina, apenas a vitória no México por parte de Kris Meeke compensa o desastre que está a ser a temporada de 2017.

Contudo, isso não faz com que continuem os testes de desenvolvimento dos carros franceses nesta temporada, e como neste rali vão ser inscritos quatro carros, Yves Matton gostava de ter resultados, já que rapidez, o carro já mostrou que é veloz e tem pilotos capazes... quando eles terminam as provas.

Depois de inscrever três carros na Volta à Córsega, damos agora outro passo, acrescentando um quatro Citroën C3 WRC no Rali de Portugal [para Khalid Al-Qassimi]. É uma grande conquista, alcançada em grande parte pelo trabalho da nossa equipa técnica. Por várias razões, os resultados dos dois últimos ralis não foram tão bons como esperado, pelo que para esta sexta ronda pediremos aos nossos pilotos para chegar ao final do rali, esperando ter dois C3 WRCs entre os cinco primeiros da geral”, contou Matton.

O rali de Portugal, que vai acontecer entre os dias 18 de 21 de maio, terá o maior número de WRC's inscritos, com pelo menos treze máquinas oficiais e mais alguns privados.

domingo, 14 de maio de 2017

Youtube Motorsport Video: A segunda corrida da TCR Series em Monza

Uma semana depois de correrem em Spa-Francochamps, a TCR Series foi logo para Monza, onde correu a quarta jornada dupla deste campeonato de turismos. E aqui, na primeira corrida, que aconteceu ontem, o italiano Roberto Colciago levou a melhor, batendo o húngaro Atilla Tassi e o espanhol Pepe Oriola.

Agora, na segunda corrida, com Hugo Valente na pole-position, restava saber quem levaria a melhor. Eis o video da prova na sua íntegra.

Formula 1 2017 - Ronda 5, Espanha (Corrida)

A qualificação de ontem foi bem interessante de se seguir, não tanto por causa dos pilotos da frente, que não passaram de uma hierarquia do qual já sabemos desde a Austrália - mas que, mesmo assim, dá duelos entre equipas, que é o que interessa mais. Após quatro corridas, há um equilíbrio entre Ferrari e Mercedes, enquanto que a Red Bull vem a seguir. Mas o mais interessante foi ver Fernando Alonso, que fez o seu melhor - e mais algum - para conseguir um sétimo lugar na qualificação, pois estava a correr em casa.

Assim sendo, a corrida espanhola - a primeira verdadeiramente europeia, pois é aqui que aparecem as "motorhomes", por exemplo, tinha mais motivos de interesse. Até o boletim meteorológico era interessante, pois previa-se chuva na zona da Catalunha. Contudo, a poucos minutos da corrida, via-se que tal hipótese não aconteceu. Mas até foi bom, porque não creio que os fãs quisessem ver corridas a começar atrás do Safety Car, por exemplo.

A corrida começava com confusão: Kimi Raikkonen e Max Verstappen tocaram-se (mas quem começou foi Valtteri Bottas...) e ambos acabaram prematuramente a sua corrida, enquanto que Fernando Alonso acabava na gravilha, mas voltou à pista no meio do pelotão. Quem também acabava a corrida era Felipe Massa, também com problemas e caia para o último posto. Na frente, Sebastien Vettel estava na frente dos Mercedes, de Daniel Ricciardo e dos Force India.

Com o passar das voltas, Vettel abriu vantagem sobre os Mercedes, chegando a dois segundos e meio na sétima volta para Hamilton. Bottas estava já a oito segundos. E cedo, os pilotos foram às boxes, por causa dos pneus moles: na volta 15, Vettel ia às boxes, deixando Hamilton na frente.

Depois, foi a vez de Hamilton ir às boxes, enquanto que o alemão da Ferrari colou-se à traseira do Mercedes de Bottas, aguentando as investidas do carro vermelho. Ele ainda não tinha ido às boxes na volta 24, na altura em que Vettel o tentou passar, mas não conseguiu. Conseguiu na volta seguinte, no final da reta, com algumas manobras um pouco ortodoxas...

Pouco depois, na volta 27, Bottas vai às boxes.

A partir dali, as coisas acalmaram-se, com Vettel e Hamilton a andarem relativamente juntos - cerca de cinco segundos de diferença entre eles - enquanto que Pascal Wehrlein dava nas vistas ficando na sétima posição, mantendo o mesmo jogo de pneus. E de repente, na volta 35, entrava o Virtual Safety Car (VSC) por causa de um toque entre Felipe Massa e Stoffel Vandoorne, que levou ao abandono do piloto belga. O McLaren ficou numa posição perigosa na curva 1, e ele tiveram de o tirar dali.

E essa foi uma altura em que muitos aproveitaram para ir às boxes, trocando de pneus, e isso incluiu Pascal Wehlrein, que caiu para o décimo posto, E Lewis Hamilton, que aproveitou para parar no final da volta 36, precisamente no momento em que acabava o VSC. Na volta seguinte, Vettel também foi para as boxes, saindo na frente de Hamilton. Ambos andaram a tocar-se, mas o alemão levou a melhor.

Imediatamente a seguir, Valtteri Bottas fica fora da corrida, ficando com menos um carro entre os da frente, na mesma altura em que Hamilton tentava apanhar Vettel. E ele conseguiu apanhá-lo na volta 44, no final da reta.

A partir dali, não houve grandes feitos. Vettel e Hamilton tinham estabilizado a diferença entre eles, e as coisas ficaram assim até à final, apesar do alemão da Ferrari ter pensado em fazer uma terceira paragem nas boxes, mas depois acabou por desistir. Ainda antes do fim, Daniil Kvyat e Kevin Magnussen lutavam pelo nono posto, com toques e tudo, mas acabou com o dinamarquês nas boxes, por causa de um furo. E quem beneficiou disto tudo? Wehrlein, que  por causa da penalização - que o arriscava a colocar fora dos pontos - acabou no oitavo lugar e deu os primeiros pontos do ano para a Sauber.

No final, Lewis Hamilton cruzou a meta como vencedor, na frente de Sebastian Vettel. Mas ambos tinham dado "calendários" para Daniel Ricciardo, o terceiro classificado. Os Force India, discretamente, eram quarto e quinto - Sergio Perez e Esteban Ocon - beneficiando das desistências dos pilotos da frente, na frente de Nico Hulkenberg, o piloto da Renault. Depois de Sainz e Wehrlein, Daniil Kvyat e Romain Grosjean fechavam os lugares pontuáveis.

Com isto, a Mercedes voltou a marcar pontos à Ferrari, mas este é um campeonato equilibrado. Ainda há muito pela frente, e nada garante que a Scuderia responda já no Mónaco, ou que um dos candidatos ao título tenha o mesmo azar que os outros tiveram agora em Barcelona. Mas que ninguém diga que este campeonato é aborrecido!

Para finalizar: Fernando Alonso, 14º na corrida caseira, mostrou a bandeira espanhola perante os seus fãs. Querem ver que ele estava a fazer a sua despedida? 

sábado, 13 de maio de 2017

Formula 1 2017 - Ronda 5, Espanha (Qualificação)

Barcelona é a primeira corrida do ano em solo europeu. E quando digo "solo europeu", falo daquela parte onde podemos ver os enormes camiões das equipas no "paddock", onde alguns deles podem se juntar a formar aqueles edifícios das equipas, onde eles podem servir os convidados (e outros) com tudo aquilo que podem encontrar num bar - ou restaurante - de quatro ou cinco estrelas, onde os patrocinadores tentam ficar espantados com aquilo que têm e convence-los a depositar o seu dinheiro num desporto que é verdadeiramente... caro.

Mas se ganhar corridas, é um dinheiro bem investido. Algo que não acontece quando está do lado errado da História, que parece estar Fernando Alonso. Mais uma vez, nesta sexta-feira, viu o seu carro parar ao fim de... três curvas (no primeiro treino livre) e já disse que caso não haja desenvolvimentos - que andam cada vez mais perto do milagre do que outra coisa - ele poderá pensar em outras paragens. Qualquer paragem onde ele possa ter uma chance de vencer, digamos assim. 

E assim, a McLaren decai cada vez mais na Formula 1. Parece que o contrato com a Honda é cada vez mais um veneno. Em contraste, o pessoal da Liberty Media quer dar mais novas experiências aos fãs, e algumas delas envolvem o regresso do bilugar, e um passeio na pista por parte dos pilotos logo após a qualificação, com os pilotos a falarem no meio da pista. 

Para este sábado, com o tempo primaveril - com nuvens aqui e ali - máquinas e pilotos preparavam-se para mais uma qualificação no circuito de Montmeló, relativamente cheio para ver os pilotos darem o seu melhor.

A qualificação começa com um grande susto, quando Sebastian Vettel dexou cair o seu motor abaixo por causa do seu turbo, mas depois conseguiu fazer Ctrl+Alt+Del no seu carro e este voltou a funcionar, para alivio de todos em Maranello. Depois disso, conseguiu fazer um bom tempo, suficiente para colocar o seu carro nos melhores tempos.

Eliminados no Q1 estão Marcus Ericsson, Joylon Palmer, o Williams de Lance Stroll, o McLaren de Stoffel Vandoorne e o Toro Rosso de Daniil Kvyat.

Na Q2, os primeiros carros foram os da Mercedes, para marcarem tempo com os pneus moles, e claro, marcaram logo um bom tempo. Contudo, Sebastian Vettel fez 1.20, 295 e ficou com o segundo tempo, entre os dois Mercedes. As coisas acalmaram-se até à fase final, onde não há melhoras nos tempos da frente, mas atrás, as coisas ficaram definidas desta forma, com Fernando Alonso, por exemplo, conseguir levar o carro para a Q3, no último lugar disponível. E foi a primeira vez neste ano que conseguiu.

Quem ficou de fora? Os Haas de Kevin Magnussen e Romain Grosjean, o Sauber de Pascal Wehrlein, o Toro Rosso de Carlos Sainz e o Renault de Nico Hulkenberg. Ou seja, a acompanhar o McLaren-Honda, iam pilotos como Felipe Massa e os Force India de Esteban Ocon e Sergio Perez.

A Q3 começa com os três pilotos mais velozes em pista, para marcar o seu tempo. Primeiro, Bottas faz 1.19,390, depois Hamilton melhorou para 1.19,149. Kimi Raikkonen faz o terceiro melhor tempo, e Vettel fica logo atrás. Os Red Bull ficavam com a terceira fila.

A parte final da qualificação foi interessante. Bottas tentou mais uma vez ficar com o melhor tempo, mas foi batido por Sebastian Vettel, mas nenhum dos dois conseguiu bater Lewis Hamilton e ele fez a sua segunda pole-position do ano. Com os Red Bull a ficar com a terceira fila, foi bem interessante ver Fernando Alonso a dar o seu melhor para ser sétimo na grelha, na frente dos Force India e do Williams de Felipe Massa, que é nono, entre Perez e Ocon.

Normalmente, a corrida espanhola não é das mais emocionantes - bem pelo contrário - mas a qualificação mostrou algumas coisas bem interessantes de se ver. Primeiro, vai ser uma corrida bem disputada, e segundo, o vencedor não está definido. É verdade que Lewis Hamilton tem a vantagem, mas apesar das estatisticas estarem a seu favor - em quase 80 por cento das vezes, o vencedor é o poleman - há quem tenha sempre um truque na manga. Não Fernando Alonso em 2013 com o seu Ferrari, mas com Valtteri Bottas e os Ferrari atrás dele, já mostraram ter excelentes estratégias para o superar...