segunda-feira, 24 de abril de 2017

No Top Gear desta semana...


Top Gear S24E07 por hagaid
... tudo que e bom chega ao fim. É o último episódio da temporada 24, e eles decidiram fazer algo interessante: tornar um dos carros mais feitos da história do automóvel, um Ssangyong Rodius, num iate. E essa é uma das histórias deste episódio.

Mas também aparecerão carros, como o Porsche Cayaman S - guiado por Chris Harris - outros com várias rodas e lagartas (e uma excursão de pessoas nuas...), e o Jay Kay é o convidado especial... e Eddie Jordan falou com o "anãozinho tenebroso", também conhecido como Bernie Ecclestone

domingo, 23 de abril de 2017

Youtube IndyCar Press: A conferência de imprensa de Fernando Alonso em Barber

A noticia da chegada de Fernando Alonso à IndyCar, para correr nas 500 Milhas de Indianápolis provocou ondas de choque um pouco por todo o mundo automobilístico, e hoje, o piloto espanhol esteve em Barber Motorsports Park, em Alabama, para a terceira corrida do campeonato IndyCar. Com Zak Brown, Mark Miles (o presidente de Indianápolis Motor Speedway) e Michael Andretti, Alonso falou sobre aquilo que irá esperar dentro de cerca de um mês.

CNR: Vieira e Fontes satisfeitos com o resultado

Um dia depois do Rali Casino de Espinho, os protagonistas da quarta prova do campeonato nacional de ralis falaram sobre o que foi a quarta prova do Nacional de ralis. Se José Pedro Fontes estava feliz pelo segundo lugar alcançado - que o mantêm no comando do campeonato - já Carlos Vieira não deixava de exprimir o que vinha na alma. 

"Foi a minha primeira vitória nos ralis, depois de passar um ano a tempo inteiro na modalidade. Só eu sei o passei até aqui e por isso estou muito feliz e finalmente em paz. Obrigado aos que sempre acreditaram, mesmo nos momentos mais difíceis, que foi quando por momentos deixei de acreditar em mim, obrigado à família, ao meu navegador, amigos, à minha equipa, e ao Abel! Ao Zé Pedro Fontes, um obrigado especial, por todo o apoio e motivação, e por sempre ter acreditado", comentou Vieira. 

Não conseguimos ganhar, apesar de termos recuperado durante a parte da tarde. Foi um rali exigente e muito disputado, sendo que a vitória era o nosso objectivo. Fizemos o que estava ao nosso alcance e, assim, só dar os parabéns ao Carlos Vieira e ao Jorge Carvalho pela excelente prova que realizaram. O carro este bem e o resultado final, não sendo o que queríamos, foi bastante positivo. A verdade é que em três provas garantimos outros tantos pódios”, comentou Fontes.

O Nacional de Ralis continua entre os dias 19 e 21 de maio, com o Rali de Portugal, enquanto que a seguir, no inicio de junho, os pilotos voltarão a mais um rali de asfalto, o Vidreiro. 

sábado, 22 de abril de 2017

CNR 2017 - Rali Casino de Espinho (Final)

À quarta prova do campeonato nacional de ralis, parece que temos um estreante nos ralis. Carlos Vieira valeu por fim da sua velocidade nos troços de asfalto e conseguiu vencer a José Pedro Fontes, ambos em Citroen. A vitória de Vieira é mais do que justa, já que ele procurou por isto ao longo dos últimos ralis, sem grande sucesso. Contudo, hoje, em Espinho, conseguiu aquilo que queria. João Barros, o primeiro líder deste rali, fechou o pódio, já bem distante dos dois, e o único que ficou a menos de um minuto do vencedor, no final deste rali.

Depois de João Barros ter vencido a especial de abertura e em consequência, ficar com a liderança do rali pela menor das margens sobre Carlos Vieira, José Pedro Fontes atacou logo no inicio da manhã, vencendo a segunda especial. Contudo, Vieira ficou em segundo e com a liderança, conseguindo uma vantagem de 3,4 segundos sobre Barros. Mas quem venceu nessa especial tinha sido José Pedro Fontes, que obteve uma vantagem de 0,4 segundos, insuficiente para conseguir apanhar quer o piloto da Citroen, quer o próprio Barros. Mas aproximava-se de ambos, que era algo que interessava.

Quem se penalizava era Ricardo Teodósio, que perdeu a chance de fazer algo bom neste rali, perdendo 27,1 segundos e a liderança do Grupo N para Carlos Martins.

Vieira ganhou na terceira especial, a primeira passagem por Arestal, batendo Fontes por 0,6 segundos, enquanto que João Barros distanciava-se dos dois primeiros, sendo terceiro, a 8,5 segundos, e perdendo o segundo posto para Fontes. O total acumulado já era de 11,5 segundos para o piloto da Ford. Pedro Meireles era o quarto na especial, a 14,6 segundos do vencedor, com Miguel Barbosa em quinto na especial, com o piloto da Skoda a perder 21,8 segundos para os primeiros.

E na quarta especial... Vieira conseguia de novo! O piloto era o melhor na primeira passagem pelo Rio Caima, batendo Fontes por 2,8 segundos e Barros por 6,2. Pedro Meireles era o quarto, a 12 segundos, e Miguel Barbosa o quinto, a 21,2 segundos. A mesma coisa aconteceu na quinta especial, na primeira passagem por Ferreira de Castro, e parecia que Vieira iria imparável rumo à vitória. Por esta altura - e apesar de ter conseguido apenas cinco décimos nesta especial - a vantagem entre ele e Fontes já era de 7,6 segundos, com João Barros a ser o terceiro, a uns "distantes" 24 segundos. Pedro Meireles era o quarto, a 48,7 segundos, e Miguel Barbosa já tinha um minuto e dois segundos de diferença para o primeiro.

Com as especiais de Gaia canceladas, a parte da tarde foi um dielo entre Fontes e Vieira. O campeão nacional atacou, vencendo na segunda passagem por Burgães, mas tirou apenas oito décimos sobre Vieira, insuficiente para se aproximar de forma a ficar com a liderança. João Barros ficava a 3,4 segundos, e consolidava o terceiro posto, cada vez mais distante de Pedro Meireles, quarto na geral e na etapa, perdendo mais 8,7 segundos.

Fontes continuou ao ataque, tirando mais 1,3 segundos na segunda passagem por Arestal, com Barros a ser terceiro... a 11,5 segundos. Por esta altura, a diferença tinha ficado pelos 5,5 segundos e parecia que iria haver duelo até ao fim, mas Fontes não tirou mais do que 0,5 segundos na segunda passagem pelo Rio Caima, e parecia que Vieira tinha tudo controlado. É verdade que cinco segundos não parecem ser muito, mas parecia que Vieira tinha tudo controlado.

E assim foi: Fontes venceu na última classificativa, a segunda passagem por Ferreira de Castro, mas tirou apenas um segundo, com Joaquim Alves a ser o terceiro na especial, a 8,4 segundos. Mas tudo estava decidido, e Vieira foi para Espinho comemorar uma inédita vitória no CNR. E ambos deixaram João Barros muito distante, a 55 segundos, o que mostra o elevado grau de competividade entre os dois primeiros.

Miguel Barbosa foi o quarto, a já uns distantes dois minutos e 17 segundos, mas conseguiu ser mais regular do que alguns dos seus concorrentes mais diretos. Joaquim Alves foi o quinto, a dois minutos e 28 segundos, na frente de Elias Barros, a quase quarto minutos do vencedor. Carlos Martins foi o melhor dos Grupo N, mas ficou a pouco mais de dez segundos de Ricardo Teodósio. Paulo Neto e Gil Antunes fecharam o "top ten" neste rali.

Agora, máquinas e pilotos preparam-se para o Rali de Portugal, em meados do mês que vêm.

CNR: João Barros é o primeiro líder no Rali Casino de Espinho

O piloto João Barros é o primeiro líder do Rali Casino de Espinho, realizadas estão as três primeiras especiais deste dia. O piloto do Ford Fiesta R5 conseguiu bater Carlos Vieira por apenas... um décimo de segundo, depois das passagens pela especial de Santa Maria da Feira.

Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5, foi o terceiro, a cinco décimos de segundo, com Pedro Meireles a ser quarto, já a 2,1 segundos do líder. Ricardo Teodósio foi um surpreendente quinto, a 3,4 segundos, na frente de José Pedro Fontes, que foi mais prudente e fez apenas o sexto tempo, a 4,2 segundos. Joaquim Alves foi o sétimo, noutro Ford Fiesta R5.

O resto do rali acontecerá ao longo deste dia de sábado, com o rumor de que as duas passagens por Gaia, numa Special Stage no centro da cidade poderão ter de ser canceladas, diminuindo as classificativas para nove.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Piloto perde a vida em rali francês

Sexta-feira acabou mal para os ralis um pouco ela Europa. Depois de esta tarde, o Targa Flório ter sido cancelado à conta de um acidente mortal na terceira classificativa, com a morte do piloto Mário Ammendola e de um comissário de pista, soube-se esta noite que outro piloto perdeu a vida no rali Lyon-Charbonniers, vitima de um despiste.

Vincent Perrin, de 31 anos, perdeu o controlo do seu carro, um Citroen Saxo N2,  na sexta especial, acabando por morrer. O seu navegador, Vincent Rigaud, ficou ferido, mas não corre risco de vida, segundo conta a organização.

"Esta sexta-feira, 21 de abril, pelas 20:59, o carro numero 140 saiu de estrada, com a ambulância a chegar no local do acidente. Uma vez lá, o médico confirmou a morte do piloto, Anthony Perrin, 31 anos de idade. Seu co-piloto, Vincent Rigaud, foi levado ao hospital para testes, mas o seu prognóstico é reservado", afirmou a organização, em comunicado oficial.

O Lyon-Charbonniéres é a segunda prova do campeonato francês de ralis, e é essencialmente em asfalto. Um dos concorrentes era Diogo Gago, que acabou por desistir, vitima de falha nos seus travões.

Grave acidente no Targa Florio

O piloto local Mauro Amendolia e um comissário de pista morreram esta tarde durante o Rally Targa Florio, quando o seu carro se despistou, acabando na berma. A navegadora foi levada para o hospital em estado grave. O rali foi cancelado de imediato.

O acidente aconteceu durante a terceira especial do rali, que conta para o campeonato italiano. Amendolia, que guiava um Mini Cooper R1T, estava a completar o percurso quando perdeu o controlo do seu carro, atropelando o comissário que estava no seu caminho. Ambos acabaram por morrer.

A navegadora, Gemma Amendolia (filha do piloto), foi transportada para o hospital com ferimentos graves. O rali, que era liderado pelo veterano Paolo Andreucci, acabou por ser cancelado.

Já não é a primeira vez que acontecem acidentes fatais nesta clássica do automobilismo. Em 2012, a tragédia atingiu Craig Breen quando se envolveu num acidente quando embateu contra um guard-rail, matando o seu navegador, Garth Roberts.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A imagem do dia

Se estivesse vivo, Phil Hill faria hoje 90 anos. O primeiro campeão do mundo americano, que alcançou o título em 1961 pela Ferrari, em circunstâncias adversas, viveu - e sobreviveu - a uma era onde as suas possibilidades de morte eram altas. Em Monza, a corrida que lhe deu o título viu o seu companheiro de equipa - e maior rival - morrer vitima de um acidente envolvendo Jim Clark, matando mais 14 pessoas.

Mas antes disso, viu outros pilotos do seu tempo - especialmente os da Ferrari - morrerem em acidentes mais ou menos horríveis. Desde Alfonso de Portago, nas Mille Miglia, a Peter Collins, passando por Mike Hawthorn ou Luigi Musso, foi através dessa contabilidade macabra que ele subiu na hierarquia, acabando na Formula 1 e na Endurance, vencendo por três vezes as 24 horas de Le Mans - 1958, 61 e 62, sendo o único que venceu Le Mans e o Mundial no mesmo ano.

E em todos eles, teve ao seu lado outro sobrevivente desses tempos: o belga Olivier Gendebien.

Depois de sair da Ferrari, no final de 1962, só conseguiu... mais um ponto, em 1964, pela Cooper. E alguns sustos, principalmente no GP da Áustria de 1964 quando o seu carro teve uma fuga de combustível e explodiu. Antes disso, tinha passado pela ATS, Automobili Turismo e Sport, (não a ATS de Gunther Schmid, uma década depois), onde o carro foi um verdadeiro fracasso.

Sobre Hill e Von Trips, trago esta imagem tirada por Bernard Cahier, em Spa-Francochamps, em 1960. Mais do que uma rivalidade, havia amizade e respeito.

P.S: Por uma incrivel coincidencia, este é o meu post numero treze mil neste blog. Até acho fantástico que esta marca simbólica seja preenchida por algo histórico como este.

A chance da India ter o WRC?

O Mundial de Ralis está, desde há algum tempo, a pensar expandir-se em termos de calendário, num evento mais mundial. Apesar da tentativa na China se ter abortado no ano passado, outros ralis, em outros países, estão também à vista. Fala-se que o Safari poderá regressar, algures no final da década, fala-se que a Nova Zelândia tentará o mesmo, mas o mais recente país a tentar a sua sorte no WRC é a India.

O país recebe regularmente uma prova no campeonato Ásia-Pacifico, e um dos seus pilotos mais proeminentes é Gaurav Gill. Aos 35 anos, venceu o campeonato por duas vezes, em 2013 e 2016, neste último campeonato tendo vencido cinco provas, uma delas o próprio rali da India.

Esse rali foi um tremendo sucesso, com os pilotos a elogiarem a natureza exigente do percurso. E claro, com isso, os indianos já iniciaram contactos com os promotores do WRC sobre a ideia de receberem uma prova do Mundial.

A prova do Campeonato Ásia-Pacífico foi um grande evento no nosso país e espero que um dia possam trazer aqui o WRC”, começou por dizer o piloto de 35 anos.

O WRC exige muita disciplina e um apoio logístico de grandes empresas. Tenho a certeza (que uma prova do Campeonato do Mundo) que se um organizador quiser trazer a modalidade a esse nível todas as coisas têm de ser tratadas com muita antecedência. Precisamos de muito da parte de parceiros, com diferentes empresas a terem que participar, porque haverá cerca de 125 carros, que é a média esperada” continuou.

Formula 1 em Cartoons - China (Cire Box)



O GP da China já foi há duas semanas e meia, mas só agora é que o "Cire Box" é que conseguiu fazer a "banda desenhada", onde Lewis Hamilton conseguiu vencer a Sebastien Vettel, empatando na classificação geral. 

E algumas piruetas que aconteceram naquela corrida, que começou molhada...

Saúde, evolução e a generosidade das pessoas

Ontem à tarde, tinha falado de Billy Monger, do seu acidente e das péssimas consequências. Como todos sabem, o britânico de 17 anos perdeu ambas as pernas após um horrível acidente em Donington Park, colidindo em frente com o carro do finlandês Patrik Pasma, que ia em velocidade bem mais lenta devido a problemas de motor.

Contudo, tinha falado também sobre a forma não muito ética sobre como é que as pessoas souberam disso: através de uma página de "crowdfunding" onde se apelava à comunidade automobilística - e algo mais - para que doassem o que pudessem para um fundo feito em seu nome. Isto sem, por exemplo, uma declaração vinda do hospital, a dar conta do seu estado de saúde. E foi por isso que durante algum tempo fiquei muito relutante em escrever a noticia, quando tens uma só fonte.

Felizmente, passado um tempo, soube de mais. Um bom amigo meu que tenho na Grã-Bretanha explicou-me o que se passa. Basicamente, eram duas coisas: a privacidade da familia, neste momento delicado, e também o seguro que os pilotos assinam no momento em que competem. Pelos vistos, como era um relativamente simples, não deve cobrir todas as despesas médicas que têm neste momento. Daí a razão deste "crowdfunding": para cobrir a parte que o seguro poderá não cobrir.

E a resposta foi avassaladora: em menos de um dia, o objetivo foi ultrapassado. 310 mil libras por volta da meia-noite de ontem. E entre os generosos contribuintes - mais de 7500 - estão pessoas como Jenson Button, que deu 15 mil libras, por exemplo. Chip Ganassi deu mil libras, e uma garota de 11 anos deu duas libras, dizendo depois que "pedia desculpa por não poder dar mais".

Para além disso, o hospital onde está internado emitiu um boletim médico sobre a sua situação, onde fala que está em coma induzido, mas que a sua situação, apesar de ser grave, é estável. E a familia de Monger também emitiu um comunicado a agradecer toda a ajuda prestada até ao momento.

"A família de Billy gostaria de expressar sua gratidão pela atenção médica de primeira classe dada pelo Queen's Medical Center em Nottingham e aproveitar esta oportunidade para agradecer às equipas médicas, comissários de pista, equipas de resgate e pessoal da ambulância aérea pela sua rápida resposta e trabalho duro.

"Além disso, eles gostariam de agradecer aos colegas de Billy, amigos, fãs e todos que demonstraram seu afeto por ele nos últimos dias. Essas mensagens ajudam a dar a força necessária para o processo de recuperação que está ainda por vir.

"A comunidade da Formula 4 e o mundo do automobilismo mais amplo estão, sem dúvida, entristecidos por essa notícia, mas são convidados a respeitar o desejo da família de privacidade durante este momento difícil", conclui o comunicado.

Em jeito de conclusão, as minhas dúvidas foram respondidas, e o processo ficou mais claro agora. E ao longo deste dia, pode-se ver até que ponto esta comunidade automobilistica foi capaz de ajudar um dos seus quando passou por uma situação complicada como aconteceu agora ao Billy Monger. Vai ser longo e duro, mas espera-se que se inspire noutros exemplos para se superar e ser feliz no automobilismo ou noutra modalidade.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Moral e ética em situações complicadas

O acidente no passado domingo, do piloto britânico Billy Monger, durante uma prova de Formula 4 britânica, teve consequências graves. Sabia-se que o piloto de 17 anos tinha tido fraturas graves nas pernas, braço e pulso, mas hoje soube-se que acabou por ter de ser amputado abaixo do joelho. Monger, que era sexto no campeonato de Formula 4 britânico, estava a ganhar lugares quando embateu fortemente na traseira do carro do finlandês Patrik Pasma. Este foi transportado para o hospital em observação, mas acabou por ter alta no dia seguinte.

O problema disto tudo é que, à hora em que escrevo isto, o comunicado oficial é uma página de crowdfuning, assinado pela equipa e pela familia. Não há um comunicado do hospital onde está internado, não há um comunicado da organização da própria Formula 4 britânica e mesmo o comunicado da sua equipa, a JHR Developments, no Twitter, remete para o mesmo site, para doar o mais possivel. O valor é, à partida alcançável - 260 mil libras - e até agora, já conseguiram mais de 80 mil, cerca de 25 por cento do valor.

Honestamente, não quero colocar isto em questão, porque acho que é uma situação grave e o garoto merece todo o nosso apoio neste momento muito dificil. Só que não gosto de confiar numa só fonte, pois pode ser uma armadilha. Não é que seja cético, mas a situação é muito séria, pois falamos de um garoto de 17 anos que aparentemente, perdeu as pernas. Ao ver a velocidade das pessoas partilharem uma página, com uma explicação aparentemente oficial, sem mais perguntas, confunde-me. Confunde-me até que ponto as pessoas confiam de uma forma cega a algo que até pode ser usado para fins pérfidos. É esse o meu receio: que tudo pode ser treta.

Mesmo que isto tudo seja verdade - espero ardentemente que sim - isto levanta outras questões, mais éticas. Em noticias delicadas como esta, a minha experiência automobilística diz que "no news is bad news", ou seja, quando há um manto de silêncio vindo do hospital após um acidente muito grave é sinal de que as noticias são más. E quando o pior acontece, como já vi ao longo dos anos, os primeiros a avisar são as famílias. E só dali a uma ou duas horas, a noticia é dada ao mundo, pelo hospital.

Eu não acuso nada. Simplesmente quero algo bem feito, para depois podermos ajudar este pobre rapaz, que teve a sua vida mudada aos 17 anos de idade, um acidente horrivel do qual todos viram pela televisão, num acidente que faz lembrar muito Alex Zanardi, há mais de 15 anos, em Lausitz. Um pouco de paz de espírito é o que desejo, mais nada. Porque o meio onde trabalho já levou muitas pancadas, e mais uma seria péssimo. Para o bem de todos nós.

CNR: Divulgada a lista de inscritos para o Rali de Espinho

A organização do Rali de Espinho divulgou esta terça-feira a sua lista de inscritos, e entre os 32 carros participantes em quatro categorias - CNR, CNR GT, Nacional de Iniciados e Nacional de Clássicos - há alguns nomes interessantes.

Destaca-se o regresso de José Pedro Fontes, que pautou pela ausência nos Açores, enquanto que outros pilotos como João Barros, Pedro Meireles, Carlos Vieira e Miguel Barbosa, que foram correr na última prova do nacional, estarão também presentes. Ricardo Teodósio, que corre num Mitsubishi Lancer EVO X de Grupo N, também estará presente.

Entre os regressos, destaca-se Adruzilo Lopes, que aparece um Porsche 997 RGT, bem como Joaquim Alves, num Ford Fiesta R5. Entre os ausentes, destaca-se Ricardo Moura e Bruno Magalhães - o primeiro não tem intenções de disputar provas no continente, e o segundo vai correr em provas seleccionadas - enquanto que Manuel Castro, que correu em Fafe com o Hyundai i20 R5, também não estará presente, depois de falhar a presença no Rali de Castelo Branco.

A quarta prova do Nacional de ralis irá decorrer nos dias 21 e 22 de abril, e terá dez especiais de classificação, com duas especiais urbanas - uma em Santa Maria da Feira, na sexta-feira à noite, e uma dupla passagem em Gaia, no sábado à tarde.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A imagem do dia

Se fosse vivo, Jochen Rindt faria hoje 75 anos de idade. Um dos pilotos mais velozes do seu tempo, o piloto austríaco passou por equipas como Cooper, Brabham e Lotus, e que teve a sua caminhada imparável rumo ao título mundial de 1970 tragicamente interrompido no fim de semana de Monza, a 5 de setembro de 1970, aos 28 anos de idade.

O grande mistério sobre Rindt - e do qual nunca teremos resposta - é saber o que iria fazer depois do título mundial. Muitos falam que ele iria retirar-se, uma decisão que ele teria tomado depois do acidente mortal do seu amigo Piers Courage, na Holanda, mas aparentemente, ele teria reconsiderado e pensava "comprar" o seu contrato e regressar à Brabham, como campeão do mundo. E tinha como intenções ter uma equipa de Formula 2, e acolher Emerson Fittipaldi num futuro próximo, pois ele tinha visto potencial no piloto brasileiro.

Dada a sua associação com Bernie Ecclestone, seu manager, não ficaria admirado com o regresso à Brabham. No final de 1968, Rindt, indeciso entre continuar nessa equipa (tinha conseguido duas pole-positions) e rumar à Lotus, tinha ouvido o seguinte conselho de "Black Jack": "Se queres ser campeão do mundo, vai para a Lotus. Se quiseres viver, fica na Brabham". 

Um regresso à Brabham, como forma de agradecimento, teria a sua lógica como piloto, para gozar os seus últimos anos de carreira, mas também como dono de equipa, dado que ele sabia que Brabham, então com 44 anos, queria regressar à Austrália. Rindt e Ecclestone como donos de equipa, dinamizando-a para o patamar que teve depois, ao longo dos anos 70 e 80, teria a sua lógica, bem como algumas escolhas que Ecclestone fez depois. Por exemplo, a contratação de Niki Lauda, depois de ter ido para a Ferrari.

Mas como digo, tudo isto não passa de um gigantesco "e se", e quero acreditar que ele queria conquistar o título, mais para provar que conseguira e sair vivo dali. Infelizmente, não teve tempo. 

WRC: Esapekka Lappi vai correr o Rali de Portugal como terceiro piloto

O finlandês Esapekka Lappi fará a sua estreia no WRC no Rali de Portugal como terceiro piloto da Toyota. O anuncio foi feito hoje no sitio oficial da marca, com Lappi, o campeão do WRC2 do ano passado, a estar bastante feliz pelo anuncio.

Este é o momento para o qual trabalhei toda a minha vida. É uma oportunidade incrível para conduzir um World Rally Car e estou muito satisfeito”, começou por dizer Lappi.

Não realizei muitos testes com o Yaris WRC pelo que vou precisar de ganhar experiência já que é um grande salto face aos R5”, concluiu.

Tommi Mäkinen, o chefe da Toyota Gazoo Racing, explicou que a principal tarefa do piloto finlandês será chegar ao fim e obter dados para a equipa: “Esapekka é um piloto jovem e com ambição, mas não teve muito tempo com o carro antes do seu primeiro rali", começou por dizer o tetracampeão do mundo de ralis.

"Sei que o Esapekka irá fazer o seu melhor e o objectivo para ele é o mesmo de toda a equipa – ele tem que terminar os ralis e recolher a maior quantidade de informação possível. Podemos ainda fazer muitos progressos e ele vai ser uma parte importante desse processo de desenvolvimento”, concluiu.

Lappi, de 26 anos, já fez 21 ralis ao longo da sua carreira, e a partir de 2013, sempre a bordo de um Skoda Fabia R5, onde foi campeão europeu em 2014 e vencedor do WRC2 em 2016. O seu melhor resultado foi um sétimo lugar no rali da Alemanha. Este ano, é piloto de testes da Toyota e vai fazer em terras portuguesas a sua estreia num carro de WRC.

Formula E: Conway corre em Paris no lugar de Duval

O britânico Mike Conway irá correr no lugar de Loic Duval na ronda da Formula E em Paris, que vai acontecer a 20 de maio nas ruas da capital francesa. O piloto correrá pela Faraday Future Dragon Race, pois Duval terá compromissos na DTM, onde corre com um Audi R5 da Team Phoenix.

"Estou honrado por ter a oportunidade de competir com Faraday Future Dragon Racing ", começou por dizer Conway no comunicado oficial da equipa, após o seu anuncio oficial. "A equipa mostrou fervor e proeza técnica nesta temporada e estou confiante dos resultados positivos que podemos conseguir em Paris", concluiu.

Jay Penske, o dono da equipa e diretor da Dragon Racing, comentou: "Estamos muito felizes por Mike Conway se juntar a nós no próximo mês para o ePrix de Paris. Ele é um piloto experiente, que sempre respeitei, e acredito que seu talento e tenacidade contribuirão para o desempenho geral da equipe nas ruas da capital francesa", concluiu.

Conway tem experiência com a Venturi, correndo na temporada passada em sete provas, conseguindo sete pontos e um oitavo lugar em Berlim como melhor resultado. O britânico de 33 anos assinou com a equipa Dragon no inicio desta temporada, e chegou a participar nos testes de pré-temporada em Donington Park, mas acabou por sair antes de começar a temporada atual.

Noticias: Mallya ouvido pela policia britânica

Vijay Mallya, o dono da Force India, foi esta manhã detido pelas autoridades britânicas, no sentido de ser ouvido devido ao pedido da India de o extraditar devido a acusações de fraude relativas a um empréstimo à Kingfisher Airlines.

As autoridade judiciais britânicas confirmaram, em comunicado, a detenção de Mallya: “Agentes da unidade de extradição da Metropolitan Police detiveram, esta manhã, um homem com mandado de extradição. Vijay Mallya, de 61 anos, foi detido em nome das autoridades indianas devido a acusações de fraude. Ele foi detido depois de comparecer a uma esquadra de polícia em Londres e irá ser presente a tribunal ainda hoje”.

Depois de ter sido ouvido em tribunal, as autoridades judiciais decidiram libertá-lo sob fiança. Pouco depois, na sua conta do Twitter, Mallya disse que "estes procedimentos eram esperados" e que não está preocupado. "Continuarei a liderar a minha equipa de forma apaixonada", comentou noutro "tweet" da mesma rede social, e disse ainda confiar no sistema de justiça britânica, que a chamou de "imparcial" e "robusta".

Mallya está desde o inicio de 2016 em paragens inglesas, numa altura que já pendiam mandatos de captura contra ele. Um dos homens mais ricos do país, dono das cervejas Kingfisher, tentou a sua sorte na aviação, fundando a Kingfisher Airlines em 2003. Contudo, a rápida expansão tinha "pés de barro" e em 2012, afogada em dívidas, os seus vôos foram suspensos e em fevereiro do ano seguinte, as autoridades indianas retiraram-lhe a sua licença para voar, com dívidas de 350 milhões de dólares.

Youtube Rally Testing: Os testes de Kris Meeke em Portugal


Se ontem mostrei os testes de Sebastien Ogier, o atual líder do Mundial, hoje mostro os testes que Kris Meeke anda a fazer em Mondim de Basto, no norte de Portugal, com o objetivo de se preparar para os ralis da Argentina e claro, Portugal, com o Citroen C3 WRC. 

O video é de ontem, mas a marca francesa vai estar a testar até quinta-feira naquelas paragens, portanto, é altura de ver o que eles andam a fazer.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A imagem do dia

Frank Williams fez ontem 75 anos de idade, em pleno GP do Bahrein. Todos se lembraram dele no paddock, mas ele está cada vez mais afastado das luzes da ribalta. Em crescente debilidade, depois de ter sofrido uma pneumonia no outono passado, são cada vez mais as oportunidades para lembrarmos dos seus feitos e do legado que deixou para a sua filha e restante familia, agora que a equipa (na sua formação atual) faz 40 anos na Formula 1.

É a ocasião em que lembramos uma pessoa persistente, que ama a sua competição como ninguém e que merece, mais do que nunca, o seu lugar na categoria máxima do automobilismo. que conheceu o sucesso e o fracasso, as catacumbas e o topo da montanha. E que nunca descansou.

Frank Williams faz parte de uma era do qual a minha geração começou a ver Formula 1, e que hoje em dia, (quase) todos eles se reformaram. Agora que Bernie Ecclestone saiu de cena, e ele está retirado - não oficialmente, mas as suas aparições são cada vez mais raras - lembramos desta personagem que começou quase do zero para ser o dono da terceira equipa mais antiga na Formula 1 - McLaren e Ferrari são mais velhos do que ele - é um feito louvável. 

É por isso que se tem de celebrar o seu aniversário. Pelos seus feitos, e pela marca que deixa por aqui.

Youtube Motorsport Crash: O impressionante acidente na Formula 4 britânica

O dia automobilistico de ontem ficou marcado por esta imagem de uma das rondas da Formula 4 britãnica, em Donington Park. Aqui, O britânico Billy Monger sofreu o susto da sua vida quando bateu na traseira do carro de Patrik Pasma, da Carlin, que estava a abrandar na pista. O piloto britânico da JHR Developments, que estava em luta para subir posições, não teve qualquer chance de o evitar e embateu em cheio na traseira do carro dele, ficando ambos presos um ao outro.

O acidente arrepiou todos os que viram em direto, na câmara captada do carro de Monger. A prova acabou por ser interrompida e o piloto foi levado, ainda consciente, para o hospital. Ali, a informação vinda de lá indicava que Monger tinha lesões nas pernas, no braço e pulso direitos, embora ele nunca tenha corrido risco de vida.

Eis as imagens deste arrepiante acidente.

Youtube Rally Testing: Os testes de Sebastien Ogier em Portugal

Faltam duas semanas para o rali da Argentina, e máquinas e pilotos andam-se a preparar... em Portugal. Como ambos os ralis são em terra, as nossas paragéns são as ideais porque estão perto das suas fábricas, no centro da Europa. Com a Citroen a testar em Mondim de Basto (mostro-vos isso amanhã), hoje coloco aqui os testes que Kris Meeke andou a fazer no fim de semana de Pascoa em Arganil, acompanhado por Ott Tanak.

Ambos os pilotos andaram por ali durante esta semana, e sempre que existir a chance, coloca-se um video por aqui.

No Top Gear desta semana...


Top Gear S24-E06 por dailyTubeTV
Depois de uma semana de ausência, os meninos (e menina) do Top Gear estão de volta para falar sobre o Mercedes AMG GT R e... uma viagem a Cuba, onde Chris Harris e Rory Reid trouxeram carros dos anos 80 a um sitio onde os locais nunca os viram senão nos filmes... 

domingo, 16 de abril de 2017

Formula 1 2017 - Ronda 3, Bahrein (Corrida)

Nós, fãs do automobilismo, só nos lembramos do Bahrein duas ou três vezes ao ano quando a Formula 1 ou a Endurance passa por lá. Sabemos que a familia real é "petrolhead" e é a maneira que aquele pequeno arquipélago no meio do Golfo Pérsico, "encravado" entre a Arábia Saudita e o Qatar, está nas noticias. Mas o que tendemos a esquecer é que dentro daquele país, há dois países, e entre xiitas e sunitas, que convivem juntos, há tensões entre eles. A Primavera Árabe virou "inverno" por aquelas bandas, mas sempre que chega a Formula 1 por ali, a maioria xiita - sem poder naquele reino - decide manifestar-se contra as autoridades, e a Formula 1, claro, é o símbolo dessa opressão, como acontecia trinta anos antes com a África do Sul, quando a minoria branca mandava naquele país.

E claro, todos os anos, vemos as pessoas sair à rua, e a policia a reprimi-los com gás lacrimogéneo. E as redes sociais ajudam muito nesta divulgação de imagens. Mostram-nos que tudo o que viemos em 2011 e 2012 está meramente adormecido. O "vulcão" continua ativo, esperando pela melhor oportunidade em explodir de novo.

E é esse - e outros - "elefantes" no armário que falava esta semana.

Mas passando da agitação social para a agitação da corrida, o dia passou sem grandes problemas no circuito de Shakir, preparando-se para a corrida. Mas minutos antes dela, todos souberam que iriam começar com 19 pilotos: Stoffel Vandoorne tinha problemas de motor que não foram resolvidos a tempo, e não iria partir para a corrida.

Na partida, Bottas mantêm a liderança, com Vettel a ficar com o segundo posto e Hamilton o terceiro, pressionado pelos Red Bull. As coisas ficaram assim nas voltas seguintes, com Max Verstappen a pressionar o inglês para ver se ficava com o lugar mais baixo do pódio. Atrás, Esteban Ocon conseguiu recuperar o suficiente para chegar ao último lugar pontuável.

Nas voltas seguintes, com os três perto um do outro - pois estavam ao alcance do DRS - andavam a estudar uns aos outros para ver o que iriam fazer. Bottas tentava escapar de Vettel, mas o piloto da Ferrari não o largava. Atrás, depois dos Red Bull, Felipe Massa era sexto, aguentando os ataques de Kimi Raikkonen. Na volta oito, o finlandês da Ferrari conseguiu passar o piloto da Williams.

Todos andavam ao ritmo de Bottas, que era tão lento que a concorrência teve de encontrar alternativas. Na volta 10, Vettel foi às boxes, para ver se os conseguia livrar, e na volta a seguir, o mesmo fez Max Verstappen. Mas na volta seguinte, os travões do holandês falharam e ele acabou no muro de proteção.

Mas os problemas não terminavam ali. Na volta 13, Stroll e Sainz chocaram no final da reta da meta e ambos acabaram nas boxes, abandonando na hora. O Safety Car teve de entrar logo a seguir, e isso foi aproveitado por todos para mudar de pneus, com Valtteri Bottas a demorar um pouco mais para trocar, prejudicando a entrada de Lewis Hamilton. Claro, por agora, quem sorria era a Ferrari, pois Vettel era o líder, com Ricciardo entre os Mercedes.

E na volta 15, apenas 15 carros estavam na pista.

A corrida recomeçou no inicio da volta 17, com Vettel a defender-se de Bottas, enquanto que Hamilton passou Ricciardo. Massa e Raikkonen aproveitaram para depois passar o australiano, que no final dessa volta, caía para sexto. Nas voltas seguintes, o alemão da Ferrari começou a ir embora de Bottas, enquanto que vindo da torre dos comissários, Lewis Hamilton levava cinco segundos de penalização por terem entrado nas boxes... demasiadamente lento. Foi por causa do Bottas.

Entretanto, Vettel afastava-se cada vez mais de Bottas, que por sua vez, afastava-se de Hamilton. Massa era quarto, aguentando as investidas de Raikkonen, mas o piloto da Williams parecia que iria afastar-se de veterano finlandês. Contudo, na volta 24, Raikkonen conseguiu passar Massa. Três voltas depois, Hamilton passou Bottas, de uma certa forma, como que obedecesse a ordens de equipa. E ele tinha cinco segundos de penalização para cumprir...

Com isso, Hamilton aproximava-se de Vettel, fazendo diminuir a diferença de seis segundos para pouco mais de cinco em duas voltas. Enquanto isso acontecia, na volta 29, Massa era passado por Ricciardo, para ele ser quinto. E Perez aproximava-se...

Bottas para nas boxes na volta 31, e Vettel duas voltas depois, numa altura em que Hamilton se aproximava. Quando voltaram à pista, o alemão da Ferrari ficou na frente do Mercedes do finlandês, e tentava aproximar-se de Hamilton, que por esta altura, ainda não tinha parado nas boxes pela segunda vez. Quem parava, na volta 38, eram Raikkonen e Massa.

E a quinze voltas do fim, na volta 42, Hamilton cumpre a penalização e para nas boxes. Troca para pneus moles e assim, iria ao ataque de Vettel, mas por agora, era terceiro, atrás também de Bottas. Lá o britânico se aproximou para apanhar o finlandês, mas o alemão ia-se embora, quase com a vitória na mão. Hamilton acabou por passar Bottas na volta 47, mas parecia que Vettel estava bem longe para o apanhar.

E foi assim até ao final: Sebastian Vettel foi o grande vencedor no Bahrein, seguido por Hamilton e Bottas. Mesmo sem a penalização, o piloto britânico não era capaz de apanhar o piloto da Ferrari, que depois desta segunda vitória em três corridas - mais uma vitória da estratégia, diga-se - mostra que este vai ser um campeonato bem disputado, entre um que quer o tetra, e outro que quer o penta, a bordo de um Ferrari.

Agora, dentro de duas semanas, veremos mais corridas em Sochi, E com um campeonato indefinido.    

Youtube Motorsport Video: A segunda corrida do TCR no Bahrein

Depois de Roberto Colciago ter levado a melhor no sábado, esta manhã os pilotos enfrentaram o calor barenita para correr a segunda corrida do fim de semana. No final, foi o Alfa Romeo de Dusan Borkovic que levou a melhor nesta corrida, na frente dos Seat de James Nash e Hugo Valente.

O video da corrida na íntegra, podem ver aqui.

sábado, 15 de abril de 2017

A imagem do dia

Filipe Albquerque comemora de punho erguido a sua vitória nas 4 Horas de Silverstone, a primeira prova do Europeu de Endurance. E comemora com vigor: é que quem viu os minutos finais da corrida, reparou no esforço que fez a bordo do seu Ligier da United Autosports, para ir buscar o carro que estava à sua frente, o Oreca G-Drive então guiado por Ryo Hirakawa, este já sem pneus, enquanto que o cronómetro se aproximava do zero.

Foi emocionante, e de uma verta maneira, justo. Partiu de segundo e esteve estável. Na parte final, quando ele pegou no carro e fez a recuperação que todos viram, apenas mostrou que ele é um piloto veloz, um dos melhores dos dois lados do Atlântico. Bem servido na IMSA, ao lado de João Barbosa e Christian Fittipaldi, aqui na ELMS, este ano ao lado do suíço Hugo de Sadeleer e o americano William Owen, entrou com o pé direito, numa vitória que já merecia este ano, depois do que lhe aconteceu em Daytona.

Sem ter uma grande chance de correr na LMP1, no Mundial - um lugar que já merecia - ser candidato ao título (ou mesmo vencer) o Europeu de Resistência, provavelmente consagrado em Portimão, em outubro, seria ouro sobre azul de uma tempora que poderá ser de sonho para o piloto de Coimbra. Esperemos que sim.   

Youtube Racing Series: TCR 2017, a primeira corrida do Bahrein

Para além da Formula 1 e da Formula 2, o fim de semana barenita também têm o TCR, a série internacional de carros de Turismo, onde várias marcas têm carros, adquiridos a baixo custo, com o objetivo de correrem uns contra os outros nesta competição. Em pouco mais de dois anos, esta série alargou-se a mais de uma dezena de países e regiões. Portugal tem o seu TCR nacional, incluindo no campeonato nacional de velocidade e turismos, mas também terá em 2017 a versão ibérica.

Aqui, coloca-se o video da primeira corrida da ronda do Bahrein, que aconteceu esta tarde, e no qual venceu o italiano Roberto Colciago, na frente dos franceses Hugo Valente e de Jean-Karl Vernay. O georgiano Davit Kajala, líder do campeonato até aqui, não concluiu a prova. 

Amanhã é a segunda corrida desta ronda. 

Formula 1 2017 - Ronda 3, Bahrein (Qualificação)

Nem tivemos muito tempo para respirar entre a China e o Bahrein. Pelo meio, tivemos o sensacional anuncio de que Fernando Alonso iria correr as 500 Milhas da Indianápolis, deixando de lado o GP so Mónaco. Isso, de uma certa forma, é o sinal de que a velha geração saiu de cena na Formula 1, apesar da aparição no paddock de Bernie Ecclestone, o anão octogenário, que não perdeu tempo, dizendo que no seu tempo, teria vetado a coisa. Já podem ver como eram as coisas à sua maneira, não é?

Mas Bernie já não manda, é uma figura decorativa, e os novos membros só o toleram porque respeitar os mais velhos ainda é bonito. E também acho que está ali a convite do Sheik do que do Chase Carey, o "Bigotum Maximus"...

Como toda a gente sabe, a corrida é noturna, mas durante o dia, os pilotos aguentaram os calores do deserto. Em plano abril, as temperaturas rondam os 35 graus, ou seja, verão no sul da Europa, por exemplo. Não que os pilotos tenham suado dentro dos seus carros, mas queixaram-se um pouco do calor, que no caso de Lance Stroll, até causou queimaduras nos seus pés. Mas nada de impeditivo.

Quem está de volta é Pascal Wehrlein, depois de duas corridas de ausência. A recuperação foi dura, mas aparentemente, está a aguentar as pressões dentro do carro. Resta saber se consegue fazer a corrida toda até ao fim, para que possamos dizer que está realente curado e vai andar ali para o resto da temporada.

O sol já se tinha posto nas Arábias, mas o calor ainda se fazia sentir naquelas paragens quando a qualificação começou. Não houve grandes novidades na Q1, especialmente depois dos pilotos da frente marcarem o seu tempo suficiente para passar à fase seguinte, como Hamilton, que começou por fazer 1.30,814, com pneus softs (vermelhos). A segunda parte da Q1, os pilotos melhoraram os seus tempos com os pneus vermelhos, e no final, a diferença entre o primeiro e o 15º (Alonso) era de meros... 1,2 segundos.

E entre os que ficavam de fora, estavam Calos Sainz Jr. (que ficou sem gasolina na sua volta final), o Force India de Sergio Perez, o Sauber de Marcus Ericsson, o Haas de Kevin Magnussen e o McLaren de Stoffel Vandoorne.

A Q2 começava com menos um elemento. Parecia inicialmente que Lance Stroll tinha problemas no seu motor e tinha de ficar retido nas suas boxes, mas na realidade foi Fernando Alonso, que também ficou nas boxes de vez: o motor Honda tinha quebrado. Pouco depois, o canadiano decidiu sair das boxes e marcar a sua volta. No meio disto tudo, Hamiltom marcava 1.29,535, vinte centésimos manos que Valtteri Bottas e 61 centésimos sobre Sebastian Vettel.

No final, quem ficava de fora, para além de Alonso: Lance Stroll, Pascal Wehrlein, Esteban Ocon e Daniil Kvyat, que ficou com o 11º tempo, o pior de todos. E do outro lado, para além dos habituais, a grande surpresa eram os dois Renault e o Haas de Romain Grosjean.

Assim, partíamos para a Q3, a fase final. E da maneira como a diferença era pouca entre os pilotos da frente, parecia que a pole iria ser bem disputada. Bottas começou por fazer 1.28,844, mas Lewis Hamilton reagiu, fazendo 1.28,792. Sebastian Vettel fez 1.29,247, na frente de Kimi Raikkonen. Logo na primeira passagem, a diferença entre o melhor dos Mercedes e o melhor dos Ferrari era de quase meio segundo, e parecia que, caso os pneus melhorassem e o piloto fizesse uma volta perfeita, parecia que tudo iria de novo para as mãos da Mercedes. E de Lewis Hamilton.

Contudo, na parte final, Bottas faz 1.28,769, e consegue a sua primeira pole-position da sua carreira. A concorrência não melhorou e com isso, iríamos ter o primeiro "poleman" diferente nesta temporada, embora tudo fisse dentro da Mercedes. Vettel ficou com o terceiro posto, um pouco longe, e na frente de Daniel Ricciardo, o melhor dos Red Bull. Kimi Raikkonen, era o quinto, também na frente de outro Red Bull, o de Max Verstappen. E um surpreendente Nico Hulkenberg é sétimo, na frente de Felipe Massa e Romain Grosjean, no Haas. E a fechar o "top ten", o segundo Renault de Joylon Palmer.

A qualificação foi interessante, e com um resultado algo surpreendente. Contudo, a corrida de amanhã será outra coisa completamente diferente, e normalmente, esta não é uma corrida emocionante. Normalmente... 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A imagem do dia


Nelson Piquet, no canto superior direito na fotografia, parece que está a receber toda uma nova geração de pilotos que andam por ali, filhos de nomes famosos, no fim de semana em que começa o Mundial de Endurance em Silverstone.

E da esquerda para a direita (na primeira foto), eis os pilotos: Bruno Senna, Matthias Lauda, Nico Prost, Nelson Piquet Jr, Pietro Fittipaldi, Pedro Piquet, Harrison Newey e Mick Schumacher.

Sobre os pilotos da Valliant-Rebellion, eis algo do qual Michel Vaillant ficaria invejoso, caso existisse. Vai ser interessante vê-los correr em Le Mans, em junho, no carro da LMP2. Lauda corre na Aston Martin, na categoria GTE-Am, e no ano passado, corria ao lado de Paul Della Lana e Pedro Lamy, enquanto que Pietro Fittipaldi, um dos netos de Emerson, está na Formula V8 3.5. Para finalizar, Pedro Piquet, Harrison Newey e Mick Schumacher estão na Formula 3 europeia.

Os herdeiros têm uma tarefa espinhosa: sair da sombra dos feitos dos pais. Como podem ver pelos pilotos da Rebellion, essa gente teve uma passagem modesta pela Formula 1 - Prost não chegou lá, Senna só tem uma volta mais rápida e Piquet, um pódio e polémica - e são felizes na Formula E. E isso poderia ser uma espécie de aviso a todos os que estão na ladeira para lá chegar, como Pietro, Pedro ou Mick. Apesar de já terem mostrado talento, não são alguém que "encha o olho" aos que esperam ver a perpetuação desses nomes no automobilismo.

Contudo, momentos destes merecem, de facto, fotografias como estas.

Noticias: Button substitui Alonso no Mónaco

Esta era uma noticia "esperada", mas hoje veio a confirmação: Jenson Button correrá no GP do Mónaco, no lugar de Fernando Alonso, que vai estar ausente para correr nas 500 Milhas de Indoanápolis. O piloto de 37 anos decidiu abandonar a Formula 1 no final de 2016, depois de 17 temporadas ao serviço de equipas como Williams, Benetton, Renault, BAR, Honda, Brawn GP e McLaren. E claro, vai correr ao lado de Stoffel Vandoorne nas ruas do Principado.

Estou animado por ter este regresso à Formula 1 para uma corrida. Não podia pensar num GP melhor”, começou por dizer o inglês, que mora no Principado. “Ganhei a corrida em 2009 e é uma das minhas pistas favoritas. É um circuito complicado em que o piloto pode fazer a diferença. E mesmo que o monolugar não tenha começado bem a temporada, acho que ele poderá se adaptar melhor a Mónaco. Sei que não posso repetir a minha vitória de 2009, mas penso que ficarei nos pontos”. 

Sobre as questões físicas o piloto não se mostrou preocupado: “Estou muito bem, graças aos meus treinos para o triatlo”, concluiu.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A imagem do dia

A Lamborghini tem uma pequena história na Formula 1, e hoje anda a contá-la no seu museu em Sant'Agata Bolognese. Mas neste verão - isto vai até ao final do ano - tem uma exposição permanente sobre Ayrton Senna, onde estarão todos os carros que o piloto brasileiro guiou ao longo da sua carreira. Incluindo este: o McLaren MP4-8 modificado para lá caber o motor V12 que o piloto testou no Estoril, em outubro de 1993.

E no dia da inauguração da exposição, estiveram muitos dos nomes desse tempo. Atrás de Stefano Domanicalli estão nomes como Ricciardo Patrese e Pierluigi Martini; Mauro Forgheri e Daniele Audetto, entre outros.

Toda a gente sabe mais ou menos como foi a Lamborghini nos anos 80 e 90, onde os motores V12, construídos por Forgheri, tiveram resultados modestos em equipas como Ligier, Lotus, Minardi, Larrousse e a Lambo-Modena, onde ficaram entre 1989 e 1993. Só conseguiram um pódio, com Aguri Suzuki, no GP do Japão de 1990, em meados de 93, tentaram a sua sorte com a McLaren, com o famoso teste do Estoril.

Depois de Senna ter elogiado e incentivado a Lamborghini a fazer melhorias no seu V12, houve conversações sérias entre ambas as partes para 1994, mas no final, Ron Dennis decidiu-se pela Peugeot. E claro, a Lamborghini, que na altura pertencia ao grupo Chrysler, decidiu abandonar de vez a Formula 1. E ver esse "one-off" num museu importante para o automobilismo, é único.


O que a nova gerência vai fazer com os elefantes na sala?

Como toda a gente sabe, a Formula 1 tem este ano uma nova gerência. Chase Carey, Sean Bratches e Ross Brawn fazem o trabalho que antes era feito por Bernie Ecclestone. E desde que lá chegaram têm falado de mudanças na organização, quer em termos de calendário, quer em termos de organização, desde transmissões televisivas até a interação com os pilotos, e com as redes sociais.

Contudo, com a chegada destes novos membros que há questões pertinentes, e uma delas têm a ver com os destinos mais... controversos. Ontem, mostraram-se fotografias da reunião que Carey teve com Reçep Tayip Erdogan, o presidente da Turquia, e a ideia de um regresso pairou no ar. Ora, naquele país, irá haver um referendo dento de alguns dias e a ideia do presidente ficar com o poder executivo é bem real, e muitos dizem que é o passo final para uma ditadura. 

Mas não é só a Turquia que pode regressar - talvez em 2018. Esta e a semana em que estamos no Bahrein, a primeira das duas corridas noturnas no calendário, e no final do mês estarão na Rússia, a terra governada por Vladimir Putin, e que também não é propriamente amigo da democracia e do estado de direito. O Bahrein, pequeno emirado de pouco mais de milhão e meio de habitantes, passou por sarilhos em 2011, com o povo a revoltar-se contra a classe dominante, aproveitando a "Primavera Árabe". A corrida foi cancelada nesse ano, mas regressou com muita controvérsia e apelos ao boicote, em 2012, sem efeito porque o pessoal que geria a Formula 1 não quer saber muito de politica, desde que paguem o dinheiro.

Mas, como sabem, há nova gerência. E a grande pergunta é: iremos ver mais do mesmo? É provável que sim, daquilo que vimos da reunião com os turcos. E como os países do Golfo vão continuar a cumprir contratos e a pagar o que pedem, não creio que haja alterações.

Contudo... o que aconteceria se tivessem numa situação complicada? Algo semelhante ao que acontecia nos anos 80, quando iam à África do Sul, no tempo do apartheid, do governo da minoria branca? É certo e sabido que a FIA foi a última a ceder nesse campo, que só em 1985, a Formula 1 descobriu que correr em Kyalami era um embaraço de ordem mundial e colocava a sua categoria nas noticias pelas piores razões? Agora, está tudo calmo, mas num mundo em ebulição como é o nosso, agora, o que aconteceria com o GP da Rússia, caso o "titio Putin" decidisse fazer mais algumas expansões nas suas fronteiras, como fez com a Crimeia? A nova gerência iria largar os rublos russos tão facilmente?

Esta nova liderança deve saber que existem alguns "elefantes" na sala, em maior ou menor grau. Se a entrada da França é bem-vinda, a possível entrada turca pode ser um embaraço maior, tão grande quanto os exemplos ditos anteriormente - e em menor grau, Abu Dhabi e China - principalmente quando a geopolitica decidir acordar e mexer umas peças de xadrez com estrondo. O potencial está lá, e vai ser um teste bem interessante sobre saber se iriamos ver mais do mesmo, ou haveria uma maior sensibilidade ao que se passa no mundo.

Veremos. Esta nova liderança tem muitos testes pela frente.

Como uma noticia sensacional esteve prestes a não acontecer

Toda a gente já entendeu que a ida de Fernando Alonso ao "Brickyard", para disputar as 500 Milhas de Indianapolis pelas cores da McLaren, deixando de lado o GP do Mónaco, é das coisas mais sensacionais desta temporada. Iremos ver se esta primeira experiência não poderá ser o inicio de muitas outras, para além de saber como é que Alonso se comportará noutra categoria que não a Formula 1, onde está - lembro-vos - desde 2001, ou seja, há 16 anos.

Contudo, isso esteve muito perto de não acontecer. E só aconteceu porque um piloto decidiu abrir mão da sua inscrição para que todos possamos estar a comentar este sensacional anuncio. A revelação veio do próprio presidente da Indianapolis Motor Speedway, Mark Miles, em declarações à revista americana Racer.

A história é simples: quando Zak Brown desafiou Fernando Alonso a tentar a sua sorte na prova mais conhecida do automobilismo americano, andaram à procura de vagas nas equipas com motor Honda, mas as coisas andaram complicadas. Ao contrário do que se passa na Formula 1, a marca japonesa ganhou todas as corridas da IndyCar até agora, e é uma das melhores do pelotão. Pediram ajuda às equipas maiores, que estavam a dar mais carros para correr de propósito para esta prova. A Andretti tinha cinco vagas, mas a última tinha sido acabada de preencher por Stefan Wilson, o irmão mais novo de Justin Wilson, morto num acidente em Pocono, em 2015. Depois de saber o que se passava, Wilson decidiu abdicar do seu lugar nas 500 Milhas, a troco de algo maior mais adiante.

"Recebi uma ligação do Zak [Brown, CEO da McLaren] e ele queria saber se poderíamos fazer um acordo para que Fernando corresse na Indy neste ano. Eu disse que moveria o céu e a terra para tornar isso realidade. Entrei em contato com quatro equipes da Honda e com uma, mas não conseguia arrumar um motor. E foi então demos sorte", revelou.

"Mesmo querendo muito correr neste ano, ele [Stefan] estava pensando no bem maior para a Indy. É um grande gesto. Os herois desta história são Alonso, Zak, Michael e Stefan. E acho que será uma história muito legal, outro grande mês de maio", concluiu.

Bom, agora já sabem de alguns dos pormenores de bastidores que fizeram esta história possivel. No final de maio, veremos como isto acabará.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A imagem do dia

Hoje, Carlos Reutemann cumpre o seu 75º aniversário, 35 anos depois da sua retirada da Formula 1. O piloto argentino foi o melhor depois de Juan Manuel Fangio, onde quase venceu o campeonato do mundo em 1981, mas Nelson Piquet não o deixou.

A imagem que coloco aqui é interessante, porque é da sua primeira corrida, há 45 anos, em Buenos Aires. Ali, a bordo de um BT34, Reutemann conseguiu o "impossivel", a pole-position, batendo Jackie Stewart e claro, dando uma alegria aos adeptos da casa. É muito raro pilotos conseguirem algo logo na sua primeira corrida. Aliás, só quatro conseguiram-no: Giusseppe Farina, em 1950, no GP da Grã-Bretanha (a primeira do mundial), Mário Andretti, no GP dos Estados Unidos de 1968 e Jacques Villeneuve, no GP da Austrália de 1997.

O feito foi interessante, porque era a primeira corrida de Bernie Ecclestone como o dono da Brabham, depois de adquirir a parte que pertencia a Ron Tauranac. Foi uma temporada dificil, e a pole de "Lole" foi o único ponto alto de uma equipa que ainda tinha Wilson Fittipaldi e o veterano Graham Hill.

Mas ele já tinha mostrado a sua velocidade antes, na Europa. Em 1970, tinha estado na Formula 2 e tinha feito grandes corridas, especialmente uma em Hockenheim, onde andou atrás de Jochen Rindt durante muito tempo, acabando a corrida no quarto posto. Ele andava num Brabham, e manteve-se na competição em 1971, sendo vice-campeão, atrás de Ronnie Peterson, mesmo já tendo idade de quase veterano (30 anos). E para melhorar as coisas, pouco depois do feito de Buenos Aires, conseguiu vencer o GP do Brasil, então uma prova de preparação para a corrida a sério, que iria acontecer no ano seguinte. Acabaria por vencer em 1977 e 1981, a famosa corrida onde mandou as ordens para o ar e ganhou a hostilidade da sua equipa.

Contudo, os eventos de há 45 anos, na sua Argentina natal, deram um segundo capitulo onde os "portenhos" acompanharam os feitos dos seus da mesma forma como acompanharam os de Fangio, quinze anos antes.

Assim sendo, Feliz Aniversário, "Lole"!

As razões da lesão de Wehrlein

Pascal Wehrlein, como é sabido, voltará ao cockpit de um Formula 1 este final de semana no Bahrein, dpeois de duas corridas de ausência. O alemão da Sauber, como é sabido, magoou-se na zona do pescoço durante a Corrida dosa Campeões, em Miami, e a extensão das lesões fez com que falhasse a primeira sessão de testes coletivos, em Barcelona. Contudo, a presença na segunda sessão de testes coletivos parecia que fazia entender que tudo estava resolvido e que iria alinhar em Melbourne. Contudo, na sexta-feira à noite desse final de semana australiano, Wehrlein disse que não estava e condições e cedeu o lugar a Antonio Giovanazzi. E assim continuou na China, enquanto que era provável que o italiano continuasse no Bahrein. Afinal, o alemão vai voltar, para mostrar que está curado e em forma.

Contudo, por estes dias, falou-se bastante sobre a natureza das suas lesões. Falou-se de que o alemão tinha-se lesionado numa vértebra, que o fez atrasar um pouco a sua recuperação - pois a zona do pescoço é a que mais sob pressão nos fins de semana de corrida - mas o Joe Saward contou hoje no seu blog que não foi isso que aconteceu.

"Wehrlein não quebrou nenhuma vértebra, apesar do que foi dito. Ele sofreu uma série de fraturas em várias vértebras torácicas (fissuras, na realidade) no segmento médio da coluna vertebral, entre as vértebras cervicais do pescoço e as da área lombar, na parte inferior da coluna vertebral. O principal problema não foram as fraturas, mas sim os discos intervertebrais, que são as almofadas esponjosas que estão situadas entre cada vértebra e agem como amortecedores para o corpo humano. Quando estes são comprimidos eles levam tempo para recuperar, particularmente na secção torácica, porque são mais finos do que nos outros lados.

Isto significa que o treinamento é um problema porque pretende-se evitar tanto a compressão adicional (para não mencionar a dor) e assim Wehrlein tem feito uma recuperação sensata, mas necessariamente lenta. Ele tentou voltar na Austrália, mas percebeu que ele não estava suficientemente apto para competir, e assim foi substituído por Antonio Giovinazzi".

Assim sendo, espera-se que o piloto alemão já esteja suficientemente em forma para poder correr todo um Grande Prémio. Mas claro, ele vai estar sob observação neste final de semana, e caso haja alguma recaída, lá estará Giovanazzi para o substituir. 

Bomba: Alonso vai às 500 Milhas de Indianápolis!

A McLaren anunciou esta manhã aquela que é uma das noticias mais surpreendentes do ano: Fernando Alonso será piloto da Andretti nas 500 Milhas de Indianápolis, e não vai participar no GP do Mónaco. O piloto de 35 anos correrá com o numero 29 e tentará a sua sorte no "Brickyard" no quinto carro da marca de Michael Andretti, numa aliança com a McLaren, pois ambos correm com motores Honda. 

"Estou imensamente animado que eu estarei correndo na Indy 500 deste ano, com McLaren, Honda e Andretti Autosport", começou por dizer o piloto espanhol no sitio oficial da McLaren.

"A Indy 500 é uma das corridas mais famosas do calendário global de automobilismo, rivalizando apenas com as 24 Horas de Le Mans e o Grande Prémio do Mónaco [que Fernando venceu duas vezes, uma dessas vitórias ao volante de um McLaren]. E é claro que um arrependimento meu que não vou correr no Mónaco este ano. Mas o Mónaco será o único Grande Prémio de 2017 que vou perder", continuou.

"Ganhei o Grande Prémio do Mónaco duas vezes, e é uma das minhas ambições ganhar a Tripla Coroa [Mónaco, as 500 Milhas e as 24 Horas de Le Mans], que foi alcançado por apenas um piloto na história do automobilismo: Graham Hill. É um desafio complicado, mas estou preparado para isso. Eu não sei quando vou correr em Le Mans, mas um dia eu pretendo. Tenho apenas 35 anos, logo, tenho muito tempo para fazer isso", concluiu.

Quanto a Zak Brown, o americano que está agora à frente dos destinos da McLaren, era um homem feliz por fazer regressar a McLaren às 500 Milhas de Indianápolis, quase 40 anos depois da última presença naquela pista. Numa parceria com a Andretti Autosport, Brown disse que estava honrado por colocar de volta uma marca que venceu por três vezes, entre 1972 e 76.

"Estou particularmente feliz por ter conseguido trazer a McLaren de volta a Indianápolis no meu primeiro ano como Diretor Executivo da McLaren", começou por dizer no comunicado oficial da marca.

"Michael [Andretti] é um velho amigo meu, e um homem que eu respeito muito, e sua organização Andretti Autosport é um dos melhores do pelotão. Michael é um vencedor [de fato, a Andretti ganhou no ano passado com Alexander Rossi] e eu não poderia estar mais feliz [em saber] que Fernando vai fazer sua estréia na IndyCar num dos carros de Michael".

"Igualmente, este projeto não teria sido possível sem o apoio e encorajamento da Honda. E o nosso carro - o McLaren-Honda-Andretti - será enfeitado com o "papaia orange" feito famoso pelo nosso fundador Bruce McLaren, e que levou Johnny Rutherford à vitória em 1974 e 1976".

Questionado sobre as chances de Alonso, Brown afirmou: 

"Será que Fernando poderia ganhar o Indy 500 deste ano? Bem, eu não seria tão doido para fazer qualquer previsão precipitada, mas eu espero que ele esteja na luta. Colocando as coisas desta forma: a equipa que ele vai competir ganhou a corrida no ano passado, usando o mesmo motor Honda, e ele é o melhor piloto de corrida do mundo. Essa é uma combinação bastante atraente. Então, sim, como eu disse, ele estará na luta", concluiu.

O anuncio oficial será feito esta tarde, numa conferência de imprensa conjunta, onde serão explicados os detalhes sobre esta troca. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Kubica volta atrás

Inesperadamente, Robert Kubica decidiu não participar no Mundial de Endurance. Depois de ter assinado pela byKolles para esta temporada, e de ter andado em alguns testes com a equipa, o piloto de 32 anos decidiu abandonar de forma inesperada esta sua participação.

No comunicado oficial, divulgado esta tarde na sua página oficial de Facebook, o piloto polaco falou de uma decisão difícil e espera que não seja um ponto final definitivo à sua carreira nos circuitos:

"Depois do Prólogo decidi interromper o meu programa com a equipa ByKolles nos LMP1. Por isso não irei participar na ronda inaugural do WEC em Silverstone e nas outras corridas do campeonato. Resignar e perder a oportunidade de me juntar a um campeonato tão competitivo foi uma decisão difícil, mas espero que não seja uma despedida definitiva”, escreveu.

Desconhecem-se os motivos por este recuo tão em cima da primeira prova do Mundial de 2016 - que vai acontecer este domingo, em Silvrstone - mas Kubica sempre disse que queria estar num lugar onde se sentisse confortável. Depois do seu acidente, no Rali Ronda di Andora, em 2011, Kubica andou nos ralis, onde conseguiu o título do WRC2 em 2013, para depois correr no WRC até 2016, num Ford Fiesta.

No final do ano passado, Kubica testou o carro da byKolles, e as suas prestações foram mais do que suficientes para que Colin Kolles lhe desse um lugar na sua equipa, ao lado de Oliver Webb. Ainda não foi divulgado quem será o seu substituto.